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Prefeitura de Macapá faz pesquisa de campo sobre os efeitos da salinização no distrito do Bailique

Estudo foi realizado pela Secretaria de Agricultura entre os dias 14 e 17 de dezembro e alcançou cerca de 150 pessoas.

Da Redação

Com o objetivo de ouvir a comunidade do Bailique, a Prefeitura de Macapá, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura (Semag), realizou um estudo de campo entre os dias 14 e 17 de dezembro para analisar o efeito da salinização no distrito e o impacto socioeconômico na agricultura familiar.

A equipe, composta pelo secretário da pasta, coordenador, economista, engenheiro agrônomo e técnicos agrícolas, esteve presente em diversas comunidades do distrito e aplicou questionários aos moradores. A coleta de informações contribuirá na construção de um relatório técnico para análise das demandas da comunidade local.

“Viemos com uma equipe de 17 pessoas e fizemos um levantamento detalhista com mais de 150 fichas cadastradas. O estudo será de extremo valor para a prefeitura de Macapá, pois nos fornece dados para que no ano seguinte possamos traçar um plano de ação para o distrito do Bailique”, ressalta o secretário Raimundo Costa.

Dentre os principais dados da pesquisa estão os impactos ambientais e socioeconômicos provocados pelo avanço do oceano sobre a foz do Rio Amazonas, como consequências na saúde da população, produção do açaí, pesca, pecuária e extrativismo vegetal; além da dificuldade em adquirir energia elétrica em algumas comunidades, como Igarapé do Meio, Jurubuzinho, Franco Grande, Buritizal, Arraiol do Bailique, Macaco, Liberdade e as vilas Macedônia e Progresso.

O estudo finalizou nesta sexta-feira (17) com uma reunião entre a equipe da Secretaria de Agricultura e os moradores locais do Bailique para ouvi-los sobre as principais reivindicações, especialmente, em relação à agricultura familiar, base de sustento de muitas comunidades.

Outros estudos

A Semag também realizou, concomitantemente, um levantamento para incentivar a agricultura entre as mulheres do distrito. Trata-se do projeto mulheres na agricultura familiar.

Em algumas comunidades, como Limão do Curuá, o extrativismo de sementes oleaginosas (andiroba, pracaxi e copaíba) é feito, exclusivamente, pela mão de obra feminina. A ideia é que esse público cresça para demais regiões.

“A mulher também precisa ser protagonista na agricultura”, explica o coordenador da pesquisa de campo, Mário Vieira.

A comunidade ainda depende em boa parte da agricultura familiar para seu próprio sustento. Apesar da salinização, o Bailique continua sendo um local rico em produção frutífera, com uma comunidade receptiva que preza pelo afeto e carinho aos visitantes.

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