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Suplente de deputada, Patrícia Ferraz confirma pré-candidatura a prefeita de Macapá

Formada em odontologia, a goiana não mede palavras para dizer que o próprio drama pessoal de violência doméstica norteia propostas para a mulher.

Cleber Barbosa, da Redação

A odontóloga Patrícia Ferraz, que é suplente de deputada federal pelo PODEMOS/AP confirmou em entrevista no rádio no fim de semana que é mesmo pré-candidata a prefeita de Macapá. Foi durante a série de entrevista do programa Togas&Becas, na Diário FM (90,9), quando ela voltou a relatar o caso pessoal de violência doméstica que diz ter sofrido para lançar um olhar para a causa feminista e que isso estará consignado nas propostas que pretende levar ao eleitor.
Ela disse que levantou a bandeira da mulher por acreditar no empoderamento feminino. “A mulher pode ser advogada, pode ser motorista e também pode estar na política, a mulher pode estar onde ela quiser, só precisa ser valorizada”, disse ela.

Patrícia reconhece que já houve avanços como o próprio fato de que a eleição para a Prefeitura de Macapá registra a participação de uma mulher, mas entende que apesar de haver políticas públicas municipais para as mulheres, isso pode avançar muito mais, num trabalho muito mais próximo das delegacias de mulheres, num acolhimento muito melhor para aquelas agredidas e ainda capacitar essas mulheres, pois hoje a mulher cumpre três, quatro turnos de trabalho, sendo mãe, esposa, profissional. “A mulher cuida da casa e cuida do marido que muitas vezes dá mais trabalho do que os filhos…”. [risos]

A pré-candidata também ressalta que o olhar feminino pode ajudar a mudar muita coisa no Amapá, daí o interesse de apresentar-se como uma das alternativas para o debate da cidade que será editado durante a campanha deste ano.
Ela entende Macapá como uma cidade-estado, que comporta cerca de 70% dos habitantes do Amapá, sendo que muitos municípios do interior apresentam fragilidades e dependências da capital, até mesmo o segundo maior município, que é Santana, onde ela diz não existir tratamento para a alta complexidade em saúde pública, passando então a exercer uma pressão muito grande sobre a estrutura existente em Macapá, reforçado ainda pelo município de Mazagão, que ficou mais próximo com a construção das duas pontes.

Ela julga ainda que é preciso se adotar uma política habitacional mais séria e entregar as obras que são propostas e dotar esses condomínios de interesse social melhor assistidos.

Sobre as baixadas e invasões, ela foi taxativa: “Tem que ter uma política de desapropriação dessas áreas e depois disso que esses loteamentos sejam regulados e entregues para as pessoas, mas que essas mesmas pessoas tenham o compromisso de realmente morar ali, não usar essa área de invasão só pegar o lote depois regularizado pela prefeitura para vender e aí vai para outro lugar”, pondera.

O programa abordou ainda diversos outros aspectos da plataforma de campanha que ela deverá apresentar na campanha e a íntegra da entrevista pode ser conferida nas redes sociais do Sistema Diário e do programa Togas&Becas.

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