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segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

POLÍTICA | Gabinete de Davi confirma nomeação de Antônio Feijão como consultor

O senador Davi Alcolumbre, na presidência da Comissão de Meio Ambiente | Foto: Edilson Rodrigues/Ag. Senado

Cleber Barbosa
Da Redação

O gabinete do senador Davi Alcolumbre (DEM-AP) confirmou nesta segunda-feira (19) que o geólogo e ex deputado federal Antônio Feijão é mesmo servidor lotado no escritório do parlamentar amapaense. A informação foi confirmada pelo chefe do gabinete, Paulo Boudens, em telefonema à nossa Redação. Feijão foi preso na semana passada, durante deflagração pela Polícia Federal da operação “Garimpeiros da Propina” em Macapá e Calçoene.
Segundo as informações do gabinete de Davi, o geólogo e também advogado Antônio Feijão na verdade prestava consultoria para a Comissão de Meio Ambiente (CMA) do Senado Federal, que tem desde o ano passado Davi Alcolumbre como presidente. “Mas como o Feijão reside em Macapá e o Senado exige que para esses casos o vínculo fique com o gabinete parlamentar no estado, ele acabou tendo sua lotação como servidor nosso”, explicou Paulo.
O representante do senador do Amapá disse ainda que Feijão era verdadeira sumidade em se tratando de matéria mineral, tanto que prestou relevantes serviços a aquela Comissão, especialmente durante a celeuma em torno do decreto de extinção da Renca (Reserva Nacional de Cobre a Associados), no ano passado. “Ele também realizou um estudo sobre desmatamento e outras questões ambientais do Amapá e da Amazônia que o senador apresentou por ocasião da COP-23, na Alemanha, quando Davi representou o Senado”, recorda o chefe de gabinete. 

No cargo
Ainda de acordo com informações do gabinete de Davi, o geólogo Antônio da Justa Feijão não foi exonerado do cargo, pois a orientação do senador é no sentido de aguardar o desenrolar do caso em Macapá, pois durante a última semana apenas juízes substitutos haviam despachado no processo. A volta dos magistrados titulares poderá ensejar novas etapas para o processo de Feijão.
Paulo Boudens também diz que a nomeação do sobrinho de Feijão para ser superintendente do antigo DNPM no Amapá, hoje ANM, Tiago da Justa, não é da alçada ou indicação do senador Davi, que só admite a indicação do superintendente da Funasa no Amapá, Fabio Muniz. A cunhada de Davi, Liely Gonçalves de Andrade, nomeada como Superintendente do Patrimônio da União no Amapá é ainda mais antiga e não tem relação com o mandato de Davi.

Acaso
Por uma incrível ironia do destino, a última contribuição de Antônio Feijão para a Comissão de Meio Ambiente (CMA) é um projeto de autoria do próprio senador Davi Alcolumbre, que deve ser votada nesta terça-feira (20), a partir das 11h30. É um projeto de lei que agrava a pena para quem extrai recursos minerais sem autorização, permissão, concessão ou licença, ou em desacordo com a liberação obtida do poder público. O projeto do senador amapaense trata do crime previsto na Lei dos Crimes Ambientais que consiste em “executar pesquisa, lavra ou extração de recursos minerais sem a competente autorização, permissão, concessão ou licença, ou em desacordo com a obtida”. A punição para o ato, hoje em seis meses a um ano de detenção, passaria a ser de um a cinco anos de reclusão, mantida a aplicação de multa.

MINERAÇÃO | Ministério exonera superintendente do DNPM no Amapá e nomeia servidor

O novo titular do DNPM [atual Agência Nacional de Mineração] é o servidor George Souza
O Ministério das Minas e Energia (MME) decidiu pela exoneração sumária do superintendente do DNPM (Departamento Nacional da Produção Mineral) no Amapá, Thiago da Justa Ribeiro, que foi detido por ocasião da Operação Garimpeiros da Propina, realizada pela Polícia Federal no Amapá na semana passada. O substituto é um servidor de carreira do próprio órgão, identificado como George Moraes de Souza.
A informação foi confirmada nesta segunda-feira (19) em Brasília, pelo geólogo Paulo Ribeiro de Santana, que é do gabinete do ministro. Ele encaminhou cópia do Diário Oficial da União, datado do dia 15 de fevereiro deste ano. “Somos o órgão mais transparente do país, a exoneração foi no dia seguinte à operação”, reforçou o assessor.
Fac-Simile com a reprodução da Portaria de exoneração do superintendente do DNPM no Amapá

EDUCAÇÃO | Site do FIES trava e gera polêmica sobre horário correto de inscrições

Cena comum nesta segunda-feira em Macapá: jovens tentando acesso á página do Fies | Foto: Bruno Gabriel
Cleber Barbosa 
Da Redação

Pais ou responsáveis por milhares de jovens que estão buscando fazer a inscrição no processo federal de Financiamento Estudantil (Fies) estão encontrando inúmeras dificuldades de acesso em Macapá. Hoje é o primeiro dia para realizar as simulações de financiamento e esperar o deferimento.
O prazo final é 28 de fevereiro, mas a maioria decidiu tentar logo nas primeiras horas, levando ao travamento do site do MEC. Algumas faculdades particulares que agendaram atendimento a candidatos alegaram que o problema teria sido em Macapá, com o rompimento de um cabo de transmissão de dados, mas essa informação foi descartada agora há pouco pelo empresário Fábio Renato, dono de um dos maiores provedores de internet do Amapá. "Essa é uma informação descabida, pois se as pessoas estão conseguindo navegar, acessando o site do Fies inclusive, claro que o problema é lá no site do Ministério da Educação", resumiu.

Outro lado
A página de inscrição do FIES ainda não disponibiliza acesso 
Por telefone, a reportagem entrou em contato com a assessoria de comunicação do Ministério da Educação, em Brasília. A informação repassada pelos jornalistas foi de que segundo as regras do edital hoje é o primeiro dia para disponibilizar as inscrições, mas não define horário. "Então a gente pode fazer isso até às 23h59 minutos de hoje", respondeu o assessor de imprensa Rafael Ortega.

AGRO | De vocação agropecuária, município de Calçoene é o mais chuvoso do Brasil

Entrada do município de Calçoene, na região da Costa do Amapá | Foto: Skyscraper City
Portal do Agro

Após analisar séries históricas de chuvas em mais de 400 estações localizadas na região amazônica, o município de Calçoene, no Amapá, com uma precipitação média anual de 4.165 mm, foi identificado como o local mais chuvoso do Brasil. O município, de apenas 7.000 habitantes, localiza-se no extremo norte do Brasil, na micro-região do Oiapoque, e abrange uma área de aproximadamente 14.000 km2. As principais atividades produtivas são a agropecuária, a silvicultura e o garimpo de ouro. A descoberta do ouro no rio Calçoene culminou com o surgimento de vários conflitos entre brasileiros e franceses de Caiena pela posse da terra, a qual foi, em 1900, anexada ao território brasileiro.
Anteriormente, a literatura citava a região da Serra do Mar, entre Paranapiacaba e Itapanhaú, em São Paulo, com uma precipitação média anual de 3.600 mm, como o local mais chuvoso do país. Segundo Daniel Pereira Guimarães, pesquisador da Embrapa Milho e Sorgo, situada em Sete Lagoas, MG, a falta de dados de registros históricos consistentes e de longa duração limitava esses estudos. A partir da criação da ANA (Agência Nacional das Águas), foram organizados bancos de dados contendo milhares de séries históricas em todos os estados da federação.
Era natural de se supor que, na Amazônia, estariam os locais de maior pluviosidade. Segundo o pesquisador, a caracterização climática de uma região deve-se basear em dados consistentes e coletados por, pelo menos, 30 anos, fato ocorrido recentemente com a estação de Calçoene.

Medições
O Atlas Climatológico para a Amazônia Legal, elaborado pelo Inmet, em 2001, baseou-se em apenas 100 estações e registros de séries históricas de dez anos. Com essa nova abordagem, informações mais detalhadas puderam ser obtidas para a região. A precipitação em Calçoene é cerca de três vezes maior que a registrada na cidade de São Paulo.
Entre janeiro e junho, praticamente todos os meses registram mais de 25 dias de chuva, ou seja, chove quase todos os dias. No ano de 2000, foram registrados quase 7.000 milímetros de chuva. A pesquisa permitiu a elaboração de um novo mapa da precipitação na região amazônica e mostra que existe uma enorme variação nos padrões de distribuição das chuvas.
Roraima apresenta áreas no nordeste do estado onde a precipitação é muito inferior à média regional e a distribuição das chuvas mostra maior concentração nos meses de maio a julho, enquanto, nos demais estados, essa concentração se dá entre janeiro e abril. Áreas de baixa pluviosidade são também observadas no sul dos estados de Tocantins e Rondônia. Conforme o pesquisador, no Pantanal Matogrossense, as precipitações são tão baixas quanto as registradas no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, região do Polígono das Secas.
As áreas de maiores precipitações ocorrem no litoral do Amapá e na região do estado do Amazonas conhecida como “Cabeça de Cachorro”. Em ambas, existem zonas onde as precipitações médias superam os 4.000 milímetros mensais.
 A identificação de Calçoene como o local mais chuvoso do Brasil coloca mais lenha na fogueira sobre a recente descoberta de um sítio arqueológico nesse local. O “Stonehenge Amazônico” é formado por 127 granitos megalíticos alinhados de forma circular, o que lembra um observatório astronômico, foi construído no período pré-colombiano e, curiosamente, no local de maior incidência de chuvas. Seria coincidência?”

SAÚDE | Flagrantes de descaso e desumanidade em posto de saúde de Macapá

Funcionário da limpeza manuseia lixo hospitalar sem nenhuma proteção no posto de saúde | Arte: Bruno Gabriel
Cleber Barbosa
Da Redação

Pacientes e seus familiares denunciam verdadeiros absurdos ocorridos em um posto de saúde na periferia de Macapá, durante a noite do último sábado (17), na zona norte da capital. Foi na UBS Marcelo Cândia, que curiosamente é uma das que foi reformada na atual gestão municipal. Leitos sem cobertores, cadeiras rasgadas, além de outros equipamentos em mau estado de conservação e até enferrujados eram usados pela até esforçada equipe de enfermagem.
Em fotos enviadas à nossa Redação, essas pessoas demonstraram indignação. Mas o maior absurdo foi ver em que condições o único funcionário da limpeza trabalhava. Sem nenhum EPI (equipamento de proteção individual) ou mesmo uniforme, ele percorria de sandálias de dedo o local, fazendo faxina nas instalações da unidade de saúde com uma roupa pessoal, sem luvas, botas, avental e ainda manuseava o lixo hospitalar sem nenhuma proteção – uma afronta a regras de segurança do trabalho.
Também havia reclamação em relação a moscas, mas os familiares de pacientes disseram que nem adiantava pedir apoio, pois as equipes de limpeza dizem simplesmente não haver material de higienização, uniformes e até os salários estão atrasados. A nossa equipe foi pessoalmente à UPA administrada pela Prefeitura de Macapá, para checar a veracidade das imagens. Era tudo verdade, infelizmente.
Segundo algumas pessoas que aguardavam atendimento, as equipes de enfermagem e a maiorias dos médicos até presta um atendimento aceitável, mesmo com todas as limitações. “Com raras exceções, de médicos que atendem a gente com a porta aberta, muito rápido e em alguns casos sem sequer olhar na cara da gente, imagina nos examinar”, disse uma senhora.

Flagrantes
A cadeira de rodas tem o encosto amparado por ataduras; suporte de soro totalmente enferrujado
A cadeira para aplicação de injeções tem o apoio de braço todo rasgado; servidor da limpeza de sandálias e sem luvas
Na sala de espera, o estado das cadeiras para pacientes e familiares dispensa comentários | Fotos: Cleber Barbosa
Outro lado
A reportagem entrou em contato com a Prefeitura de Macapá, por meio de telefonema ao coordenador de comunicação, Diniz Sena. Ele se disse surpreso com as informações, pediu o envio das imagens para comprova-las e disse que acionará a Secretaria de Saúde da PMM para pedir providências. Ele também disse que a unidade Marcelo Cândia realmente passou por reforma na atual gestão, mas que não foi uma intervenção completa. “Como a gente vem fazendo agora em outras duas unidades da capital”, completou o assessor.

POLÍTICA | Justiça Eleitoral alerta sobre prazo final para regularizar o título de eleitor

A Justiça Eleitoral vem intensificando a divulgação do calendário eleitoral 2018, alertando o eleitor para as datas a serem cumpridas, antecedendo o pleito eleitoral. Uma campanha institucional começou a ser veiculada nesta segunda-feira (19), nos principais veículos de comunicação do país.
O Tribunal Superior Eleitoral iniciou essa campanha chamando a atenção para não perderem o prazo final para regularizar o título de eleitor. Conforme a legislação vigente, para poder votar nas eleições deste ano, o cidadão deve regularizar a situação até o dia 9 de maio.
“Milhões de brasileiros estão convocados a fazer as suas vozes e corações falarem mais alto pela democracia. Não deixe para a última hora porque a democracia é feita com a participação de todos”, convoca o vídeo de um minuto.

Acessibilidade
Dia 9 de maio também é o prazo final para que pessoas com deficiência que necessitam de atendimento especial informem sua situação à Justiça Eleitoral para que sejam remanejadas para uma seção adaptada.

Com informações do TSE

domingo, 18 de fevereiro de 2018

OPINIÃO | Notas da coluna ARGUMENTOS, domingo, dia 18 de fevereiro de 2018.


Caiena

Uma guianense, filha de pais brasileiros, roubou a cena ontem em uma contundente participação em nosso programa Conexão Brasília. Ela virou youtuber e mantém em seu canal valiosas informações a respeito da vida dos brasileiros na condição de imigrantes.

Lucidez

Vaneza Ferreira, de 23 anos, demonstra grande maturidade e visão crítica a respeito dos dissabores de tentar ganhar a vida por lá, com o preconceito de alguns em relação à mulher brasileira, infelizmente.

Desabafo

A íntegra da manifestação da brasileira, que faz um desabafo sobre essa e outras situações, você poderá conferir visitando nosso Blog, onde está o vídeo produzido por ela. Acesse www.cleberbarbosa.net.

Greve

Os bancários estão anunciando para a próxima segunda-feira uma paralisação em todo o país. A classe dos rodoviários também promete engrossar o coro dos descontentes com relação à reforma da previdência.

Web

As redes sociais repercutem insatisfação de muitos militares em relação a essa intervenção na segurança pública no Rio de Janeiro. Expor a tropa, que deveria atuar contra o verdadeiro inimigo, não conpatrioras.

No rádio
O coordenador do Pronatec no Amapá, Agnaldo Figueira Silva, nos estúdios da Diário FM ontem, quando fazia um balanço do lançamento dos cursos técnicos e profissionalizantes para o calendário deste ano. Foram mais de 12 mil jovens e adolescentes inscritos, todos ávidos por qualificação e colocação no mercado de trabalho.

Politec

Ontem foi dia de trampo para 120 funcionários da Rede Super Fácil, que atuam nos boxes da Polícia Técnico-Científica. Eles estão sendo treinados para operar o novo Sistema de Identificação Civil (SIC) que deve ser implantado ainda este mês, nas unidades da capital e também nas seccionais.

Capacitação

Na verdade o sábado era o último dia do treinamento,que reúne técnicos do Super Fácil de Santana, Laranjal do Jari, Tartarugalzinho e Oiapoque. O treinamento teve duração de três dias no auditório da Universidade Estadual do Amapá (Ueap) e pela movimentação surtiu os efeitos desejados pela Politec.

Nomes

Com a nova plataforma o cidadão que deseja obter o registro do nome social poderá procurar as unidades do Siac que possuem box de atendimento da Politec e fazer a solicitação. Os requerentes terão seus dados cadastrados e posteriormente serão informados da data de entrega.

EDUCAÇÃO | Unifap divulga na segunda-feira o resultado do Processo Seletivo 2018

A Universidade Federal do Amapá (Unifap) divulgará na próxima segunda-feira, 19, às 15h, o resultado do Processo Seletivo (PS 2018) da Instituição, que selecionou candidatos para as vagas nos cursos de graduação presenciais do campus Marco Zero do Equador, em Macapá (AP). O resultado final estará disponível no site do Departamento de Processos Seletivos e Concursos (Depsec) e também será transmitido pela Rádio Universitária (96,9 FM).
Foram ofertadas 711 vagas neste PS 2018, distribuídas em 30 cursos de graduação do campus Marco Zero do Equador, de um total de 1.400 disponibilizadas pela Universidade. As 689 vagas restantes foram preenchidas via Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Para atender ao que estabelece a Lei nº 12.711/12, a Unifap destinou 50% das vagas no PS 2018 a candidatos que cursaram integralmente o ensino médio em escolas públicas ou que tenham obtido certificado de conclusão com base no resultado do Enem, de exame nacional para certificação de competências de jovens e adultos ou de exames de certificação de competência ou de avaliação de jovens e adultos realizados pelos sistemas estaduais de ensino.
Para participarem do certame, os candidatos tinham que ter participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2017 ou 2016 e ter concluído o ensino médio até o período de matrícula, caso aprovados no PS 2018. A seleção dos candidatos foi feita na ordem decrescente da pontuação obtida na soma das cinco notas do Enem 2017 ou 2016, em cada curso e de acordo com cada categoria estabelecida no Anexo I do edital de seleção.

OPINIÃO | Notas da coluna ARGUMENTOS, sábado, dia 17 de fevereiro de 2018.


Unifap

A Universidade Federal do Amapá divulgará na próxima segunda-feira, às 15 horas, o resultado do Processo Seletivo 2018, que selecionou candidatos para as vagas nos cursos de graduação presenciais do campus Marco Zero do Equador, em Macapá.

Resultado

O resultado final estará disponível no site do Departamento de Processos Seletivos e Concursos (Depsec) e também será transmitido pela Rádio Universitária e, claro, por toda a imprensa local. Bota música!

Números

Foram ofertadas 711 vagas distribuídas em 30 cursos de graduação de um total de 1.400 disponibilizadas pela Universidade. As 689 vagas restantes foram preenchidas via Sistema de Seleção Unificada (Sisu).

Folia

O Carnaval ainda não acabou, sabia? Ainda rola muita folia nas zonas sul e norte da capital desde ontem e vai até este sábado, apoio Governo do Estado, com trio elétrico, palco, som, iluminação e banheiros químicos.

Segurança

Os brincantes também contarão com aparato de segurança da PM. Na zona sul, durante o desfile do Bloco Congozada, policiais, viaturas e motocicletas, nos dois dias. Já na zona norte, tm o Bloco Fura Olho.

TAF
Candidatos habilitados ao Teste de Aptidão Física do concurso púbico para soldado da Polícia Militar tiveram a oportunidade de conhecer o local onde a próxima fase será aplicada. O espaço do Comando Geral da PM/AP foi disponibilizado pelo Governo do Estado, durante os dias 14 e 15 de fevereiro. 
Na foto, uma futura PM manda ver!

Chuvas

Após analisar séries históricas de chuvas em mais de 400 estações localizadas na região amazônica, o município de Calçoene, no Amapá, com uma precipitação média anual de 4.165 mm, foi identificado como o local mais chuvoso do Brasil. Havia quem dissesse que era a vizinha Belém a mais chuvosa.

Favorável

As principais atividades produtivas de Calçoene são a agropecuária, a silvicultura e o garimpo de ouro. A descoberta do ouro no rio Calçoene culminou com o surgimento de vários conflitos entre brasileiros e franceses de Caiena pela posse da terra, a qual foi, em 1900, anexada ao território brasileiro.

Tabu

Anteriormente, a literatura citava a região da Serra do Mar, entre Paranapiacaba e Itapanhaú, em São Paulo, com uma precipitação média anual de 3.600 mm, como o local mais chuvoso do país. Segundo Daniel Pereira Guimarães, pesquisador da Embrapa Milho e Sorgo.

ENTREVISTA | “Centro de convenções ajuda a captar eventos e fortalece o turismo”

PAULO GURGEL: O professor na Diário FM explica desafios para o setor de turismo do estado do Amapá em 201.
Um dos mais respeitados profissionais do chamado Trade Turístico do Amapá, o professor Paulo de Tarso Gurgel foi ao rádio ontem falar a respeito das suas observações e projeções para o setor no estado. Em entrevista ao programa Conexão Brasília, na Diário FM, o especialista comentou também sobre as equivocadas estratégias de promoção do país no exterior, com um excesso de sensualidade até nos impressos e folheteria, o que até hoje contribui para o chamado turismo sexual, tanto aqui como em lugares próximos, na Guiana Francesa. A definição de um calendário de receptivos a navios de cruzeiro e a possibilidade do projeto de um centro de convenções em Macapá sair do papel renovam as esperanças para profissionais como ele, que atua na formação de mão de obra para as futuras demandas do setor.

Cleber Barbosa 
Da Redação

Blog do Cleber – Professor, esta semana uma brasileira deu o que falar ao postar um vídeo em tom de desabafo a respeito de como as mulheres do Brasil são tratadas no exterior, preconceito e exploração sexual no debate. O que o senhor acha disso?
Paulo Gurgel – Eu creio que tudo passa por essa questão macro, um olhar global, pois assistimos todos os dias na televisão, nos rádios e nos jornais a questão da migração, as pessoas saindo de seus locais de origem ou de nascimento por várias situações, guerras, fratricidas, dentre outras, mas principalmente a questão econômica. E sempre vai ocorrer por parte daqueles que os recebem uma animosidade. O Brasil hoje passa por isso, com a questão dos venezuelanos em Pacaraima, em Roraima. O Brasil está regularizando aqueles irmãos, vamos dizer assim, é uma questão crucial inclusive, saber que tipo de habilitação, formação ou qualificação possuem para inserir esses cidadãos no mercado de trabalho. É difícil, pois já estamos numa crise que não atende às nossas próprias peculiaridades, condições, imagine os estrangeiros.
Blog – E sobre esse recorte especificamente, das mulheres brasileiras professor?
Paulo – Sim, outro grave problema, sobre como a mulher é vista ao sair do seu próprio lar, do seu próprio país para buscar o emprego, a própria valorização profissional, enfim, então entendo também ser uma questão global.
Blog – Um estudo recente de um pesquisador da Unifap, o professor Manoel Pinto, diz que em relação à Guiana Francesa as brasileiras na verdade não estariam mais naquela estratégia de conseguir um casamento por lá para conseguir se legalizar.
Paulo – Sim, endossamos o que ele concluiu, que inclusive está trabalhando com o curso de guias de turismo, com a história regional no município de Mazagão, e com certeza essa visão que ele tem sobre essa questão trabalhista, da questão das migrações, dentro de uma contextualização na história e também sobre o que nós podemos trabalhar o turismo. Não estou dizendo que essa questão do deslocamento tem a ver com turismo, mas é que o turismo é essa atividade multidisciplinar, então nós estamos engajados com a geografia, com a sociologia, a história, entre outras disciplinas.
Blog – Outra questão abordada pela brasileira no vídeo tem a ver com a imagem sensual e de libido exacerbada da mulher, inclusive por muito tempo a folheteria, os impressos de divulgação do Brasil no exterior usou imagens de mulatas no carnaval ou de moças de biquíni nas praias do Rio não é mesmo?
Paulo – Sim, contribuiu negativamente para a própria imagem do Brasil lá fora, usando a mulher neste sentido, num estereótipo mesmo.
Blog – E esse estudo do pesquisador da Unifap mostrou ainda que as mulheres brasileiras hoje querem mesmo é dominar o idioma e buscar uma colocação no mercado de trabalho lá na Guiana Francesa. 
Paulo – O que é muito bom, afinal aquela história de arrumar casamente ficou para trás, afinal elas concluíram que o choque cultural é muito grande, não compensa. Mas devo dizer ainda que em relação ao mercado de trabalho do turismo as mulheres aqui no Amapá são maioria, eu creio que temos mais mulheres atuando em gerenciamento do que o próprio homem. Isso nós temos dados, levantamentos das agências de viagem, gerenciamento de hotéis, entre outros setores onde a mulher está muito presente.
Blog  – O ano começou com esperanças renovadas para o setor do turismo por aqui, com dinheiro alocado para a construção de um centro de convenções e com a abertura do calendário de cruzeiros passando por aqui. O senhor também está otimista?
Paulo – Sim, realmente, essa questão do centro de convenções é uma luta antiga, desde a criação da própria Secretaria Estadual do Turismo, com a hoje ministra de políticas para a mulher, Fátima Pelaes como titular, tendo iniciado essas tratativas ainda com o Jurandil Juarez [parlamentar à época] com a primeira proposta para o lançamento da obra de um centro de convenções. É, portanto, uma luta quase que dantesca sobre isso, que nós precisamos muito para a captação de eventos e de espaços condizentes para a realização desses eventos. Macapá é uma das últimas cidades em que as pessoas querem fazer os seus eventos profissionais, de engenharia, de medicina, pois nós não temos essa infraestrutura no que concerne à capacidade com pelo menos mil a mil e quinhentas pessoas. O que nós trabalhamos hoje são pequenos eventos com 400 a 600 participantes até mesmo em decorrência da própria capacidade hoteleira que a cidade apresenta – hoje em torno de 1 mil a 1,2 mil leitos.
Blog – E em relação à formação de mão de obra para a indústria hoteleira, professor, já que é uma praia digamos assim, lá nos cursos de turismo do CEPA?
Paulo – Isso, nós trabalhamos principalmente com o programa federal Pronatec, hoje com a especificação de Mediotec, na formação de técnicos em hotelaria, onde o Cepa JOB já formou em torno de 60 pessoas. Mas dentro dessa concepção dos programas federais do Pronatec, nós já tivemos outros cursos para a segmentação hoteleira, como recepcionistas, governantas, arrumadeiras, entre outros, como agora estamos concluindo o curso para técnicos em guias de turismo lá em Oiapoque e em Mazagão Novo.
Blog – Recentemente foi notícia o fato de muitos candidatos a concursos públicos no Amapá que vieram de outros estados terem encontrado muitas dificuldades na rede hoteleira local, inclusive para fazer reservas pela internet. Com o incremento do turismo toda essa cadeira produtiva tende a melhorar professor?
Paulo – Sim, com certeza, daí a importância da qualificação de mão de obra, ou seja, preparar o seu empreendimento como agência de viagem, hotel, pousada, restaurante, para essas futuras demandas, que vem com planejamento. Eu creio que nós temos um plano estadual de turismo e que agora é preciso pontuar cada etapa, ver o que está precisando ser feito e modificado, atualizado, pois lembro que foi lançado à época da secretária Syntia Lamarão na Setur. Falta a aplicabilidade correta, adequações, investimentos.
Blog – Obrigado por sua entrevista professor e bom trabalhado na formação dessas novas gerações do profissionais do turismo.
Paulo – Obrigado e mais uma vez deixo um abraço aos nossos alunos, nossos colegas na área do turismo que nos acompanham e aos nossos leitores. Para terminar, posso dizer que o turismo é aquilo que a gente costuma dizer bem no popular, “uma cachaça” que a gente tem dificuldade de sair... [risos] Um abraço a todos!

Perfil

Entrevistado. O professor Paulo de Tarso Gurgel tem 65 anos, nasceu em Caraúbas/RN, mas mudou-se aos três anos para o Amapá. É bacharel em Turismo, pós-graduado em Elaboração e Avaliação de Projetos e ainda possui licenciatura plena em História, sempre pela Universidade Federal do Pará (UFPA). Foi diretor do DETUR (Departamento Estadual do Turismo) e depois com a criação da SETUR (Secretaria Estadual do Turismo) atuou como diretor de Desenvolvimento do Turismo. Desde 2000 é professor e coordenador dos cursos de turismo e hotelaria do CEPA JOB (Centro Profissionalizante do Amapá).

domingo, 11 de fevereiro de 2018

OPINIÃO | Notas da coluna ARGUMENTOS, domingo, dia 11 de fevereiro de 2018.


Unidade

O presidente da Fecomércio, Eliezir Viterbino, foi ontem ao rádio, para avaliar a mobilização de empresários e lideranças políticas locais à Brasília, durante a semana. Foi para forçar a derrubada do veto de Temer à Lei do Refis das Micro e Pequenas Empresas.

Força

Viterbino diz que a Frente Parlamentar em Defesa das Micro e Pequenas Empresas reúne 308 parlamentares no Congresso Nacional. De todas as empresas do país, 98% são classificadas como micros ou pequenas.

Empregos

Essa pressão não é à toa, pois o setor gera 54% dos empregos do Brasil. “Esses números, por si só, já mostram a relevância do tema”, argumenta Viter, que também dirige a Agência Amapá de Desenvolvimento.

Berlinda

Em uma semana de turbulência no Parlamento Estadual, tendo como protagonista o novel deputado Haroldo Abdon, eis que desaba sobre sua cabeça a possibilidade de voltar à suplência da deputada Mira Rocha.

Choque

É que um ministro do STJ concedeu liminar com efeito suspensivo a recurso especial interposto pela defesa de Mira Rocha. Abdon vem em rota de colisão com os mais antigos – e poderosos – da Casa.

Petrolina
O presidente da Cooperativa Garimpeira Estadual, Chico Nogueira, na foto com o ministro das minas e energia, Fernando Coelho Filho, em Pernambuco. Na pauta, o pleito dos trabalhadores que aspiram reabrir a atividade por aqui, depois de uma crise gerada desde as últimas operações da União no estado do Amapá.

Agro

A primeira estimativa de 2018 para a safra amapaense de cereais, leguminosas e oleaginosas totalizou 62.905 toneladas, resultado 7,3% superior ao obtido em 2017 (58.608 toneladas), representando aumento de 4.297 toneladas. Soja, o principal produto deste grupo, representa 92,6%.

Alimentos

Em relação ao ano anterior, o IBGE diz que houve acréscimo de 6,9% na área da soja, de 1,2% na área de milho, de 8,9% na área de arroz e de 7,4% na área de feijão. Quanto à produção, devem ocorrer acréscimos de 7,1% para a soja, 3,9% para o milho, 18,2% para o arroz e de 10,7% para o feijão.

IBGE

O levantamento é uma pesquisa mensal de previsão e acompanhamento das safras dos principais produtos agrícolas, cujas informações são obtidas por intermédio das comissões municipais e/ou regionais, consolidadas em nível estadual pela Coordenação de Estatística.

ENTREVISTA | “Durante tempos os homens se comportaram como predadores sexuais”

Em pleno Carnaval, o Brasil tenta blindar as mulheres com várias iniciativas contra o assédio sexual. Na verdade o mundo discute o problema, desde o caso Harvey Weinstein, em Hollywood, e ainda os episódios de abuso no transporte público, no Brasil. Porém, a primeira semana de 2018 trouxe respostas inesperadas para o grito de basta das vítimas: Catherine Deneuve e mais 99 francesas assinaram uma espécie de manifesto a favor da “liberdade de incomodar” como algo “indispensável para a liberdade sexual”, enquanto por aqui, um texto de Danuza Leão, publicado pelo jornal “O Globo”, dizia que “toda mulher deveria ser assediada, pelo menos, três vezes por semana para ser feliz”. Heloísa Buarque, especialista da USP, tem sido a fonte da imprensa para analisar o problema, sob a ótica da ciência.

Edição Cleber Barbosa
Texto Natacha Cortêz, do Uol

Blog do Cleber – Sobre as lendas sociais que cercam os gêneros feminino e masculino, por exemplo, a de que homens não se controlam: de onde elas vêm?
Heloisa – Assédio não tem a ver apenas com gênero, mas também com concepções de sexualidade. Durante muito tempo, foi naturalizado, no Brasil, o fato de os homens se comportarem como predadores sexuais, e isso seria positivo, um sinal de masculinidade, de virilidade e de força. Essas lendas vêm dessa naturalização.
Blog – Mas a naturalização traz consequências, certo?
Heloisa – A naturalização em si é um problema. Ela diz que mulher e homem são desiguais e não há nada que possamos fazer. Ela coloca as mulheres em um lugar de inferioridade e de diferenças irredutíveis. Mas, se fôssemos só natureza, as mulheres seriam todas iguais entre si, assim como os homens. E há não só diferenças históricas e culturais, mas também diferenças de contexto social: de classe, raça, religião, geração/idade, região de moradia (viver no meio urbano ou rural). Mulheres pobres e negras no Brasil nunca puderam se dar ao luxo de ser o “sexo frágil”. Muitas delas são fortes, inclusive fisicamente, trabalham no pesado, como as domésticas do país.
Blog – Como podemos explicar o conceito de gênero?
Heloisa – Gênero trata das diferenças sociais, culturais e históricas entre homens e mulheres. Fala tanto de desigualdades que são naturalizadas em nossa cultura quanto de comportamentos, profissões e espaços. Em certas sociedades, o tear é feminino, em outras, masculino. Há profissões e atitudes que mudam de status. No Brasil, a enfermagem e a educação foram profissões que se desvalorizaram ao se tornarem cada vez mais femininas, seja por terem mais mulheres ou por serem associadas a comportamentos e atitudes considerados femininos.
Blog – Mas isso tudo é aprendizado cultural?
Heloisa – Sim. No caso da enfermagem, por exemplo, ninguém nasce sabendo cuidar dos outros, não é decorrência do corpo, mas de processos sociais. Damos bonecas e ensinamos as meninas a cuidarem, dar banho, ao passo, que os meninos são ensinados a lutar e a jogar bola. A teoria de gênero mostra que as coisas têm uma história e não decorrem da natureza do homem ou da mulher. Não é o corpo nem a biologia que determina.
Blog – Sobre a carta das francesas, existe um abismo cultural entre nós e elas? Podemos dizer que ser mulher no Brasil é mais árduo do que ser mulher na França?
Heloisa – Primeiramente, quero dizer que o texto das francesas não parece perceber a diferença entre uma paquera (algo recíproco, de interesse mútuo) e um assédio (que inclui algum tipo de pressão e ameaça), e supõe que denunciar o assédio seja algo como ser contra o sexo, ser moralista. Agora, respondendo a pergunta: a França não é tão diferente do Brasil. É um país que também tem violência contra a mulher, embora, o Brasil seja, de fato, uma das nações com dados mais alarmantes. Não dá para falar resumidamente “mulher brasileira” x mulher francesa”, porque temos mulheres muito diferentes em cada lugar. E há nesse tema do assédio, certamente, um corte geracional. Muita mulher no Brasil, como Danusa Leão, pode concordar com Deneuve. Mas as duas talvez não entendam bem o que as mais jovens estão dizendo. Elas falam de um lugar de mulheres de classe alta, que não precisam enfrentar a ameaça de serem encoxadas no metrô ou no ônibus, como acontece cotidianamente com as que andam de transporte coletivo nas grandes cidades.
Blog – O que falta para as denúncias de assédio acontecerem no Brasil como estão acontecendo fortemente em Hollywood?
Heloisa – No Brasil, denunciar violência sexual é muito difícil porque, na maioria dos casos, os acusados sequer são processados. É muito comum que se responsabilize a vítima e que esta se sinta culpada e, por isso, não denuncie.
Blog – Você se graduou em Ciências Sociais, fez mestrado em Antropologia e doutorado também em Ciências Sociais. Quando surgiu seu interesse para atuar em pesquisas referentes a questões de gênero?
Heloísa – Quando eu fiz o meu mestrado em antropologia, na USP, fiz um estudo de recepção sobre cinema, entrevistando pessoas que tinham sido jovens em São Paulo nos anos 40 e 50 e tinham vivido a época áurea dos cinemas, das grandes salas de cinema no centro, ou nos bairros. Naquele trabalho, percebi que as trajetórias e experiências variavam muito entre homens e mulheres, e entre diferentes classes sociais. A questão de gênero ficou pendente na minha dissertação, eu não soube muito como interpretar essas diferenças, embora as notasse empiricamente. Foi por isso que estudei a área de “Família e Gênero”, do doutorado em Ciências Sociais na Unicamp, para poder entender melhor essa temática. No fundo, é também uma questão política – sempre fui muito defensora dos direitos das mulheres e sempre questionei as desigualdades. Mas quis refletir sobre o tema também na pesquisa, e isso virou central no meu doutorado que era sobre a interação do público com uma telenovela. No doutorado, eu fiz um projeto que se desdobrava de uma pesquisa mais ampla que eu tinha feito quando trabalhei no CEBRAP (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento), que tratava da relação entre novelas e mudanças sociais associadas à família, gênero e reprodução.
Blog – O machismo é um dos grandes problemas enfrentados pelas mulheres até os dias de hoje, sobretudo em relação a algumas profissões no mercado de trabalho e em algumas culturas. A seu ver, por que ele ainda persiste em nossa cultura, em pleno século XXI?
Heloísa – Ainda há muito machismo no Brasil e no mundo. Algumas coisas ainda me chocam muito. O nível de violência doméstica ainda é muito alto no Brasil. Ainda se acha normal que o homem (veja, essa é uma construção cultural de gênero) seja agressivo em algumas ocasiões. Assim como na sexualidade, em que o impulso sexual é naturalizado para os homens: eles são vistos como “naturalmente” infiéis, por exemplo. Mas voltando à questão da violência doméstica, ainda se imagina que uma mulher pode ficar chata e “mereça” apanhar, e que deve aguentar calada. E é por isso que fizemos uma lei mais dura, a chama “lei Maria da Penha”. Temos ainda muitos casos de mulheres que denunciam a violência do (ex) companheiro, e a polícia ainda não leva isso a sério. Depois vemos essas notícias de assassinatos brutais, descobre-se que a moça assassinada já vinha lutando, mas que não teve apoio nem na delegacia de mulheres. É preciso lembrar que essa violência acontece em TODAS as classes sociais. E sim, ainda há muito por vencer também no mercado de trabalho.

Colaborou: Globo Universidade

Perfil…

Entrevistada. Heloísa Buarque de Almeida é antropóloga e professora da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas na Universidade de São Paulo (USP). Fez graduação em ciências sociais e mestrado em antropologia social, na USP, e o doutorado também em antropologia social na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Entre 2014 e 2015, coordenou o programa USP Diversidade, iniciativa de combate aos casos de discriminação racial, homofóbica e de gênero, mídia, consumo, corpo e família. É da Rede Não Cala USP de professoras pelo fim da violência sexual e de gênero.

ECONOMIA | Delegação de empresários busca apoio para lei do Refis da microempresa

 A delegação do Amapá, com lideranças políticas e empresariais, em Brasília | Foto: Ana Clara Dias
Uma comitiva amapaense, organizada pelo presidente do Sistema Fecomércio Amapá, Eliezir Viterbino, e pelo governador do Estado, Waldez Góes, esteve ontem cumprindo extensa agenda em Brasília. A iniciativa, que reuniu mais de 20 representantes do sistema produtivo do Estado, teve como objetivo oficializar correspondências que solicitam a rejeição (derrubada) do veto Presidencial ao Projeto de Lei da Câmara nº 164, de 2017.
O Projeto de Lei institui o Programa Especial de Regularização Tributária das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte optantes pelo Simples Nacional (PERT-SN), conhecido também como Refis da Microempresa, que estabelece condições para parcelamento dos débitos tributários em mora, apurados no Simples Nacional.
Segundo Eliezir Viterbino o veto ao Projeto de Lei irá prejudicar economicamente o país, visto que 98% dos empreendimentos privados no Brasil correspondem a pequenas empresas. “O Governo deve fortalecer os negócios no Brasil, só assim irá possibilitar a geração de emprego e renda para população”, explicou o Presidente da Fecomércio-AP.
Para Waldez Góes o diálogo permanente com o Setor Produtivo demonstra a preocupação do governo com a geração de negócios. “A participação do Governo do Estado na comitiva mostra o quanto a gestão pública está aberta ao diálogo permanente em busca da defesa do crescimento econômico por meio dos empreendimentos”, afirmou o Governador.

OPINIÃO | Notas da coluna ARGUMENTOS, sábado, dia 10 de fevereiro de 2018.


Toques

O Carnaval começa, muita festa, animação, alegria e descontração, claro. Mas a folia desse ano também traz muitas reflexões e trabalhos institucionais visando as mudanças comportamentais que a sociedade tanto reclama. Uma delas tem a ver com o assédio sexual.

Ação

O Governo do Estado adere à campanha nacional “Não é Não! Carnaval sem Assédio”. E a Secretaria de Políticas para as Mulheres preparou ação durante as programações de carnaval de Macapá e Santana.

Olhar

A ação tem o apoio do Tribunal de Justiça e vai produzir três mil tatuagens com a frase “Não é Não!”, para distribuir em blitzes volantes. A ação contará com equipes dos Centros de Atendimento Cram e Camuf.

Alunos

Fantasiados e dispostos a aproveitarem danças e brincadeiras, alunos da Escola do SESI, participaram de mais uma edição do Carna SESI. A tradicional festa de carnaval reuniu estudantes da Educação Infantil.

Sorte

No último sorteio da Mega-Semana de Carnaval, o concurso 2.013 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 70 milhões neste sábado. O sorteio será realizado no Caminhão da Sorte bem ali em Santana.

Folia
Tem mensagem de cunho social também no Bloco do Abel, esse rapaz de barba muito bem acompanhado da foto. A inclusão, como também a difusão de informações sobre o autismo estão na mobilização que o bloco de Carnaval que leva seu nome trabalha este ano. Esse registro foi de audiência no Parlamento Estadual, esta semana.

Rios

Comunidades atingidas por problemas decorrentes do funcionamento das usinas hidrelétricas Cachoeira Caldeirão e Ferreira Gomes Energia foram ouvidas durante a semana pelo procurador da República Joaquim Cabral. As visitas são fruto de compromisso firmado pelo membro do MPF.

Oitivas

Em dois dias (6 e 7), foram ouvidos pescadores artesanais, agroextrativistas da Associação Bom Sucesso e assentados do Manoel Jacinto, em Porto Grande, e ribeirinhos das comunidades Paredão e Caldeirão, em Ferreira Gomes. O MPF tem esse trabalho com os ribeirinhos e assentados, desde o fim do ano passado.

Natureza

Em Porto Grande, assentados, agroextrativistas, ribeirinhos e moradores da cidade relataram degradação do meio ambiente e comprometimento da qualidade da água que consomem. Segundo eles, as inundações no período de chuvas – agravadas pela existência da barragem.

POLÍTICA | Vinícius Gurgel diz que reformas são 'remédio amargo', mas necessário


quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

POLÍTICA | Transposição para a União pode beneficiar 10 mil servidores, diz senador

Senador Randolfe Rodrigues (REDE-AP) | Foto: Agência Senado
O senador Randolfe Rodrigues protocolou na Mesa Diretora do Senado federal, nesta quarta-feira (7), as dez emendas à Medida Provisória 817 que regulamenta a Emenda Constitucional 98, sancionada no final do ano passado e que garante a transposição para o quadro da União de, pelo menos, dez mil servidores do Amapá, incluindo aposentados e pensionistas.
As dez emendas beneficiam professores, policiais rodoviários federais, servidores do judiciário, legislativo, Ministério Público, Tribunal de Contas do Estado, policiais civis, agentes de portaria, motorista, entre outras categorias.
As emendas são um compromisso do senador Randolfe que, no final do ano passado, se comprometeu a cuidar de cada categoria de forma individual no processo de transposição “Essas emendas vão, acima de tudo, assegurar o que não está devidamente claro na MP 817”, disse.

domingo, 4 de fevereiro de 2018

OPINIÃO | Notas da coluna ARGUMENTOS, domingo, dia 04 de fevereiro de 2018.


Eleições

O empresário Fábio Renato estaria reavaliando a candidatura ao Senado, dizem. Aí colocaram o nome dele num dos cenários da disputa ao Setentrião, em uma pesquisa de consumo interno. Sabe o que aconteceu? O cara mostra musculatura e embaralha o jogo.

Paradoxo

O problema das pesquisas internas – daí a Justiça Eleitoral proibir a veiculação – é que parecem meio caolhas, sabe? Depende do humor do estatístico de plantão ou a empresa contratada para fazer.

Correntes

Gente ligada ao atual governador diz que ele está na frente na maioria das medições. Já Davi Alcolumbre fala o contrário, que é ele quem está na dianteira. Os seguidores do antigo governador Capi, idem.

Costuras

Está aberta também a temporada de caça por uma coligação. Sim, é mais quem deseja ter uma chapa majoritária para chamar de sua.

Luto

A nota ruim da política no fim da semana tem a ver com a família do ex prefeito Antônio Nogueira (PT). Condenado à prisão, ainda experimenta a perda do pai, Raimundo Calixto, o Ló, quadro histórico do partido.

No rádio
 Nosso programa semanal de rádio emplaca mais uma entrevista exclusiva, mais que isso, promoveu um debate ontem sobre instituições importantes de nossa sociedade. No sábado foi a vez da Marinha do Brasil, com o almirante Edervaldo Teixeira e o novo capitão dos portos, Fernando Cezar. Glauco Cei da Soamar e o deputado federal Roberto Góes também estiveram nos prestigiando.

União

A Emenda Constitucional 98, antes chamada PEC 199, tem gerado dúvidas aos servidores. O deputado Cabuçu, acompanhado do senador Randolfe e a deputada Marcivânia, participaram de audiência no Ministério do Planejamento, buscando esclarecer dúvidas sobre o processo de transferência.

À mesa

Representantes da Controladoria e Secretaria de Planejamento também participaram da reunião. Na ocasião, os servidores entregaram ao Ministério uma lista de questionamentos a serem esclarecidos, que, segundo a representante da pasta federal, dra. Neleide, serão analisados já nas próximas semanas.

Provas

Resultado dos esclarecimentos da audiência, Cabuçu explicou ainda que o chamado testemunhal não é aceito como prova exclusiva para comprovação de trabalho. Então, todos os casos serão analisados individualmente e a testemunhal terá que vir acompanhada de documentos.

DEFESA | Navio da Marinha em ações cívico-sociais na Capitania dos Portos do Amapá

A Marinha do Brasil, em apoio às celebrações referentes ao Aniversário dos 260 anos da Cidade de Macapá-AP, estará realizando, nos dias 02 e 03 de fevereiro, de 08:00hs às 17:30hs, a bordo do Navio Auxiliar “Pará”, os seguintes atendimentos na área de saúde:
- Atendimento médico (clínico-geral);
- Atendimento odontológico;
- Mamografia, com emissão de laudo;
- Exames laboratoriais; e
- PCCU.
O Navio permanecerá atracado ao cais da Capitania dos Portos do Amapá, localizado na Cidade de Santana-AP (Rua Cláudio Lúcio Monteiro, nº 2000 – Daniel), no período de 01 a 04 de fevereiro.

Serviço
Evento: Atendimento médico e odontológico.
Local: Navio-Auxiliar “Pará”.
Período: 02 a 03 de fevereiro de 2017.
Horários: 08h às 17:30h..
Endereço: Rua Cláudio Lúcio Monteiro, nº 2000 – Daniel- Santana-AP (Capitania dos Portos do Amapá-PA).
Entrada: Gratuita
Informações: (91) 3216-4551
Comando do 4º Distrito Naval (91) 3216-4551

SERVIDOR | Provas testemunhais só não bastam para a transposição, diz Ministério

Os parlamentares Cabuçu Borges, Marcivânia Flexa e Randolfe Rodrigues, no Ministério do Planejamento
A Emenda Constitucional 98, antes chamada PEC 199, tem gerado dúvidas aos servidores. Esta semana, o deputado Cabuçu (MDB), acompanhado do Senador Randolfe Rodrigues (REDE) e a deputada federal Marcivânia (PCdoB) participaram de audiência no Ministério do Planejamento, buscando esclarecer dúvidas sobre o processo de transferência dos servidores do antigo território do Amapá para o quadro da União.
Representantes dos órgãos da Controladoria e Secretaria de Planejamento do ex-território também participaram da reunião. Na ocasião, os servidores entregaram ao Ministério uma lista de questionamentos a serem esclarecidos, que, segundo a representante da pasta federal, Dra. Neleide, serão analisados já nas próximas semanas.
“Há o compromisso de buscar deixar claro todas as informações para depois torna-las públicas”, disse Cabuçu.  Resultado dos esclarecimentos da audiência, o parlamentar explicou ainda que “a prova testemunhal não é aceita como prova exclusiva para comprovação de trabalho. Então, todos os casos serão analisados individualmente e a prova testemunhal, quando aceita, é válida apenas como complementação de prova documental. Ou seja, a prova documental é imprescindível”.

ENTREVISTA | “Os prédios históricos de Macapá, não demora, poderão ser destruídos”

No dia do aniversário da cidade de Macapá, um dos principais pesquisadores locais puxa uma reflexão a respeito da necessidade de não se deixar perder no tempo – ou nos escombros – diante da chegada de novas obras arquitetônicas, os prédios históricos do município. Sim, existem logradouros e imóveis intimamente ligados com a história da antiga vila de São José de Macapá e que estão sendo sucedidos pelos primeiros edifícios, os shoppings, supermercados e centros atacadistas. O professor Edinaldo Chaves Filho, que se especializou em Arqueologia e foi um dos responsáveis pela entrega do novo Centro de Estudos e Pesquisas Arqueológicas da Unifap, fala dos pormenores da profissão e relata em entrevista ao jornalista Cleber Barbosa, numa instigante conversa.

Cleber Barbosa 
Da Redação

Blog do Cleber – O senhor teve destacada atuação para a inauguração do Centro de Estudos e Pesquisas Arqueológicas do Amapá, na Unifap, como isso pode sair do papel e virar uma realidade professor?
Edinaldo Filho – Positivo, nós fazemos parte de um grupo do CNPQ, que é o Grupo de Estudos, Pesquisas e Preservação da Cultura Imaterial do Amapá. O nosso centro é uma concepção que teve início em 2004, um reconhecimento pelo Cônsul, mas naquele momento nós não tínhamos ainda um espaço físico então para nós a construção desse prédio um anseio nosso em poder desenvolver nossas pesquisas da melhor maneira possível e dar um conforto aos nossos pesquisadores e aos nossos colaboradores.
Blog – Mas fale das atividades a serem desenvolvidas lá, professor.
Edinaldo – Ele é um centro que é da coordenação do curso de História, da qual eu faço parte. Mas como eu também atuo em outros cursos de especialização e mestrado, ele já está servindo para esse fim, ou seja, vai servir para o ensino, pesquisa e extensão, uma coisa que a gente já vem desenvolvendo há muito tempo, desde o fim do século 20 como pesquisador.
Blog – A gente fica imaginando quanto tempo leva para se formar um cientista. O senhor é amapaense?
Edinaldo – Sim, sou amapaense.
Blog – É que existem tantas carreiras glamorosas, com muito apelo midiático, que fica a dúvida sobre como despertar um jovem para abraçar a carreira de cientista. Como aconteceu com o senhor?
Edinaldo – Comigo aconteceu naturalmente, foi toda uma formação. Eu estudei sempre em instituições públicas, desde o ensino fundamental, na Escola Araci Nascimento, da Prefeitura. Na época do Território na Escola Polivalente Tiradentes, o ensino médio no antigo CCA, que depois passou a Gabriel de Almeida Café; fiz a UFPA aqui, na época que era o Núcleo de Educação. Fiz o meu Mestrado na Universidade Federal de Pernambuco e o meu Doutorado fiz na Universidade Federal do Pará.
Blog – O senhor também teve uma passagem pelo Museu Histórico Joaquim Caetano da Silva, não é mesmo?
Edinaldo – Justamente, meu início na arqueologia foi lá, desde 1991, logo depois que eu terminei minha graduação comecei a trabalhar, fazendo cursos e participando das pesquisas. Eu coordenava a área da pesquisa arqueológica, participei de algumas expedições, fiz parte de alguns projetos pelo Museu Ghoeldi, fiz cursos lá em Belém por ele [o museu] então devo muito também ao Estado, na época com a Fundação de Cultura, que me oportunizou muito na minha área.
Blog – Os achados arqueológicos muita gente diz não encontrar em exposição nos museus, por que professor?
Edinaldo – Quando são coletados esses materiais nas pesquisas, esses artefatos, falo das pesquisas arqueológicas ou históricas, eles passam por todo um processo, higienização, identificação, registro, análise, restauração, para depois ser montada pelo museólogo uma exposição, mas nem todo material vai ser exposto. Minha experiência no Museu Joaquim Caetano foi assim, as pessoas podiam até reclamar uma maior oferta de materiais, mas existe um local que a gente denomina reserva técnica, onde é guardado esse material.
Blog – E sobre o sítio arqueológico de Calçoene, que seria o “Stonehenge” do Amapá, o que o senhor pode falar a respeito dessa descoberta?
Edinaldo – Olha, eu estive pesquisando a região num projeto que eu coordenei dentro do Parque Nacional do Cabo Orange, que era um plano de manejo, entre 2005 e 2008. Inclusive participei de uma expedição para o Cunani a convite dos jipeiros, pois fiz a identificação de vários sítios da área do Parque do Cabo Orange. Mas esse sítio que a gente chama de Aurora é um sítio cerimonial, que não está dentro do Parque que eu pesquisei, fica a uma distância aproximada de 40 quilômetros onde fica a Vila do Cunani, então eu não tenho muito conhecimento sobre ele porque não participei dessa pesquisa.
Blog – Essa pesquisa a que o senhor se refere não foi da Universidade, foi do Estado, é isso?
Edinaldo – Exatamente, foi tocada pelo Instituto de Estudos e Pesquisas do Amapá, o Iepa. Mas ela ainda está em andamento, é uma pesquisa que ainda não foi concluída. Nas ciências demora muito para você produzir resultado e na área de arqueologia nem se fala. Um exemplo é o próprio Stonehenge, que de fato eles já conheciam há séculos, mas daí a dizer quem habitou, qual era a utilização é uma coisa recente.
Blog – E sobre os questionamentos a respeito da verdadeira identidade da Macapá de outrora, que muita gente reclama estar se perdendo, o que o senhor acha?
Edinaldo – O Amapá tem três períodos distintos em termos de arquitetura. As autoridades em nível estadual e principalmente municipal não tiveram essa preocupação, pois em termos de tombamento de prédios históricos, só temos um prédio com esse reconhecimento em Macapá, que é a Fortaleza de São José. Os três períodos históricos foram o Pombalino [Marquês de Pombal], de 1750 até a transformação em Território, quando esses prédios eram utilizados para abrigar repartições públicas e moradias; o segundo período, o Janary, retrata uma coisa que ainda pode ser recuperada, pois do período Pombalino quase tudo se perdeu, com exceção da igreja de São José que também foi descaracterizada. O terceiro e último é da era Barcellos, quando da criação do Estado, cujo governador deu uma contribuição significativa em termos de prédios, que também não demora muito vão sofrer mudanças e até destruições, então a gente tem que pensar nisso aí.
Blog – Obrigado pela esclarecedora entrevista professor.
Edinaldo – Eu que agradeço.

Perfil…

Entrevistado. O professor Edinaldo Pinheiro Nunes Filho é amapaense, estudou em instituições de ensino públicas desde os tempos do Território Federal até a fase de criação do Estado, como a Escola Araci Nascimento, a Escola Tiradentes e o antigo CCA, hoje Gabriel de Almeida Café. Cursou História no antigo Núcleo de Educação, um campus avançado da Universidade Federal do Pará (UFPA) em Macapá. Especializou-se em Metodologia do Ensino pela Universidade Federal de Pernambuco e fez Mestrado e Doutorado em Pré-História, portanto é um Arqueologista. Atuou no Museu Histórico Joaquim Caetano da Silva, Museu Emílio Ghoeldi e na Unifap, onde dirige o Centro de Estudos e Pesquisas Arqueológicas do Amapá.

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

OPINIÃO | Notas da coluna ARGUMENTOS, sexta-feira, dia 02 de fevereiro de 2018.


Energia

O Amapá acalentou por décadas o sonho de ter energia elétrica e com ela impulsionar a indústria, o comércio e o desenvolvimento em geral. Isso veio, com muito trabalho e articulação política, justiça seja feita, de agentes públicos como Sarney, à época senador.

Hidráulica

Bem, de fato a energia veio, e veio forte, com três hidrelétricas a mais para a solitária Hidrelétrica do Paredão – que foi bancada pela mineradora Icomi. No Rio Araguari são três usinas e outra no Rio Jari.

Oferta

O problema agora é fazer frente à dinâmica do mercado, pois o Amapá hoje está interligado ao sistema nacional, fornece energia para outros pontos do país, afinal não pode ficar parada no tempo.

Demanda

A coluna recebe a informação de que indústrias em atividade no estado, como a mineradora Beadell, ainda queimam óleo diesel para tocar sua operação. Mais que isso, o custo chega a 60% para gerar energia térmica.

Rádio

Essas e outras perguntas a gente vai fazer num debate organizado para amanhã no rádio. Será em nosso Conexão Brasília de sábado, reunindo autoridades e especialistas no setor elétrico.

Tête-a-tête
Quem tem medo de prova oral? Bem, em se tratando de candidato a delegado de polícia isso não deve existir. Então a Fundação Carlos Chagas aplicará a partir de hoje a arguição oral do concurso para da Polícia Civil do Amapá. As provas ocorrerão em uma faculdade e o governo oferta 25 vagas para o cargo e 114 candidatos participam desta etapa.

Marinha

Acontece hoje cerimônia de transmissão do cargo de Capitão dos Portos do Amapá, que será presidida pelo vice-almirante Edervaldo Teixeira, comandante do 4º Distrito Naval. Deixa o cargo o capitão-de-Fragata Aderson Oliveira Caldas,assume o capitão-de-Fragata Fernando Cezar da Silva.

Aeronáutica

Por falar na presença das Forças Armadas no Amapá, amanhã também teremos uma esclarecedora entrevista com o major-brigadeiro Carlos Minelli de Sá, ex comandante do I Comar e hoje respondendo pelas operações integradas do Ministério da Defesa. Fala a respeito do papel da FAB na Amazônia.

Efetivo

Para se ter uma ideia, Minelli esclarece o porquê do diminuto efetivo da Força Aérea em solo amapaense, exatamente quando as demais Forças (Marinha e Exército) aumentam sua representatividade por aqui. Tem a ver com “tecnologia embarcada” do destacamento.

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

OPINIÃO | Notas da coluna ARGUMENTOS, quinta-feira, dia 01 de fevereiro de 2018.


'Concurseiros'

O Governo do Estado divulgou o edital de convocação para o Exame de Avaliação de Condicionamento Físico – conhecido como Teste de Aptidão Física (TAF), para provimento de vagas para soldado da Polícia Militar, na terceira fase do concurso.

Datas

Os testes serão realizados de 18 a 26 de fevereiro no Comando Geral da PM/AP, em Macapá. Foram convocados para o Exame de Condicionamento Físico 450 candidatos, divididos em 3 turmas de 150.

Fase

A próxima fase do concurso será a avaliação psicológica. Os classificados e considerados aptos nas três primeiras etapas serão convocados. Essa etapa tem caráter somente eliminatório em local e data a serdefinido.

Obras

A coluna havia indagado sobre as obras que a PMM está tocando no bairro Parque dos Buritis, zona norte de Macapá. Aterro sendo espalhado e a pergunta por lá era se vai também ter asfalto. Ontem a PMM respondeu.

Capa

Em nota enviada à coluna, a prefeitura diz que lá está sendo aplicado o TST, uma ‘camada de revestimento de três aplicações de ligante betuminoso coberta por agregado mineral’. Piche com areia, no popular.

Em obras
Devido estar em obras de reforma geral, o Parlamento Estadual não será utilizado nesta abertura do ano legislativo, amanhã. Os deputados irão utilizar o Centro de Convenções, na Av. FAB para as sessões deliberativas e audiências públicas. Serviços administrativos foram transferidos para o Anexo I, no bairro Santa Rita.

Japão

Começa hoje e vai até sábado, a Semana do Japão no Amapá, que tem como tema “Diversidade Cultural na Linha do Equador”. Oportunidade para a população amapaense conhecer um pouco mais da cultura japonesa e sua diversidade, que marca os 110 Anos da Imigração Japonesa no Brasil.

Cultura

A programação inclui demonstração e oficinas de Ikebana (arranjo floral), Origami (dobradura de papel), Yukata (vestimenta japonesa típica de verão), Mangá (gibis japoneses), dança folclórica japonesa, Taiko (tambor japones), Shodo (caligrafia) e Soroban (ábaco), este último inédito em Amapá.

Negócios

Neste primeiro dia de evento destaque para a palestra proferida pelo cônsul principal do Japão, Sr. Keiji Hamada. Haverá também apresentações de dança ao som do tambor, mas também a prospecção de negócios entre brasileiros e japoneses. E as famosas bolsas de estudos pra lá.

MINERAÇÃO | MPF inclui empresas do grupo Anglo na ação do acidente do porto

Por Paulo Silva
Do Diário do Amapá

O Ministério Público Federal (MPF) no Amapá requer à Justiça Federal a inclusão de quatro empresas do Grupo Econômico Anglo na ação civil pública em que pede a restauração do dano ambiental resultante do desmoronamento do porto de embarque e desembarque de minério, em Santana, a 17km da capital Macapá. Em caráter liminar, o órgão quer o bloqueio de R$ 100 milhões como garantia de reparação ambiental da área degradada. O requerimento foi protocolado na segunda-feira (29).
A inclusão da holding – Anglo Ferrous Brazil S.A, Anglo American Brasil Ltda, Anglo Ferrous Brazil Participações e Anglo American Investimentos - Minério de Ferro Ltda – no polo passivo se dá “em razão do efetivo proveito econômico auferido com a atividade”, salienta o MPF. O órgão argumenta que “todos os agentes que têm ou tiveram relação com a área, com o empreendimento e, consequentemente, com o dano, são responsáveis solidariamente com a reparação e/ou indenização cabíveis”. Assim, tanto a Anglo quanto a Zamin têm o dever de promover a recuperação da área afetada.
Quanto ao pedido de bloqueio de R$ 100 milhões, o MPF sustenta que as empresas integrantes do Grupo Econômico Anglo, ex-sócio à época do desmoronamento, comprovadamente têm maior poder de solvência que a Zamin – atualmente em recuperação judicial e sem patrimônio líquido disponível.
Prova disso é que, no ano passado, em tratativas extrajudiciais, a Anglo Ferrous Brazil S.A chegou a ofertar mais de R$ 50 milhões a título de reparação dos danos decorrentes do acidente. Já a Anglo American Ferrous Investimentos – Minério de Ferro, conta, inclusive, com sócios no exterior: Anglo American Ferrous e Anglo Iron Ore Investiments. Outro argumento apresentado pelo MPF é que a holding foi “quem mais teve proveito econômico com a exploração de minério de ferro no Amapá”.
Pelo menos duas das quatro empresas acionadas na Justiça são cobertas por seguro contratado junto a instituição bancária privada. Para o MPF, “se é parte legítima para receber a indenização do seguro contratado para a operação e se essa indenização, em parte, é destinada à reparação do prejuízo decorrente dos danos no porto, evidentemente que é, também, parte legítima para responder por esses danos”.

Corrupção
A Anglo Ferrous está no centro de um caso de corrupção ocorrido dentro da Assembleia Legislativa do Amapá (Alap). Segundo ação do Ministério Público do Estado (MP-AP), a empresa pagou suborno para que a Alap autorizasse a transferência da concessão da Estrada de Ferro do Amapá à empresa Zamin.
O caso está sob investigação do MP-AP, que ajuizou ação de improbidade administrativa em que figuram um deputado estadual e outras três pessoas, além das empresas Zamin, Anglo e Genpower Energy Participações Ltda. Segundo o órgão, “se a transferência foi viciada pela corrupção, essa anuência (da Alap) é nula; se ela for nula tem que se restabelecer a concessionária anterior que é a Anglo Ferrous”.
A fraude na transferência do controle acionário da Anglo para a Zamin é usada como fundamento pelo MPF para demonstrar a responsabilidade do Grupo Anglo na tragédia que resultou em dano ambiental e na morte de seis pessoas. Na ação, ajuizada em novembro do ano passado, o órgão também pede indenização vitalícia às famílias das vítimas.

DEFESA | Primeiras mulheres a virar cadetes da AMAN chegam à tradicional escola

Resende (RJ) – Em 1944, a Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN) estava recém-construída. Após alguns anos de trabalho árduo, uma equipe de militares e civis finalmente transformariam em concreto, aço e vidro parte do sonho e do ideal do Marechal José Pessoa Cavalcanti de Albuquerque. No entanto a alma da nova Academia ainda não existia. Então, um grupo de Oficiais, Cadetes e Praças da Escola Militar do Realengo chegou a Resende, ultimando os preparativos para que as atividades de instrução pudessem, enfim, serem iniciadas. A formação dos futuros Oficiais do Exército Brasileiro dava seus primeiros passos na região das Agulhas Negras.  Era o início das atividades na AMAN, que a partir da metade do Século XX, se tornaria o “berço da oficialidade” do Exército Brasileiro.
Mais de 70 anos depois, um sentimento semelhante toma conta dos integrantes da AMAN. O ingresso de mulheres no Estabelecimento de Ensino, fez com que boa parte de seus integrantes estivessem ocupados nos últimos anos com a melhor preparação da Academia para estar perfeitamente adaptada e adequada a esse público até então inexistente – Cadetes mulheres. Uma nova alma, uma alma feminina, passará a integrar o Corpo de Cadetes. Nessa data, de 30 de janeiro de 2018, mais de 400 alunos da Escola Preparatória de Cadetes do Exército chegam a Resende, iniciando suas atividades de adaptação à AMAN, para que finalmente, no dia 17 de fevereiro do corrente ano, adentrem na Academia, passando pelo Portão de Entrada dos Novos Cadetes. Nesse grupo, 34 pioneiras, mulheres que serão as primeiras Cadetes do Exército e que seguirão uma trajetória de sucessos e realizações, incorporando os mesmos valores e cultuando as mesmas tradições no Exército Brasileiro.

As primeiras cadetes combatentes na Academia das Agulhas Negras, no Rio | Crédito: Sd Leal e Cunha Eventos
Para que essa realidade acontecesse, muito trabalho foi executado no âmbito do Projeto de Inserção do Sexo Feminino na Linha de Ensino Militar Bélico (PISFLEMB). O novo público exigiu que a AMAN se preparasse, não só realizando adaptações das suas instalações físicas, mas também criando todo um sistema que permita a convivência entre os homens e as mulheres em um ambiente integrado e sinérgico de aprendizado, em que todos os seus integrantes compreendam e participem da formação de novos Oficiais Combatentes para o Exército e para o Brasil.

Mais fotos da chegada das pioneiras à AMAN