Governo do Amapá terá núcleo de acolhimento e orientação para mulheres LBTI

No espaço, as lésbicas, bissexuais, travestis, transexuais e intersexuais terão atendimento específico e prioritário na Secretaria Extraordinária de Política para Mulheres (Sepm).

Da Redação

O Dia Internacional Contra a Homofobia, Transfobia e Bifobia é celebrado em 17 de maio. A data foi criada em 2004 para conscientizar a sociedade sobre os direitos humanos de pessoas lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e intersexuais. O Governo do Amapá trabalha para fortalecer as políticas públicas voltadas a esta parcela da população e está prestes a entregar o Núcleo Institucional de Acolhimento e Orientação às Mulheres Lésbicas, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexuais (LBTI).

A previsão é de que o espaço seja inaugurado em 28 de junho, quando é celebrado o Dia do Orgulho LGBT. A Sala será um núcleo institucionalizado da Secretaria Extraordinária de Política para Mulheres (Sepm), e terá como objetivo proporcionar acolhimento e orientação humanizados às mulheres LBTI em vulnerabilidade social, fortalecendo a rede de atendimento psicossocial.

O espaço vai oferecer atividades de prevenção à violência, atendimentos psicológicos com a promoção da saúde mental, atendimento jurídico e encaminhamentos aos órgãos e profissionais direcionados conforme as demandas necessárias.

Os atendimentos às acolhidas serão feitos com base no respeito ás suas especificidades de gênero, orientação sexual e condição biológica, para isso, uma equipe da Sepm com psicólogas e assistentes sociais, além do apoio jurídico está se qualificando diariamente para prestar um acolhimento diferenciado.

Sensibilidade

O núcleo é um passo importante e um marco nas politicas públicas  relacionadas ao segmento LBTI no Amapá e se torna uma realidade após diálogos com movimentos sociais, Conselho LGBT e União Nacional LGBT no Amapá(UNA). Eles apontaram a necessidade de atendimento específico e prioritário em suas condições em sociedade.

A Sepm ouviu o segmento através de conversas via rede social, para conhecer as maiores dificuldades em saúde e assistência social. Com isso foi possível descobrir, por exemplo, que algumas travestis não possuem documentação. Perdem os documentos e, por constrangimento, não sabem como procurar ajuda. Esse é um dos tipos de situação que o Núcleo poderá ajudar a resolver.

Para a secretária da Mulher, Renata Apóstolo Santana, os pontos cruciais são a saúde integral dessas mulheres.

“É um público vulnerável. Precisamos urgente ajudar, respeitar e valorizar todos os direitos delas em sua pluralidade”, disse a gestora.

As acolhidas, já no Núcleo de Atendimento, irão preencher uma Ficha Unificada que foi reformulada e contém as nomenclaturas do segmento e os atendimentos identificados a todos os públicos. Com isso se norteia quais as maiores questões e dificuldades, podendo ser usada até para pesquisas e melhorias para as políticas públicas LBTI.

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