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Programa Julho Verde quer chamar atenção para o câncer de cabeça e pescoço

Clei Charles, especialista na patologia no Amapá, vai ao rádio para dar detalhes sobre mais um mês temático de prevenção ao câncer.

Cleber Barbosa, da Redação

O médico Clay Charles, que é neurocirurgião, concedeu entrevista à rádio Diário FM (90,9) sobre o lançamento da campanha “Julho Verde”, de combate ao câncer de cabeça e pescoço. A exemplo de outros meses temáticos ao longo do ano, como o maio amarelo, outubro rosa, a ideia é chamar atenção para a incidência da doença entre a população e as medidas de prevenção.

Ele explicou que segundo dados do INCA (Instituto Nacional do Câncer) os cânceres de cabeça e pescoço deverão somar mais de 41 mil novos casos em 2020. “É um câncer muito comum, que pode atingir desde regiões da pele, lábios, boca e garganta, seja laringe, amídalas, tireoide, seios nasais, globo ocular, ou seja, é bem frequente sim”, explica.

Entre as principais causas da doença, ele aponta o etilismo e o tabagismo, especialmente boca, laringe, faringe; já para a tireoide ainda não se tem um fator específico; sobre o câncer de pele, há suspeitas sobre a radiação solar amazônica, muito danosa para a pele. “Mas disparadamente o álcool e o fumo são os grandes vilões do problema, muito embora existam muitos casos de câncer entre pessoas jovens sem nenhum tipo de fatores de risco citados, mas sim o HPV, muito frequente em decorrência do sexo oral especificamente”, explicou.

A equipe do programa Café com Notícia também questionou sobre a influência dos hábitos alimentares, tendo o especialista declarado que existem sim substâncias carcinogênicas que o ser humano ingere na alimentação, como alimentos condimentados, alimentos conservados por muito tempo em supermercados, como também alimentos que são de consumo diário, como o próprio frango que recebe uma carga muito grande de hormônio na sua ração para crescimento, então tudo isso pode levar ao surgimento de tumores na região da cabeça e pescoço.

Por fim, o médico explicou que o diagnóstico precoce ainda é a principal sacada para contribuir que o paciente possa se curar da doença. “Quanto mais inicial a lesão, maiores também são as chances de cura, desde a identificação, por exemplo, de um amancha vermelha, uma mancha escura na mucosa oral, nos lábios, na língua, isso pode ser indício de um câncer de boca em sua fase inicial e esse câncer pode ser facilmente curado quando diagnosticado precocemente com um pequeno procedimento cirúrgico, como existem outros cânceres de cabeça e pescoço que são tratados apenas com a radioterapia, que por enquanto não temos em nosso estado”, disse ele.

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