Davi diz que em tempos de pandemia, marco do saneamento pode ser decisivo

Além da importância para o controle sanitário e epidemiológico, Alcolumbre vislumbra a possibilidade de reduzir déficit do Amapá na área do saneamento.

Cleber Barbosa, da Redação

No Brasil, cerca de 100 milhões de brasileiros não têm coleta de esgoto, o que equivale a 47,6% da população, e 35 milhões não possuem acesso à água tratada. Antes do início da análise do projeto pelos senadores, o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (Democratas-AP), submeteu à votação do Plenário a permanência da matéria na ordem do dia, após apresentação de questão de ordem pelo Partido dos Trabalhadores. A manutenção do PL 4.162/2019 na pauta recebeu 61 votos favoráveis e 12 contrários.

Alcolumbre disse que a matéria é fundamental para o país, pela necessidade de construir um sistema de esgoto e água tratada para milhões de brasileiros, algo aguardado há mais de três décadas. “É um momento histórico para a diminuição das desigualdades. Saneamento é saúde e água tratada é vida”, afirmou o presidente do Senado.

Ele lembrou ainda que o investimento precário em saneamento básico coloca em risco a saúde da população, ainda mais nesta crise sanitária que o país está enfrentando. “No Amapá, são destinados ao setor menos de R$ 3 por habitante, quase 20 vezes menos que o índice nacional. O Brasil precisa de uma legislação mais clara para mudar esse cenário”, reforça Alcolumbre.

O Novo Marco Legal do Saneamento, ao abrir espaço para o setor privado atuar junto ao setor público, com planejamento e metas, trará mais recursos para a ampliação da infraestrutura de saneamento em todo o país.

Votação e rito

Observado por Alcolumbre no telão, o relator da matéria, senador Tasso Jereissati (PSDB-CE)

Relatado pelo senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), o novo marco legal do saneamento prevê, entre outras medidas, a competição na prestação dos serviços de água e esgoto que são ofertados por empresas estaduais de saneamento básico por meio de contratos sem licitação. A matéria também estende os prazos da Política Nacional de Resíduos Sólidos para as capitais e regiões metropolitanas (até 2021), e municípios com até 50 mil habitantes (até 2024).

De acordo com o texto, os contratos de serviços entre as cidades e as empresas estaduais deverão acontecer por meio de concessão, com abertura de licitação envolvendo empresas públicas e privadas. Os contratos em vigor serão mantidos até março de 2022, podendo ser prorrogados até por 30 anos. O projeto determina metas aos novos contratos: 99% para o fornecimento de água potável no país até 2033 e 90% para a coleta e tratamento de esgoto.

Análise no Senado

Durante a sessão, Davi Alcolumbre falou também sobre a análise da matéria no Senado. “Não se pode afirmar que o tema não foi discutido nesta Legislatura. O tema do saneamento básico passou por 16 audiências públicas, 9 outros eventos legislativos, oitiva de 167 debatedores e 49 sessões e reuniões deliberativas, para instrução, discussão e deliberação”, disse Davi. De iniciativa do Executivo, o PL 4.169/2019 foi aprovado no fim do ano passado na Câmara dos Deputados.

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