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Mais de 90 horas para transferir Data Center do prédio sede para o anexo Desembargador Eduardo Contreras

De acordo com Luiz Hamilton, o novo Data Center possui uma “sala cofre” que tem porta blindada e com acesso controlado por biometria, além de ser monitorado e gerenciado remotamente.

Da Redação

O Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP), por meio de sua equipe do Departamento de Informática e Telecomunicações do TJAP (DEINTEL), realizou um importante e hercúleo trabalho ao longo de mais de 90 horas. Foi a transposição do Data Center (ou Central de Processamento de Dados) da Justiça do Amapá, vasto equipamento que agrega todos os sistemas, servidores e armazenamento dos dados processuais e administrativos do Poder Judiciário Estadual.

Segundo o diretor do Departamento de Informática e Telecomunicações do TJAP (DEINTEL), Luiz Hamilton, o trabalho de movimentação (moving) foi o principal ato e foi planejado ao longo de seis meses e durou 90 horas marcadas – das 00 horas do dia 04 às 00 horas do dia 08/09 –, mas na verdade “começamos uma hora antes do previsto e os testes finais encerramos na tarde do dia seguinte ao final marcado, então podemos contabilizar facilmente mais 15 ou 16 horas de trabalho”.

Luiz Hamilton explica que o Data Center, em termos de volume de dados, “cresceu muito e, já há algum, tempo merecia uma atenção ainda maior de estrutura e gestão, oportunidade que surgiu com a construção de um novo prédio da Justiça Estadual”.

Ao comparar com uma cirurgia de transplante de alta complexidade, o diretor do DEINTEL explica que foi preciso desmontar, transportar e remontar toda a estrutura física e lógica, testando cada aspecto ao final do processo.

“O projeto começou ainda na gestão do desembargador João Lages, quando Marco Craveiro estava na diretoria do DEINTEL, e estamos concluindo agora, na gestão do desembargador Rommel Araújo”, e aqui cabe uma citação e agradecimento ao serventuário Walmir Mesquita que foi o responsável pelo projeto e execução onde se consolidou na ação do Moving“ relatou.

De acordo com Luiz Hamilton, o novo Data Center possui uma “sala cofre” que tem porta blindada e com acesso controlado por biometria, além de ser monitorado e gerenciado remotamente. “Há todo um protocolo para entrada e saída, horários determinados e monitoramento 24 horas”, garantiu.

Além da segurança de acesso e informação, outros sistemas como de detecção e combate contra incêndio, por exemplo, estão em funcionamento. “Temos até um sensor de cheiro, que funciona como um nariz artificial, que se detectar fumaça, por exemplo, já aciona um alarme e libera um gás que não prejudica os equipamentos e nem as pessoas, mas elimina o fogo”, explicou.

Segundo o diretor do DEINTEL, o impacto mais perceptível por parte do usuário será a estabilidade do serviço, devido principalmente à disponibilidade de redundâncias dos serviços lógicos. “Contamos com órgãos de atuação internacional que classificam a segurança de um Data Center em uma escala internacional que vai de TierIaté Tier IV”, explicou, acrescentando que “com as mudanças atuais estamos em Tier II, mas faltam apenas algumas gestões simples que faremos ainda em 2021 para alcançarmos o nívelTierIII e termos o terceiro melhor grau de segurança do mundo”.

Ele ainda ressalta que “ao longo deste trabalho tivemos uma surpresa muito positiva ao confirmar que temos uma equipe que tem alto nível de preparo técnico e correspondeu plenamente à tarefa. Se esta equipe foi capaz de realizar uma operação com um Data Center prestes a alcançar o terceiro melhor grau de classificação mundial no setor, a equipe pode ser considerada no mesmo nível de classificação mundial”.

De acordo com o diretor de Infraestrutura do DEINTEL, Jonas Gil, “com relação à infraestrutura lógica foi instalado um novo switch core e quanto aos cabeamentos, trabalhamos com dois materiais: fibra ótica e cabeamento metálico. Com essa mudança já pensamos na ampliação de escala e estamos agora preparados para receber todos os parceiros e qualquer necessidade de conectividade que o TJAP venha a ter no futuro”, garantiu, “tanto com operadoras de telecomunicações quanto parceiros como TRE, Segurança Pública, Ministério Público etc.”, complementou.

“Essa nova estrutura veio elevar nosso padrão de segurança de informação e está atendendo aos melhores padrões internacionais em um ambiente com antessala, portas e revestimentos anti-incêndio e antiarrombamento, sistemas de refrigeração de precisão que climatiza a temperatura e umidade específicas para os equipamentos e não para humanos, videomonitoramento, monitoramento e telemetria de todos os subsistemas do Data Center”, detalhou.

Segundo Jonas, aproximadamente 21 pessoas do DEINTEL e DESIS se envolveram diretamente em todo o processo de mudança, “isso sem contar o pessoal do Departamento Administrativo, que nos apoiou com transporte e logística, além do Gabinete Militar, que garantiu a plena segurança em todos os momentos.

O diretor de Segurança e Data Center, Marcos Magalhães, enfatizou que um dos mais importantes aspectos da estrutura do Data Center é a redundância dos múltiplos sistemas de tolerância à falhas, como sistemas elétricos e de refrigeração “o que nos torna mais tolerantes com falhas e nossos sistemas se tornam assim mais resilientes, pois na falha de um sistema, outro é capaz de assumir a carga total de demanda”.

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