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Seminário mobiliza profissionais de saúde por redução de casos de sífilis

Júlio Miragaia, jornalista

Buscar estratégias para diminuir os casos de sífilis no Amapá, principalmente aqueles em que a doença é passada de mãe para os filhos durante a gestação. Esse é o objetivo de um seminário promovido pela Superintendência de Vigilância em Saúde (SVS), que iniciou nesta quinta-feira, 29, no auditório do Conselho Regional de Enfermagem (Coren), em Macapá, e vai até sexta-feira, 30.

Gestores e técnicos do Ministério da Saúde, do Estado e dos municípios amapaenses participam do encontro, que apresenta o panorama da doença no Estado. De acordo com o responsável na SVS pelo monitoramento da Sífilis no Estado, Florinaldo Pantoja, o aumento dos casos da doença se deve a diferentes fatores. Dentre eles, a intensificação do trabalho de testagem e diagnóstico e também transtornos, como a falta de penicilina, antibiótico usado no tratamento. O medicamento, entre os anos de 2014 e 2015, teve o fornecimento interrompido pelo Ministério da Saúde (MS).

“O seminário é uma estratégia para treinar médicos e enfermeiros para o manejo da sífilis, que é um agravo relativamente complexo para diagnosticar. A partir de outubro, faremos um segundo momento com outros profissionais e acadêmicos de saúde com o objetivo de melhorar ainda mais essa abordagem”, explicou Pantoja.

Para desenvolver a interlocução entre os agentes públicos que trabalham o combate à sífilis, o Ministério da Saúde promove, junto com a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), uma estratégia de atuação nacional, com 52 apoiadores.

No Amapá, o enfermeiro Sandro Mendes, da SVS, é quem foi designado para a tarefa, responsável por é fazer a articulação entre a atenção básica, a vigilância em saúde e a assistência hospitalar para que todas as áreas conversem entre si para ter uma estratégia única no combate à doença. “Nosso papel é unir, criando fluxos, estratégias e protocolos que possam se comunicar e dar um bom tratamento”, destacou Mendes.

De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil vive uma epidemia de sífilis e sífilis congênita (quando passa da mãe para o bebê). No Amapá, em 2018, houve 841 casos registrados da doença. Neste ano, até o mês de agosto, 565 pessoas foram diagnosticadas.

A doença

A sífilis é uma bactéria que deteriora o organismo e pode levar à morte. Logo no início, aparece como uma pequena ferida em locais como o dedo, a língua, na região genital, anal e depois desaparece. Em seguida, a doença fica sistêmica com manchas pelo corpo e depois some.

Durante anos, pode ficar como uma doença silenciosa que vai destruindo os órgãos. Quando ela aparece pela terceira vez, surge em forma de úlceras gomosas que lesionam o sistema nervoso e cardíaco.

Tratamento e cura

A sífilis tem cura e o tratamento é fácil.  Basta tomar o antibiótico de penicilina de uma a três semanas. Para diagnosticar, é preciso procurar uma Unidade Básica de Saúde, fazer o teste rápido e, se der reagente, já começar o tratamento.

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