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Economista projeta recuperação de quatro a cinco anos para mercados e empresas

Cleber Barbosa, da Redação

O economista amapaense Jurandil Juarez, que foi deputado federal e também muito ligado às entidades do comércio locais, concedeu entrevista nesta quarta-feira (27) ao programa LuizMeloEntrevista, na rádio Diário FM (90,9), sobre os efeitos que a pandemia está provocando para o mundo dos negócios em todo o mundo. Questionado, falou sobre como a chamada deflação também pode ser tão ou mais devastadora para a economia que sua prima mais famosa – a inflação.

Segundo Jurandil, a inflação é o aumento do nível geral de preço e a deflação é o contrário da inflação, é a queda no nível geral de preço. “Dependendo da situação da economia, a deflação pode ser ruim sim, então nós temos uma memória inflacionária, como no século passado, até a década de 90, tínhamos um processo inflacionário que ainda está na memória da gente, tivemos hiperinflação, tivemos inflação de mais de 80% ao mês, tínhamos correção, o gatilho salarial, de 10 em 10 dias, então era uma loucura, e isso fazia muito mal para a economia pois não permitia que o Brasil crescesse”, recorda.

Com o Plano Real, relata o especialista, se equacionou a questão da inflação no país, a economia se organizou, o Brasil se organizou e isso beneficiou a economia, com a inflação sob controle o país passou a crescer com índices muito interessantes.

Deflação

Já no cenário atual provocado pela pandemia mundial do novo Coironavírus (Covid-19), com a queda geral dos preços – a deflação – em meio a um cenário de crise econômica e aguda, talvez leve o Brasil a achatar o seu PIB, que é medição anual do crescimento. “Pode cair para um número até assustador, de 10%, é possível que a gente tem há uma queda neste sentido este ano”, avalia.

Jurandil explicou que como as pessoas estão sem renda, sem salários em muitos casos, e não está podendo comprar, está ocorrendo a retração do consumo, os preços estão caindo porque a demanda caiu, pois, as pessoas diminuíram as suas compras. “Então com isso os preços caem, e caem no momento em que a economia está encolhendo também, então isso é um mal sinal. O preço do petróleo está caindo, por exemplo, em função da redução drástica do consumo, e aí como não tem venda para o petróleo aí o preço cai”, ensina.

Por fim, o economia projeta que a retomada do crescimento após a pandemia deverá ser muito lenta, dado o nível de desemprego, como outras conjunturas que apontam que o Brasil não deva fechar o ano com saldo positivo do Produto Interno Bruto (PIB), ao contrário, tanto que o cenário de incertezas dão 2020 como um ano perdido – do ponto de vista econômico. “Nós vamos conviver com taxas muito razoáveis de inflação nesse processo de crescimento e de retomada da economia que vai levar de quatro a cinco anos pela frente”, concluiu Jurandil Juarez.

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