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Juiz federal pede celeridade na implantação de hospitais de campanha do Exército

João Bosco critica também a gestão da Unifap por não ter entregue à sociedade o Hospital Universitário com capacidade de 300 leitos.

Cleber Barbosa, da Redação

O juiz federal João Bosco Costa Soares da Silva, na Seção Judiciária do Amapá, concedeu entrevista ao programa LuizMeloEntrevista desta terça-feira (31) na rádio Diário FM (90,9). Falando da necessidade das pessoas buscarem se distrair um pouco, comparou o período de quarentena pelo Coronavírus a uma prisão domiciliar. “Todos diziam que era uma regalia e agora constatam que não é nada bom”, disse em tom de brincadeira.

Mas ele também falou de coisa séria. Como o próprio problema de saúde que teve, após sofrer um infarto. O magistrado disse que o Coronavírus chega a ser até mais nocivo, pois não depende da vontade da pessoa, que pode ser contaminada em qualquer lugar. “O problema cardíaco você pode até enfrenta individualmente, dependendo do estilo de vida que você adotar, pode até evitar, mas o Coronavírus se a pessoa tiver um contato coletivo certamente vai pegar a doença”, alertou.

O magistrado elogiou o plano de ação coordenado pelo Governo do Amapá e a Prefeitura de Macapá, que tem se mostrado muito positivo, ressalvando que precisa sair do papel no que se refere a expansão dos leitos de UTI para o tratamento de casos mais severos da doença. “O pico da pandemia vai ser agora em abril, quando a expectativa é que vão estourar os casos, com o risco de muita gente morrer por falta de respiradores, isso até mesmo pessoas jovens, e não apenas os grupos de risco como os idosos”, frisou o juiz.

João Bosco falou também sobre a necessidade de se implantarem os chamados hospitais de campanha, que foram disponibilizados pelo Exército Brasileiro ao estado. Ele disse que são hospitais construídos provisoriamente para uma situação emergencial, podendo ser montado num estádio de futebol ou ginásio esportivo. “Nós precisamos rápido correr atrás desses respiradores, cujas quantidades deverão ser definidas por uma equipe que o governo já deve ter montado, com médicos, especialistas, enfim, para que esse colegiado possa ser consultado, mas tem que agir rápido”, ponderou.

Hospital

Vista aérea do Hospital Universitário do Amapá, na Unifap | Foto: Dimison Vales

O juiz federal também criticou a atual gestão da Universidade Federal do Amapá (UNIFAP), pela demora na entrega do Hospital Universitário, que pelas informações que a Justiça Federal dispõe deveria ter sido inaugurado em janeiro deste ano. “Já era para estar funcionando com trezentos leitos, então para mim essa gestão da Unifap é um desastre, então que pelo menos seja entregue em parte o hospital, como as UTIs, por exemplo, para que a gente coloque respiradores e possamos salvar algumas vidas, esse é o mínimo que a universidade pode fazer para corrigir essa grande falha que teve com os amapaenses”, concluiu o magistrado.

Bolsonaro

O juiz federal também criticou a postura do presidente da república Jair Bolsonaro, que prega menos rigor no isolamento social, uma postura que o magistrado reputa como na contramão do que o planeta todo está adotando. “Ele está colocando a atividade econômica acima desse bem maior que é o valor da vida, então não tenho a menor dúvida em dizer que ele está totalmente equivocado”, finalizou.

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