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General não descarta Exército assumir outros trechos da pavimentação da BR-156

Diretor de Obras de Cooperação, Marcelo Guedon, falou com exclusividade ao programa Conexão Brasília, na rádio Diário FM (90,9) sobre a mobilização para o início da obra no Amapá.

Cleber Barbosa, da Redação

Engenheiros militares, operários e máquinas do 8º Batalhão de Engenharia e Construção (BEC) já estão no Amapá montando o canteiro de obras para iniciar a pavimentação da rodovia mais antiga em construção no país, a BR-156, que no trecho sul liga Macapá a Laranjal do Jari. Apenas um dos quatro lotes de 61 quilômetros está oficialmente entregue ao Exército Brasileiro, mas um representante da corporação ouvido com exclusividade neste sábado (5) pelo programa Conexão Brasília, na Diário FM (90,9), não descarta que os demais trechos também sejam tocados pelos militares.

O general-de-divisão Marcelo Arantes Guedon, que exerce o cargo de diretor de obras de cooperação, concedeu entrevista [colocar link https://youtu.be/qY8V5bZrGYc] com todos os detalhes sobre a construção do convênio de delegação da obra pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (DNIT), com previsão de 5 anos para a conclusão de cada lote.

O militar explicou que o Exército assumir uma obra civil não é uma intromissão no mercado, mas uma ajuda, um atendimento a um chamamento do país. “Foi assim ao longo da história, nosso acervo de obras é muito grande, pois desde 1880 nós estamos realizando grandes obras de infraestrutura pelo país, sejam ferrovias, pontes, viadutos, aeroportos e estradas como a BR-156, que já vinha sendo chamada de vovó das rodovias federais”, disse o militar.

O general explicou que assumir obras emblemáticas como a principal rodovia federal do Amapá, integra também uma oportunidade para o adestramento da tropa, dentre as muitas frentes e grandes comandos de engenharia espalhados em todas as regiões do país.

Marcelo Guedon não descarta que a construção da rodovia faça experimentos e soluções inovadoras que podem até mesmo acelerar o cronograma da obra em períodos do inverno amazônico, como por exemplo, pontes metálicas ao invés de obras de concreto. “São soluções que muitos países aqui mesmo na América Latina já adotam e que o Exército tem expertise, como as pontes ‘bailey’ e a ponte LSB [Logistic Support Bridge], que são facilmente mobilizadas dos quartéis em situações de interrupções de rodovias, pois em questão de semanas são implantadas. Mas também podem ser implantadas de forma permanente e atender muito bem a demanda do Amapá”, explicou o general, que é oriundo da engenharia militar.

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Por fim, ele destacou a mobilização política para acelerar o processo de pavimentação da obra, pois o projeto executivo – que representa o planejamento final – está por ser aprovado pelo DNIT, então o deslocamento das tropas, a implantação do canteiro e as missões de reconhecimento no terreno deveriam ser feitas após a chancela do Ministério da Infraestrutura. “Com isso a gente dá mais agilidade ao processo e a nossa presença na estrada já vai ser muito bom, para iniciar algumas etapas e intervir sempre que a situação exigir, como atoleiros e alagamentos comuns para essa época em que ainda chove muito na região”, concluiu.

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