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Estudantes amapaenses na Bolívia desde fechamento da fronteira são repatriados

Os pais dos universitários pediram apoio à Assembleia Legislativa do Amapá que intercedeu junto ao Itamaraty para garantir a logística para traze-los de volta.

A Assembleia Legislativa do Amapá (ALAP) conseguiu que um grupo de 9 estudantes amapaenses que estavam na Bolívia, pudessem ser repatriados para o Brasil, para fugir da pandemia do coronavírus. A previsão é que eles desembarcam às 13h45 desta quarta-feira (06) no aeroporto Internacional de Macapá. Os acadêmicos, todos estudantes de medicina, estavam presos na Bolívia porque a fronteira com o Brasil foi fechada por conta da Covid-19.

Segundo comunicado do Parlamento Estadual, para chegar ao Amapá, os estudantes passaram dez dias de incertezas. Eles deixaram a Bolívia no dia 26 do mês passado, após receberem do consulado brasileiro o termo de exceção acordado entre os dois países para que os amapaenses pudessem atravessar a fronteira, e da Assembleia Legislativa que garantiu a hospedagem e as passagens para a repatriação.

O Legislativo foi procurado pelos pais dos estudantes. “Eles vieram até nós e nos falaram da situação de cada um deles; e compreendemos que se trata de questão de humanidade; tomamos conhecimento do planejamento feito pelo consulado para a repatriação de brasileiros que estavam na Bolívia, nós aproveitamos parte da logística disponibilizada pelo Itamaraty e garantimos aos amapaenses, hospedagem e passagens para cada um deles, que em breve estarão com os seus familiares”, explicou o presidente da ALAP, deputado Kaká Barbosa (PL).

O grupo percorreu 827 km de ônibus entre Santa Cruz de La Sierra e Puerto Quijarro, cidade vizinha a Corumbá, em Mato Grosso do Sul. Eles atravessaram a fronteira e embarcaram em outro ônibus para a cidade de Campo de Grande. Foram quase 20 horas de viagem. A estudante Rafaela Fernandes lembrou os dias de tensão que o grupo vivenciou, com a chegada da pandemia. “Era difícil sair de casa, éramos hostilizados pelos militares que por saberem que se tratava de estrangeiros eles faziam de tudo para nos extorquir”, revelou a estudante.

Alívio

Para eles, a oportunidade de retornar ao Amapá durante a pandemia é um alívio. Além de passar o momento difícil com a família, a repatriação ajuda a aliviar as contas, já que segundo relatos dos estudantes, muitos pais não estão conseguindo trabalhar normalmente para manter os filhos em outro país. “Aqui, por conta da quarentena as casas de cambio estão fechadas e não conseguimos trocar o dinheiro”, disse o estudante Gabriel Silva. “Lá, já enfrentávamos problemas de desabastecimentos de alguns produtos como água, frango e ovos já estavam em falta”, contou.

Depois de três anos, Jaeny Greicy Cardoso e a irmã Jazieny Cardoso, voltam ao estado. Antes de embarcar, Jaeny fez um desabafo. “Estudar fora não foi uma opção voluntária, ela foi quase que obrigatória porque além de nós não termos condições financeiras de pagar um curso de medicina em uma faculdade particular, nós optamos por ir para Santa Cruz de La Sierra para justamente realizar esse sonho porque tanto o estado como o país não ofereciam condições para nos ajudar a realizarmos esse sonho”, esclareceu. “A expectativa é muito grande, estão todos muito felizes e cada dia sentimos que ficamos mais próximos de nossas famílias”, resumiu Rafaela.

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