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Início do atendimento no HU não abre o comércio automaticamente, diz prefeito de Macapá

Clécio Luís alerta que também defende a reabertura gradual de lojas, mas que é preciso ver antes as garantias do socorro aos doentes, medidas de proteção e queda da curva epidemiológica.

Cleber Barbosa, da Redação

O prefeito de Macapá, Clécio Luís (REDE) concedeu entrevista para, mais uma vez, rechaçar a proliferação de uma falsa notícia, o conhecido Fake News, sobre a reabertura do comércio da cidade neste fim de semana, automaticamente, devido a abertura do Hospital Universitário o HU. Clécio falou ao programa LuizMeloEntrevista, da rádio Diário FM (90,9).

Ele explicou que havia um planejamento prévio que projetava para este fim de semana o início do processo de reabertura gradual do comércio de Macapá, a partir de estudos do Comitê Científico de Enfrentamento ao Covid, com contribuições da Federação do Comércio do Amapá (Fecomércio), mas também da Associação Brasileira de Municípios. “Mas haviam condicionantes para isso, como a redução da curva epidemiológica, a maior oferta de leitos de hospital, dentre outros, mas o que se viu foi um aumento preocupante do número de pessoas infectadas e uma queda nos índices de isolamento social”, disse.

Clécio confirma que a solução do problema da falta de leitos – e consequentemente a taxa de ocupação das UTIs – será mesmo o início das operações do Hospital Universitário (HU) o que deve ocorrer até esta sexta-feira, dia 05. Mas se isso de fato acontecer, não significa necessariamente que o comércio abre suas portas automaticamente.

O prefeito explicou que é necessário que se confirme o início das operações da nova unidade de saúde, que os pacientes que estão internados nas unidades básicas de saúde sejam transferidos para lá, bem como outros pacientes quer ocupam leitos improvisados nos corredores de outros hospitais públicos. “Precisamos ver o comportamento do funcionamento desse novo hospital e ainda observar se as taxas de contaminação precisam estar de forma desacelerada, que é o nosso caso, estabilizadas ou em decrescimento, mas o ideal era que estivessem desaceleradas”, pondera.

Além disso, ele falou sobre a necessidade de observar que existem ainda critérios para que estabelecimentos comerciais serão os primeiros a gradativamente reabrir suas portas, pois também existe uma classificação dependendo da atividade explorada. “Os estabelecimentos deverão se adequar a essa nova formalidade, como uma pia que ofereça água e sabão para os clientes lavarem as mãos, oferecer álcool em gel, os funcionários com os respectivos EPI’s [equipamento de proteção individual], adotar processos de sanitização e higienização, além de outros e sem dúvida a mudança de hábitos das pessoas que precisam ser mudados, como por exemplo aquela antiga prática de experimentar uma peça de roupa no provador de uma loja”, disse Clécio Luís.

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