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Justiça Itinerante oferta Curso de Conciliadores Comunitários no Bailique

A servidora explica que os módulos atuais tratam de uma revisão de alguns pontos de módulos anteriores, mas incluem tira-dúvidas dos alunos e reforço de técnicas como a comunicação não violenta.

Da Redação

“Está sendo muito gratificante participar do curso e espero que possam vir mais oportunidades como essa aqui para o Bailique”, é o que diz Helenilza Farias Gomes, jovem moradora da comunidade São João Batista, localizada a 10 minutos da Vila Progresso (onde fica o Posto Avançado do Bailique). Ela é uma das alunas do curso Conciliador Comunitário, ministrado pela equipe do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos do Tribunal de Justiça do Amapá (Nupemec/TJAP),  e afirma que “o capacitação está sendo muito gratificante, nós aprendemos muito e podemos aplicar tudo no dia a dia da nossa comunidade e até da nossa família”.

Segundo a servidora e conciliadora do Nupemec/TJAP Nilce Helena Ferreira, a 140ª Jornada Fluvial ao Bailique do Programa Justiça Itinerante tornou-se uma oportunidade para dar continuidade ao curso Conciliador Comunitário. “O curso foi iniciado em 2019, mas precisou ser interrompido pela pandemia”, lamentou, “aproveitamos a retomada do Programa para realizar dois módulos (8º e 9º), para na próxima Jornada ao Bailique ministrarmos o 10º e último módulo, além de realizar a certificação dos Conciliadores Comunitários do Bailique”.

De acordo com Nilce, esta é a segunda turma de conciliadores comunitários, ambas de moradores da região do Bailique. “A população do Arquipélago enfrenta muitas adversidades, a distância entre as comunidades é grande e cada um dos participantes é muito dedicado, bancando o combustível para trazê-los aqui para o curso, o que sempre é um sacrifício”, registrou.

A servidora explica que os módulos atuais tratam de uma revisão de alguns pontos de módulos anteriores, mas incluem tira-dúvidas dos alunos e reforço de técnicas como a comunicação não violenta, os interesses ocultos em cada conflito, os pilares do conflito e o círculo restaurativo, “que é muito simples de realizar e pode ser trabalhada com todos os segmentos da comunidade, desde os jovens ao ambiente religioso”.

“O conteúdo que ministramos aos participantes é indicado pelo próprio CNJ, mas temos conciliadores e mediadores judiciais, conciliadores e mediadores escolares e aqui os conciliadores comunitários”, concluiu Nilce Helena Ferreira, conciliadora do Nupemec/TJAP.

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