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Amapá anuncia primeiros leitos de UTI e não descarta hospitais de campanha do Exército

Anúncio foi feito pelo secretário de estado da Saúde, João Bittencourt, ao entregar os primeiros 13 de um total de 26 leitos de UTI num espaço no Hospital de Clínicas.

Cleber Barbosa, da Redação

O secretário estadual da Saúde, João Bittencourt, falou nesta sexta-feira (03) sobre a entrega do Centro de Tratamento Intensivo (CTI) COVID-19, unidade que passa a ser referência no tratamento de eventuais pacientes graves acometidos pelo novo Coronavírus no Amapá. Ele disse que o próprio governador Waldez Góes esteve presente na abertura do novo espaço dotado dos primeiros 13 leitos de UTI, que ganharão outros 13 leitos na próxima semana, totalizando uma capacidade para atender simultaneamente 26 pacientes.

Ao participar do programa LuizMeloEntrevista, na rádio Diário FM (90,9) ele explicou que ideia de centralizar os pacientes com quadro mais severo de Covid-19 no estado é para dar uma retaguarda melhor de controle e segurança aos profissionais de saúde da rede pública, que ele fez questão de chamar “guerreiros da saúde”.

Questionado sobre a possibilidade de ser utilizada também a estrutura parcial do Hospital Universitário da Unifap, João Bittencourt afirmou que dada a dinâmica do enfrentamento da pandemia, o planejamento acaba sendo atualizado a cada instante, sendo reprogramado conforme a necessidade e os meios que passam a ser disponibilizados, daí contar, sim, com a capacidade instalada do novo hospital que Macapá passa a contar.

Portanto passam a ser três as alternativas para o enfrentamento da pandemia no Amapá. Este Centro de Tratamento Intensivo Covid-19, entregue hoje, que fica nos fundo do Hospital de Especialidades Alberto Lima, a possibilidade de ocupar a Maternidade Zona Norte, que está em fase final de adequações para ofertar de 30 a 50 leitos, além da terceira opção que seria o Hospital Universitário.

Para o titular da SESA, em relação a espaços, o Amapá passa a resolver o primeiro grande problema que era dotar a rede de espaço adequado para o tratamento dos doentes de Covid-19. “Hoje a nossa dificuldade como em todo o Brasil é conseguir equipar esses espaços, com respiradores, medidores multiparâmetros, desfibriladores, equipamentos necessários para se dotar uma terapia intensiva, que está em falta tanto local, como nacional e até internacional, mas diante disso ninguém está parado, temos uma rede de contatos com várias possibilidades de atendimento, então quando temos uma porta fechada, Deus nos abre duas, três”, filosofa o secretário.

João Bittencourt disse que todos na equipe, especialmente o governador do estado, ficaram bem mais aliviados com a entrega do novo espaço nesta sexta-feira, pois no serviço público muitas vezes é preciso ver para crer.

Exército

O secretário também disse terem sido retomados os contatos com o Exército Brasileiro para rever a oferta de hospitais de campanha, conforme estão sendo montados em algumas cidades pelo país. A ideia não seria exatamente montar a estrutura em espaços abertos como estádios ou ginásios, mas aproveitar os espaços edificados como o Hospital Universitário e a Maternidade Zona Norte com os equipamentos de UTI que o Exército já dispõe.

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