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Cooperativa de Reciclagem Baixada Pará: caroço de açaí será a matéria-prima para a produção de cobogó

A reciclagem do caroço de açaí foi definida como meta de negócio pelos consultores e participantes.

Da Redação

Na segunda etapa da capacitação para os futuros empreendedores da Cooperativa de Reciclagem da Baixada Pará, houve a apresentação do Plano de Ação até dezembro de 2021, com o cronograma de atividades de formação dos empreendedores e estruturação da entidade. Os participantes da comunidade validaram o documento, sinalizando que até 2022 a cooperativa será realidade e cumprirá sua finalidade de gerar emprego e renda com a reciclagem de resíduos descartados em grande quantidade e ainda sem reutilização definida, contribuído para a redução da poluição ambiental. A reciclagem do caroço de açaí foi definida como meta de negócio pelos consultores e participantes.

A consultora em sustentabilidade, Catharina Macedo, o promotor de Meio Ambiente, Marcelo Moreira, a gerente da Unidade de Inovação do Sebrae/AP, Bruno Castro, e a gestora de projetos, Vanusa Collares, dialogaram com a comunidade sobre as ações próximas e perspectivas reais do empreendimento. As estratégias do Plano de Ação são embasadas na realidade da comunidade Baixada Pará, na análise sobre negócios promissores e inovadores, nas conversas com os moradores sobre todos os resíduos descartados na área de ressaca, no conceito de lixo e resíduo que é desperdiçado, e pode movimentar a economia e mudar a realidade de muitas famílias.

Catharina Macedo fez um relato a respeito das diferenças culturais, econômicas e sociais da comunidade Baixada Pará, observadas durante a visita, em junho deste ano, enfatizando os resíduos despejados na área alagada com destaque para a semente de açaí, fonte de renda para muitas famílias do local. Durante a visitação, a partir de uma experiência com caroço de açaí na estruturação de uma calçada, a consultora e técnicos do Sebrae despertaram os moradores para a possibilidade de trabalhar estes resíduos, abundantes na área. Alguns moradores apostaram na ideia e criaram um protótipo de cobogó, usando como modelo caixas de papelão.

Esta ousadia e disposição dos moradores direcionou a pesquisa para a possibilidade de negócio rentável a partir da produção de cobogó de resíduo de caroço de açaí, considerando o experimento feito artesanalmente pelos moradores, o excesso da matéria-prima na região e a solução de um grave problema ambiental, que é o descarte desses caroços. A proposta foi aprovada pelo grupo, que aguarda a análise técnica e comercial.

As próximas etapas favorecem diretamente a comunidade, sendo a mobilização para que o número de cooperados seja multiplicado. Até outubro eles passarão por oficinas de empreendedorismo, cooperativismo, liderança empreendedora, planejamento estratégico, planos de negócio e gestão financeira. E no decorrer do prazo da consultoria, serão realizadas ações sociais na comunidade, visitas técnicas, definição de espaços físicos para a cooperativa e constituição da entidade.

Baixada Pará

Localizada na área central de Macapá, é formada por centenas de casas e pequenos empreendimentos comerciais, a maioria em cima de uma área alagada que foi ocupada há mais de 40 anos. A comunidade foi escolhida pela Promotoria de Meio Ambiente, em 2019, para execução do projeto-piloto de educação ambiental Colorindo o Futuro, pensado pela equipe técnica da Promotoria e moradores, que ajudaram a definir as prioridades e possibilidades. Ações de saúde, lazer, capacitações, oficinas de audiovisual e reciclagem, e pintura de casas foram levadas através de parcerias. Como legado, o Ministério Público do Amapá (MP-AP) está contribuindo com a realização do sonho dos moradores, despertado após as oficinas de reciclagem, que é a criação da Cooperativa, em parceria com o Sebrae/AP.

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