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“É uma doença devastadora”, diz presidente do Tribunal de Justiça do Amapá em coletiva

Desembargador João Guilherme Lages Mendes compartilha experiência com Covid-19 e reforça necessidade de isolamento social.

Cleber Barbosa, da Redação

O presidente do Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP), desembargador João Guilherme Lages Mendes, concedeu uma entrevista coletiva nesta terça-feira (31), por meio de videoconferência, já que ele ainda se recupera por ter sido a segunda pessoa acometida pelo novo Coronavírus no estado. Foi uma oportunidade para o magistrado compartilhar a experiência que reputa como sendo de uma “doença devastadora”.

Dizendo-se curado do Covid-19, ele ainda deverá cumprir os dias obrigatórios prescritos pelos médicos e os protocolos das autoridades em saúde no país e no mundo. Aliás, sobre isso, João Lages por várias vezes reforçou aos jornalistas que repassassem a informação de que é primordial seguir à risca as orientações do decreto de estado de calamidade epidemiológica, pois é a única remediação para que não se tenha o agravamento da pandemia.

O dirigente da Corte Estadual também confirmou que outro desembargador tem a doença, seu colega Carlos Tork, mas outros colaboradores do TJAP, como o juiz Paulo Madeira, não confirmaram ter o Covid-19, pois ele na verdade foi diagnosticado com a gripe H1N1. “Chegaram a postar nas redes sociais que eu teria contaminado nosso pessoal, mas a servidora Sueli Calandrini, por exemplo, nem teve contato comigo estava de férias em São Paulo, assim como um policial militar que serve ao Judiciário só que em Calçoene e está internado, os testes de ambos deram negativo”, disse o magistrado.

João Lages também acredita que contraiu a doença provavelmente durante viagem à Brasília, quando participou de eventos no Ministério da Defesa, organizado pela Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) e outros encontros no Congresso Nacional, entre eles uma agenda com o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, que testou positivo também para o novo Coronavírus. “Mas não sei se peguei dele [Davi] pois só fui sentir os sintomas quando voltei e passei imediatamente a cumprir isolamento domiciliar”, disse o dirigente do TJAP.

Coletiva

Aspecto da entrevista coletiva por videochamada concedida pelo presidente do Tribunal de Justiça do Amapá | Foto: Ascom TJAP

Os jornalistas também indagaram sobre outros temas relacionados ao Judiciário, como os pedidos de soltura de presos, uma questão que o desembargador diz estar sendo tratado com a devida cautela. Ele confirmou que alguns pedidos de habeas corpus formulados por alguns advogados até receberam guarida da justiça, em casos específicos de presos cardíacos ou até com tuberculose, mas que segundo a administração penitenciária, nenhum detento do Amapá tem o Covid-19 e rechaçou especulações nas redes sociais de que esteja havendo a soltura em massa se presos.

O chefe do Poder Judiciário também confirmou já ter participado de uma reunião também por videoconferência do Comitê Gestor Estadual, que reúne os demais chefes de Poderes Constituídos do Estado, acrescidos de representantes do Ministério Público do Estado, Tribunal de Contas e Defensoria Pública. Neste colegiado, ficou definido um Plano de Contingenciamento Orçamentário de todos os entes estaduais, bem como ficou decidido que todos irão carrear os recursos contingenciados para que o Poder Executivo utilize no combate à pandemia do novo Coronavírus.

Por fim, João Lages procurou dirigir uma mensagem ao conjunto da sociedade, sobre a importância de confiar na condução das autoridades em saúde, em todos os níveis – federal, estadual e municipais – sobre a importância do isolamento domiciliar. “Quero levar essa mensagem de que hoje estou bem, me sinto curado, mas porque respeitei essa quarentena que nós impusemos ao Judiciário desde o dia 14, desejando que todos apostem nisso, pois é a única forma de a gente controlar e reduzir o número de uma forma realmente sustentável”, concluiu o presidente do TJAP.

Acompanhe a íntegra da entrevista coletiva do presidente do TJAP

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