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Amapaense vai voltar ao comércio, mas priorizando bens essenciais, diz Fecomércio

Em entrevista no rádio, Eliezir Viterbino avalia as novas medidas que reabrem algumas lojas do centro comercial dependendo do ramo da atividade

Cleber Barbosa, da Redação

O presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio-AP) do Amapá, concedeu entrevista ao programa Togas&Becas, da rádio Diário FM (90,9) deste sábado, sobre a reabertura das lojas da capital, conforme regulamentação definida pela Prefeitura de Macapá. Ele diz ser um alento, mas admite que a recuperação da atividade econômica ainda levará um bom tempo.

Armarinhos, magazines, sapatarias, confecções e perfumarias, que permaneciam fechados, estão entre as atividades econômicas que poderão reabrir a partir de próxima semana. “Esses empreendimentos retornam, mas nas modalidades delivery, expresso ou drive-thru, mas outros que já atendiam por encomenda passam para presencial, como lojas de material de construção, por exemplo, bem como outras que também trabalham com material essencial”, disse ele.

Ainda deverão ainda permanecer fechados, empreendimentos classificados como de maior risco de contato entre os clientes ou usuários, como academias, cinemas, bares, motéis, que segundo o dirigente dos lojistas terão um retorno gradual, com muita responsabilidade dado o risco ainda existente do Amapá sofrer o que os especialistas chamam de um revés, ou seja, uma nova escalada epidemiológica da pandemia.

Viterbino diz concordar com esse alerta das autoridades sanitárias, médicas e científicas, por entender que esse revés, se de fato viesse a acontecer no Amapá, seria ruim para todos, iniciativa privada e poder público. “Nós aceitamos esse desafio junto com o prefeito, então vamos fazer todo um trabalho de orientação, conscientização e monitoramento também, para que o comércio entenda que o vírus ainda não passou, mas também será uma oportunidade de provarmos para a sociedade que o comércio não é um vetor de contágio e assim a gente aos poucos dá esperança, pois nada disso vai resolver o problema financeiro de todos”, completa.

Por fim, o dirigente da Fecomércio falou sobre um provável “delay” de consumo, pois entende que o próprio consumidor ou não sente total segurança em voltar ao comércio, ou mesmo está com seu poder de compra sensivelmente comprometido pela pandemia, o distanciamento social e a falta de renda. Viterbino acha que o amapaense vai buscar inicialmente apenas os itens essenciais, como alimentos e remédios, como as compras normais somente dentro de um período de 90 dias.

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