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Leda Sadala defende investimentos no incremento do Porto de Santana

Parlamentar conseguiu que o terminal portuário do Amapá fosse incluído na agenda de investimentos dos portos da região norte do país.

Da Redação

Os debates em torno da potencialização dos portos localizados no Arco Norte, ganharam força com a criação da Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Portos do Norte do Brasil, em novembro de 2019 na câmara dos deputados. Presidido pela deputada federal Leda Sadala, (Avante-AP), a frente tem por objetivo discutir as dificuldades e alternativas especialmente para o sistema de transporte aquaviário, responsável pelo escoamento de cargas e insumos nos portos ao norte do Brasil, desde Porto Velho, em Rondônia, passando pelos Estados do Amazonas, Amapá e Pará, até o sistema portuário de São Luís, no Maranhão.

A deputada Leda Sadala, que também é membro titular da CVT, Comissão de Viação e Transporte a Câmara dos Deputados, resolveu incluir o Porto de Santana, no Amapá, na agenda de investimentos para os portos da região Norte, primeiro pela localização geográfica privilegiada, tendo em vista a proximidade com o Canal do Panamá, que encurta a viagem para a China, além dos recentes investimentos recentes da Praticagem do Amapá, da Marinha do Brasil e do Governo Federal. E, segundo pela viabilidade de escoamento da produção de grãos que saem do Matogrosso, rota que proporciona uma redução de até 30% nos custos de frete para os produtores.

Atualmente, cerca de 70% da produção de Mato Grosso é exportada via portos do Sul e Sudeste do país, como Santos (SP), Paranaguá (PR) e Vitória (ES). Com a viabilização dos portos da região Norte do país, incluindo Santana, é possível transferir até 50% da carga atualmente exportada, conforme dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Desenvolvimento

A Marinha do Brasil atualizou a carta náutica da região, que apresentava alguns trechos ainda da década de 80. A renovação da cartografia revelou um canal mais profundo no trecho lamoso da barra norte, o mais desafiador para a passagem de navios mais carregados. Os resultados dos investimentos em batimetria e na tábua de marés são verificados nos ganhos do calado máximo autorizado (parte submersa das embarcações), que passou de 11,50 metros para 11,70 metros, em 2018, e para 11,90 metros em 2020 (em testes). A cada vinte centímetros um navio carrega mais duas mil toneladas (carga aproximada de cem caminhões).

Uma sondagem feita pela praticagem do Amapá no entorno da Ilha de Santana, em frente ao porto, indica a possibilidade de uma rota para a chegada dos grandes graneleiros. Hoje, embarcações de até 203 metros de comprimento (Handysize) fazem o giro na bacia de evolução para atracar, mas a área impede a manobra de navios maiores. Com o novo trajeto, os navios já entrarão alinhados aos berços do porto, dispensando o giro na bacia. Isso permitirá a entrada dos graneleiros na faixa de 235 metros (Panamax), com dois porões a mais de carga, trazendo ganhos significativos de produtividade.

Simulador da USP

Referência em simulações de novas operações portuárias no país, o laboratório Tanque de Provas Numérico da Escola Politécnica da USP foi o local escolhido para o treinamento de sete práticos do Amapá, onde foi simulada a entrada de navios maiores no Porto de Santana e em dois terminais privados que serão construídos no distrito de Anauerapucu, no município de Santana.

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Diversas autoridades locais e nacionais participam do evento, como a presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Portos do Norte, deputada federal Leda Sadala (AVANTE/AP), o senador suplente Paulo Albuquerque (PSD/AP), o prefeito de Santana à epoca Ofirney Sadala, o presidente da Companhia Docas de Santana naquela ocasião , Glauco Cei, o promotor de Justiça André Luís Azevedo, da Comarca de Santana, o então comandante da Capitania dos Portos do Amapá, capitão-de-fragata Carlos Augusto de Souza Junior, além do presidente do Conselho Nacional da Praticagem (CONAPRA), Ricardo Falcão – que atua no Amapá.

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