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Com 150 dias de combate à pandemia, Clécio diz que ‘guerra’ ainda não acabou

Em entrevista ao rádio, prefeito de Macapá recorda a trajetória de enfrentamento ao Covid-19, que diz estar sendo vencido batalha a batalha.

Cleber Barbosa, da Redação

O prefeito de Macapá, Clécio Luís (REDE/AP), concedeu entrevista ao programa LuizMeloEntrevista, na Diário FM (90,9) sobre os primeiros 150 dias de combate ao novo Coronavírus (Covid-19). Comparou a pandemia a uma guerra, que ainda não foi vencida, mas sim batalhas por batalhas que indicam uma vitória ao final.

Clécio disse que há cinco meses, estava em uma reunião em Florianópolis com um grupo de prefeitos quando veio a notícia do primeiro caso suspeito em Macapá. “No começo o mundo inteiro foi enfrentando a pandemia, sem conhece-la, enfrentando e aprendendo com ela, acertando e errando também, claro, com pouca gente, mas não recuando jamais”, recorda.

Segundo ele, uma das primeiras providências foi tirar o fluxo das UBS’s para evitar a contaminação cruzada e depois o trabalho foi vocacionar algumas unidades básicas de saúde só para o atendimento de Covid-19. “Hoje nós temos quatro unidades de atendimento vocacionadas para isso, que atenderam não só Macapá, mas a capital e o estado inteiro, sem nenhuma exceção, além de pacientes de cidades paraenses vizinhas, como Chaves, Gurupá e até Anajás, que fica até mais distante, como todas as ilhas do Pará pois fomos a primeira cidade a adotar o protocolo terapêutico que evita o agravamento dos casos”, disse ele.

Dramas

A maior dificuldade, disse, foi entre abril e maio, quando os primeiros pacientes começaram a agravar e não conseguiam ser transferidos das UBS’s para os hospitais. “Ali foi dramático para mim, pois tenho um aplicativo onde acompanho câmeras instaladas nas UBS’s e via o drama das pessoas, a correria das equipes médicas buscando socorrer os pacientes, enfim, eu jamais imaginei que viveria isso este ano, quando a gente queria estar entregando as obras e prestar contas do meu último ano de gestão”, disse ele.

Ele também comentou a decisão de adotar o protocolo preconizado pela equipe médica de enfrentamento ao Covid, que consiste em usar medicamentos conhecidos contra vermes e até piolho, que se mostrou eficaz até o quinto dia de sintomas, mas evitar o agravamento do quadro dos pacientes, uma decisão que disse ter sido de alto risco, mas que ajudou a salvar milhares de vidas no atendimento que foi direcionado para as unidades básicas de saúde de Macapá.

Por fim, o prefeito voltou a pedir que a população continue colaborando com o combate à pandemia, adotando todos os protocolos definidos pelas autoridades médicas e científicas, até o fim completo da pandemia.

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