Senadores compraram “causa” do Amapá na rejeição a Messias, diz Aldo
Ex-ministro atribui resultado à insatisfação do Amapá com bloqueios à exploração de petróleo na margem equatorial.
Cleber Barbosa, da Redação
Um vídeo publicado nas redes sociais pelo ex-ministro Aldo Rebelo reacendeu o debate sobre os bastidores da recente derrota do governo no Senado Federal. Na gravação, feita dentro de seu carro, Rebelo apresenta sua interpretação para o resultado e aponta diretamente para um conflito entre interesses regionais e decisões ambientais do governo federal.
Segundo ele, o episódio envolve o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a rejeição de seu indicado ao Supremo, o “Dr. Messias”, e teria como pano de fundo a atuação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
Na análise de Rebelo, Alcolumbre teria reagido à condução do governo em relação à exploração de petróleo na chamada margem equatorial — região que inclui o estado do Amapá e é vista como promissora para a indústria de óleo e gás. O ex-ministro afirma que projetos de perfuração, incluindo um poço experimental próximo à foz do Rio Amazonas, vêm sendo travados por órgãos ambientais.
Ele cita diretamente o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis e o Ministério do Meio Ambiente como responsáveis por bloquear avanços no setor. Rebelo critica o que considera uma falta de sensibilidade do governo diante das demandas econômicas da região.
No vídeo, o ex-ministro também menciona dados sociais para reforçar sua tese. Ele afirma que grande parte da população amapaense depende de programas de transferência de renda, como o Bolsa Família, e que a ausência de atividades econômicas estruturantes limita o desenvolvimento local.
Rebelo argumenta que setores como agricultura, mineração e petróleo estariam sendo impedidos de avançar por entraves regulatórios e decisões judiciais, o que, segundo ele, compromete o futuro do estado, especialmente para a juventude.
Ao comparar o cenário com países vizinhos, ele cita o crescimento econômico da Guiana e do Suriname, impulsionados pela exploração de petróleo, e sugere que o Amapá poderia seguir caminho semelhante. Em tom crítico, chegou a afirmar que o estado teria potencial para se tornar “uma Dubai da América do Sul”.
Para o ex-ministro, a derrota no Senado foi construída ao longo do tempo, como resultado do que ele classifica como desprezo do governo federal pelas aspirações econômicas do Amapá. Ele conclui dizendo que o episódio representa uma reação política a essas insatisfações acumuladas.
A fala de Rebelo se soma a um debate mais amplo sobre os desafios de conciliar desenvolvimento econômico e preservação ambiental, especialmente em regiões sensíveis como a Amazônia.
Assista vídeo com a argumentação de Aldo Rebelo

