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Pesquisa aponta queda de 60% da ocupação de aeronaves com destino a Macapá

A redução apontada no Censo do Turismo, segundo o diretor-presidente do Macapatur, Benicio Pontes, está relacionada ao período pandêmico atual.

Iniciado em fevereiro de 2021, o Censo do Turismo é realizado pela parceria entre Instituto Municipal de Turismo (Macapatur) e Observatório do Turismo do Amapá (ObTur/AP) e visa traduzir em números os impactos causados pela pandemia para o setor turístico de Macapá. Trata-se da 6ª pesquisa ampliada neste mercado local e é referente ao ano de 2020.

O primeiro setor com as pesquisas finalizadas é o de transporte aéreo, responsável por 70% da chegada de turistas na capital. No entanto, conforme aponta o relatório parcial do Censo, Macapá sofreu uma redução de 60% em comparação ao período de novembro e dezembro do ano anterior.

A redução apontada, segundo o diretor-presidente do Macapatur, Benicio Pontes, está relacionada ao período pandêmico atual: “Neste momento, o principal fator para a redução do turismo na capital é a pandemia da Covid-19 que estamos vivendo”, explica o gestor.

Outra questão registrada é o preço das passagens de fim de ano.  As viagens aéreas com destino à capital chegaram a custar R$1 mil reais somente no trecho Macapá – Belém, que tradicionalmente mantinha alta taxa de ocupação dos voos com duração média de 45 minutos.

Com o objetivo de coibir os preços abusivos, a Macapatur solicitou junto a Promotoria de Defesa do Consumidor (Prodecon), do Ministério Público do Amapá (MP-AP), a investigação das referidas taxas. Em resposta, o MP-AP instaurou Procedimento Administrativo (PA) e convocou uma audiência com as principais companhias aéreas com voos para Macapá agenda para o fim do mês de março.

Sobre o Censo

O Censo do Turismo abrange as Atividades Características do Turismo (ACTs), tais como gastronomia; transporte aéreo; artesanato; guias de turismo; locação de veículos; consumo; hospedagem; transporte rodoviário; economia do turista e perfil do turista. Com as informações de cada setor, será possível diagnosticar quais os principais aspectos do turismo em Macapá e planejar os próximos quatro anos de ação.

Benicio Pontes também ressalta que o pré-diagnóstico levantado junto à equipe responsável pela produção do Censo identificou que, atualmente, no contexto de pandemia, a principal atividade do setor é o turismo de negócios, responsável por 70% do movimento no setor na capital.

“Nesse momento identificamos que o turista que está vindo à cidade é para fazer negócios, geralmente são turistas que chegam no domingo e permanecem na capital até a quarta-feira, após isso, retorna para seu lugar de origem. Com esse estudo vamos poder diagnosticar e oferecer para o turista programação conforme o seu perfil”, explicou o presidente do Macapatur.

Conforme aponta o último Censo sobre o Turismo, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2016, a capital possuía, à época, cerca de 2.910 quartos de hotéis, pousadas e hostéis com capacidade para receber a demanda de turistas em Macapá.

Com os dados obtidos será possível desenvolver o Inventário do Turismo de Macapá, que vai apresentar os principais potenciais da principal porta do setor no Estado. O levantamento também será base para a elaboração do plano de marketing turístico, orientação obrigatória do Governo Federal para a inclusão do município no censo nacional.

A finalização do estudo acontece ainda no mês de março e vai possibilitar também a elaboração da lei municipal do turismo, que vai garantir auxílio e fundo para fomentação da atividade em Macapá.

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