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Setembro Amarelo: Santana inicia ações abordando sobre saúde mental e proteção à vida

Em Santana, pessoas em sofrimento que precisarem de auxílio podem procurar uma unidade de saúde próxima a sua residência.

Da Redação

No Dia Mundial da Prevenção ao Suicídio, celebrado nesta sexta-feira, 10, a Prefeitura de Santana, por meio de ação conjunta entre as Secretarias Municipais de Saúde, Assistência Social e Coordenadoria de Políticas para a Juventude, com apoio de parceiros, iniciou uma série de atividades educativas, que visam sensibilizar a população e reforçar a importância da proteção à vida. A campanha Setembro Amarelo representa um alerta para ações capazes de evitar que pessoas atentem contra a própria vida.

A abertura da programação ocorreu no Centro de Atenção Psicossocial de Álcool e outras Drogas – CAPS AD, com a participação da comunidade em palestras educativas, ministradas por psicólogos e voltadas à promoção da saúde mental e suporte para quem precisa de ajuda. “Falar sobre o Setembro Amarelo é, na verdade, abordar uma série de questões. Em especial, com relação à saúde mental, que influencia o comportamento e ações das pessoas. Acolher e fazer o exercício da escuta ativa é um dos caminhos para identificar situações graves e cuidar do outro, que precisa de ajuda”, pontua a secretária de Saúde, Ithiara Madureira.

Conforme o coordenador do Programa de Atenção à Saúde Mental de Santana, Huelton Sosinho, as estatísticas expõem a necessidade de diálogo e estímulo para que as pessoas procurem auxílio. “Os dados reforçam ainda mais a importância, não apenas de individualmente oferecer ajuda, mas de buscar apoio através dos serviços de saúde”, completou o psicólogo.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), um suicídio ocorre no mundo a cada 40 segundos e esta é a 4ª causa de morte entre os jovens com idade entre 15 e 29 anos, depois de acidentes de trânsito, tuberculose e violência interpessoal. No Brasil, são registrados mais de 12 mil suicídios. No Amapá, a capital Macapá concentra o maior número de casos (68%) e também a maior taxa de óbito por 100.000 habitantes (9.8). Seguido de Santana, que apresentou uma taxa de 4,1 óbitos a cada 100 mil habitantes.

O santanense Israel Martins por muito pouco não faz parte dessa estatística. Aos 39 anos, ele conta que tentou suicídio por três vezes e que com muita força de vontade e fé, conseguiu reverter o que para ele já não tinha mais solução. A dependência química e do álcool desde os 12 anos de idade, foi um fator predominante para a decisão de tirar a própria vida. “Não desista, procure ajuda para voltar a viver, não deixe nada te derrubar. A vida é o bem mais precioso que alguém pode ter, mesmo diante de qualquer problema”, afirmou Israel.

Em Santana, pessoas em sofrimento que precisarem de auxílio podem procurar uma unidade de saúde próxima a sua residência. O CAPS AD que recebe pessoas com transtornos decorrentes do uso de substâncias psicoativas, fica localizado na Travessa L2, 65, Provedor II. A programação seguirá durante todo o mês promovendo oficinas, rodas de conversa e atendimentos de apoio psicológico.

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