Waiãpi: investigações apuram até hipótese de crime passional entre índios

Da Redação

Há cerca de uma semana que a Polícia Federal recebeu denúncia de uma suposta invasão à Terra Indígena Waiãpi, na região de Pedra Branca do Amapari, no Amapá. Mas existem muitas dúvidas e mistérios envolvendo o caso, sendo a mais recente a hipótese de crime passional, o que teria levado a uma morte com requintes de crueldade, como a amputação do órgão genital do cacique Emyra Wajãpi.

Segundo relatos de indígenas, cerca de 50 homens fortemente armados teriam invadido as terras indígenas, no oeste do estado, e assassinado um líder comunitário da aldeia. Mas uma equipe da Polícia Federal, composta por delegado, agentes e peritos criminais, com apoio do Exército Brasileiro e da Companhia de Operações Especiais (COE) da Polícia Militar do Amapá, deslocou-se até a aldeia Aramirã para averiguar as informações recebidas, bem como para garantir a segurança dos indígenas da região.

Segundo informações da própria PF, a chegada da equipe à aldeia Aramirã ocorreu às 06 horas do domingo (28/7), seguindo-se o deslocamento à aldeia Mariry, local onde noticiou-se a morte do líder indígena Emyra Waiãpi. “Durante as diligências, guiadas pelo índio Aikyry, filho do indígena morto, não foram encontrados invasores ou vestígios da presença de não-índios nos locais apontados pelos denunciantes”, afirma a Polícia Federal.

Policiais federais percorreram uma grande área, realizando vistoria em conjunto com os policiais da COE/PM/AP, que são referência no estado em rastreamento e combate em áreas de mata, e nada foi encontrado. “Foi instaurado um inquérito policial e as investigações continuam em andamento com o objetivo de apurar todas as circunstâncias da morte do líder Emyra Waiãpi e da suposta invasão da reserva indígena”, encerra a PF em documento distribuído

 

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