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MP-AP promove Live sobre violência doméstica contra a mulher em Laranjal do Jari

O titular da 2ª Promotoria de Justiça de Laranjal do Jari, Promotor de Justiça Fabiano Castanho, que idealizou o evento, fez a abertura do encontro virtual.

Da Redação

O Ministério Público do Amapá (MP-AP), por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Laranjal do Jari, promoveu, nesta terça-feira (31), uma Live denominada “Bate-papo sobre violência doméstica e familiar contra a mulher em Laranjal do Jari”. O encontro virtual teve como objetivo levar informação aos cidadãos de Laranjal do Jari sobre as causas e consequências da violência doméstica, assim como orientação às vítimas sobre o funcionamento de toda a Rede de Atendimento à Mulher (RAM).

O evento on-line contou com o apoio e participação do Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP), Defensoria Público do Estado do Amapá (DPE/AP), Coordenadoria da Mulher em Laranjal do Jari, Centro Especializado de Assistência Social (CREAS) e Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM). A Live foi transmitida pelo Canal da plataforma Youtube, do MP-AP. Para assistir, clique aqui: https://www.youtube.com/watch?v=0xxEidC-Ygw

O titular da 2ª Promotoria de Justiça de Laranjal do Jari, Promotor de Justiça Fabiano Castanho, que idealizou o evento, fez a abertura do encontro virtual. O representante do MP-AP, que também mediou a roda de conversa, discorreu sobre o machismo na sociedade e sobre as diversas formas de violência doméstica, tais como a física, moral, sexual, psicológica e financeira, contextualizando-as com exemplos históricos e que não devem mais ser seguidos. Foi ressaltada a importância de o Poder Público, por meio dos diversos órgãos e entidades do sistema de proteção à mulher, trabalhar em conjunto estratégias de atuação para fortalecer o combate à violência contra a mulher e toda a RAM.

Além da histórica inferiorização da mulher perante o homem, Fabiano Castanho apontou os principais fatores que estão presentes nos casos envolvendo violência doméstica em Laranjal do Jari, quais sejam, o consumo de bebidas alcoólicas, as discussões por ciúmes e o uso de drogas. O Promotor de Justiça ressaltou a importância da união de forças no enfrentamento de todas as formas de violência contra as mulheres, bem como da necessária punição aos agressores.

Porém, o membro do MP-AP também frisou que é fundamental que se promovam atividades educativas em todos os níveis de conhecimento, medida essencial para o aceleramento da mudança de comportamento social e cultural, além de campanhas publicitárias feitas pelo Poder Público para promover o entendimento e reflexão sobre o tema.

Durante a live, o Juiz de Direito Marck William e o Defensor Público Edisnei Carneiro, ambos lotados em Laranjal do Jari, explicaram sobre a Lei Maria da Penha, o seu fundamento legal e a função das medidas protetivas a cargo do Poder Judiciário, de que são exemplos a proibição de contato, a determinação de afastamento a uma distância mínima definida pelo Juiz, a obrigação de deixar o lar do casal, entre outras ações previstas na legislação brasileira, bem como sobre as cifras negras decorrentes de mulheres vítimas de violência doméstica que não procuram as autoridades.

O evento online contou também com manifestações de Edna do Carmo, da Coordenadoria da Mulher em Laranjal do Jari, Flávia Teles, do CREAS e Thayuana Lima, do CRAM, órgãos da Rede de Proteção à mulher, em Laranjal do Jari.

Elas explicaram a atribuição de cada órgão que representam, o papel da rede de acolhimento e em quais circunstâncias a mulher deve procurar a RAM. Também elucidaram como orientam as vítimas e a forma que as mesmas devem proceder em caso de violência. E, ainda, detalharam a maneira do atendimento humanizado, que faz com que a mulher entenda que está dentro do ciclo da violência, motivando-a a tomar a iniciativa para cessar essa situação.

Por fim, foi registrada a importância de as vítimas, bem como de pessoas que conhecem a realidade de mulheres que sofrem violência, denunciarem o crime.

“Nosso objetivo com essa live/bate papo foi mostrar que existem, além do MP-AP e Judiciário, outros órgãos que trabalham na Rede de Proteção à mulher, e explicar a todos como proceder em casos envolvendo qualquer tipo de violência contra a mulher”, finalizou o Promotor de Justiça Fabiano Castanho.

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