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Pesquisadora vê indícios de que pandemia poderá ter consequências maiores que “gripe espanhola”

Lara de Castro, da Unifap, diz que jamais na história das pandemias se viu uma propagação tão rápida e países em quarentena ao mesmo tempo como agora com o Covid-19.

Cleber Barbosa, da Redação

A professora Lara de Castro, da Universidade Federal do Amapá (Unifap), participou de um novo debate no rádio nesta terça-feira (16), desta vez para analisar o trabalho e as políticas de estado no contexto das epidemias, ocasião em que alertou para a necessidade de decisões assertivas das autoridades constituídas, não apenas para os melhores resultados para o enfrentamento das crises como a atual pandemia, mas fundamentalmente devido aos efeitos retardados e os problemas decorrentes perduram pelo menos dois ou três anos.

A pesquisadora esteve na semana passada participando da Semana Científica promovida pelo programa Café com Notícia, da rádio Diário FM (90,9), quando fez uma análise e uma contextualização histórica de outras pandemias. “A gente tem quer atentar ao analisar as epidemias de um modo geral é chamar a atenção para o fato de que elas não são crises solitárias simplesmente, mesmo em outros momentos da história do Brasil e do mundo, apesar de cada uma ter uma especificidade, um contexto muito próprio, podem resultar em problemas graves de efeitos prolongados, que essa pandemia já demonstra ser uma das mais graves da história”, avalia.

O trabalho da pesquisadora, que se debruçou nos meandros da atual pandemia de Covid-19, aponta para efeitos piores até que os da “Gripe Espanhola”, de 1920.

Ela observa a possibilidade de estragos e consequências sociais principalmente, com o agravamento da pobreza e da miserabilidade, num contexto global. “As medidas de assistencialismo dos governos já não são suficientes, mas o pior é que analisando historicamente eu percebo que nós estamos incorrendo nos erros do passado, por isso a minha preocupação em relacionar o presente com o passado, por entender que as pessoas não estão aprendendo muito com as experiências anteriores”, pondera.

Para a professora, as políticas públicas são insuficientes primeiro porque não se observa que crise sanitária tem relação umbilical com a crise social, pertence a ela na verdade, que é muito maior, com miséria, fome, pobreza. Uma característica particular da atual pandemia, segundo Lara de Castro, é o fato de tantos países estarem em quarentena ao mesmo momento, fato explicado certamente por não se ter naquelas épocas de outras pandemia, um transporte aéreo global tão acessível, o que levou a uma propagação do novo Coronavírus numa velocidade tão grande como o mundo está assistindo.

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