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Gilberto Laurindo: “Amapaense não tem direito nem de plantar alimento”

Candidato a senador pelo Patriota, engenheiro agrônomo vai ao rádio e faz uma defesa do setor produtivo como alternativa econômica para o estado.

Railana Pantoja, do Diário do Amapá

Na manhã desta segunda-feira (29), o Sistema Diário de Comunicação entrevistou o candidato ao Senado Gilberto Laurindo. Estreante na política, Gilberto é paranaense, mas mora no Amapá há 32 anos. Como empresário, gera empregos há 35 anos, é produtor rural e engenheiro agrônomo, e defensor do agronegócio para o desenvolvimento do estado.

Confira alguns trechos da entrevista de Gilberto Laurindo à bancada do LuizMeloEntrevita:

Diário– É comum representantes chegarem ao Senado levantando alguma bandeira. A bancada ruralista, que é extensa no Congresso, será sua bandeira?

Gilberto– Estarei identificado com ela, certamente. A bancada ruralista é proporcional ao tamanho da importância que tem o agro no Brasil, eu acho que ela está destacada nessa dimensão.

Diário– Na sua opinião, o que está faltando em relação à bancada federal para destravar a burocratização de terras no Amapá?

Gilberto– Faltaram vários aspectos, não só na bancada, mas de todo o conjunto de governança. Historicamente temos um problema em relação à documentação de terras, mas esse não é o maior problema, pois a gente planta na terra e não no documento. A própria constituição diz que você precisa ter moradia e cultura efetiva como posseiro para ter direito ao domínio. Aqui ocorre o inverso, porque não cumprem a lei. E aí está o problema dos Senadores, o Amapá está sendo tratado novamente como território federal, levando tudo pra União e não deixando que a população do estado plante seu próprio alimento. É importante destacar que tem uma forma de evitar as queimadas: ocupando o cerrado com plantação.

Diário– Como incentivar a geração de emprego e renda no estado?

Gilberto– Essa é a minha agenda, de produzir e gerar. Por que a gente não gera emprego? Porque não temos atividades produtivas. A gente precisa ‘desproibir’ de trabalhar, destravar o desenvolvimento preconizando que o estado saia da frente e pare de atrapalhar os empreendedores. Quem produz riqueza e emprego é o povo, e nós aqui pensamos que quem resolve os problemas é o estado. Enquanto pensarmos assim, não haverá solução. Precisamos do manejo florestal, da exportação com contrapartida na logística reversa; não é para destruir o meio ambiente, é para manejar e renovar e assim gerar emprego enquanto cuidamos da natureza.

Diário– O que fazer para melhorar a saúde no Amapá, através do trabalho no Senado?

Gilberto– Estamos há quase três décadas vendo pessoas no chão dos hospitais e não consertamos isso. Não tem explicação nem para uma pessoa ficar aguardando seis meses por uma cirurgia. Vem tanto dinheiro carimbado para saúde, assim como para a educação, e ainda assim conseguimos ter os piores índices. A gente precisa de uma intervenção política diferente, criar uma administração diferente no setor.

Diário– No Senado tramita o projeto que quer criar a Frente Parlamentar Ampla de Apoio à Mineração nos Estados Amazônicos. O senhor acredita que a mineração precise de incentivo?

Gilberto– Sim, inclusive faz parte das minhas 10 propostas, precisamos destravar isso. A mineração, assim como a madeira, o açaí e tantos outros recursos naturais, está disponível pra gente. Só precisamos ter a inteligência e competência de explorar o meio sem danificá-lo, como vem sendo feito em muitos locais, porque não há fiscalização e o ente público não tem competência para permitir que se trabalhe e proteja o meio ambiente ao mesmo tempo. O Amapá todo é uma estância mineral equivalente ao Carajás, então não podemos continuar pobres num lugar rico. Precisamos pensar juntos na proteção do meio ambiente, mas sem ficarmos empobrecidos numa região rica.

De candidato para candidatoPergunta do candidato Valdenor Guedes (Avante) pergunta para Gilberto Laurindo (Patriota).

Valdenor– O Amapá até hoje não tem uma verdadeira vocação agrícola e por isso sofremos com a economia. Ao seu ver, a soja seria uma opção?
Gilberto– A soja, o milho, o algodão, o amendoim e tantas outras culturas que podem ser produzidas aqui e socorreriam o Amapá. A gente produzindo aqui o milho e a soja, podemos fazer ração para criar nossos animais que servem como proteína e para geração de leite. Só isso geraria milhares de emprego e o dinheiro circularia verdadeiramente. O algodão, por exemplo, permitiria instalação de tecelagens na nossa zona franca, podendo produzir até 15 mil empregos no setor. O sistema de produção do agro precisa ser integrado, sozinho nada se resolve.

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