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Produção de alimentos será uma das marcas na retomada econômica, diz Waldez

Governador admite que processos de licenciamentos sofreram grande atraso, mas que o destravamento virá para dar segurança jurídica a quem investir no estado.

Cleber Barbosa, da Redação

O governador do Amapá, Waldez Góes (PDT), disse nesta quarta-feira (23) em Santana, que a produção de alimentos deverá ser uma das maiores marcas da economia do estado durante a retomada do setor econômico após a pandemia do Covid-19. A declaração foi feita durante um pronunciamento na cerimônia de inauguração de uma fábrica de ração animal, no Distrito Industrial.

Em um evento controlado, com poucos convidados devido às regras do distanciamento social, o governador fez um balanço das medidas que precisaram ser adotadas pelo estado para reorganizar o setor de licenciamentos. “Eu admito que as coisas não aconteceram na velocidade que a gente queria, mas foi necessário, pois só o processo de articulação para a discussão e aprovação da estrutura governamental que dialoga com os setores consumiu quase dois anos”, disse.

Waldez disse ainda que as medidas, venceram etapas burocráticas, mas foram assertivas. “Tudo o que nós vamos regularizar tem a ver com alguma área protegida por lei, para dar uso social à terra, um desafio muito grande, mas o georreferenciamento foi feito sob uma base cartográfica atualizadíssima que nos dá a segurança de não entrar numa área indígena, quilombola, biológica ou ambiental, para que depois não vire um caso de polícia”, disse ele.

A fábrica

Há quase três décadas trabalhando com a criação de alevinos no Amapá, o Engenheiro de Pesca Geraldo Pinto, sócio da Nutrativo, conhece bem as dificuldades de desenvolvimento da produção de peixes no Estado. Apesar de fatores naturais apropriados para a atividade, tais como a abundância de água e o clima amazônico, o custo das rações que chegam ao mercado local e a pouca oferta, travam a evolução econômica deste setor.

Os desdobramentos possíveis para a economia local são diversos e animadores, a geração de empregos diretos e indiretos, o desenvolvimento do agronegócio no Estado e até mesmo a exportação dos produtos para Estados e Países vizinhos. “Esse cenário contribuirá decisivamente para a expansão de setores de alimentos através do fomento e dinamização das cadeias produtivas da aquicultura; da avicultura, da suinocultura e da pecuária no Amapá e impulsionará um círculo virtuoso que retroalimentará a economia local, tendo em vista a superação de um histórico gargalo do elevado custo da ração importada de outras regiões, pelo barateamento da produção local”, completou o engenheiro e diretor da fábrica.

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