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Aline Gurgel vai aperfeiçoar a lei de proteção a autistas, definindo terapia alimentar

A nutrição adequada e a terapia nutricional com ações de promoção, proteção da pessoa com transtorno do espectro autista sob o ponto de vista nutricional, realizado por profissional de saúde especializado.

Da Redação

A deputada federal Aline Gurgel (REPUBLICANOS/AP) é autora de um projeto de lei que visa aperfeiçoar a Lei nº 12.764, de 27 de dezembro de 2012, que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista, para especificar a terapia nutricional. Mãe de uma criança autista, a parlamentar diz que sabe exatamente como a alimentação é um assunto muito delicado e uma queixa muito frequente de pais e mães de autistas.

Isso acontece porque as pessoas com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) recebem uma interferência de estímulos sensoriais durante a alimentação. Outra razão está atrelada aos comportamentos repetitivos e restritivos comuns ao TEA. “Por isso este projeto de lei de minha autoria e dos deputados Maria Rosas e João Roma Neto, tem o objetivo de avançar as discussões sobre as ações de promoção, proteção e recuperação da pessoa com transtorno do espectro autista sob o ponto de vista nutricional”, diz ela.

Aline Gurgel diz ser fundamental que todas as ações de promoção, proteção e recuperação da saúde, direcionadas à pessoa com transtorno do espectro autista, incluindo aquelas relacionadas à nutrição, seja objeto de criteriosa avaliação dos gestores de saúde responsáveis pela formulação de políticas de saúde pública quanto à existência de evidências científicas comprovando sua eficácia e segurança, de modo a não expor essas pessoas a riscos desnecessários, além do ônus financeiro desses tratamentos paras as famílias e para o poder público.

Informação

Para a parlamentar amapaense, em meio à população, há algumas que devem ser levadas em consideração para o sucesso das ações de saúde. Uma delas se refere à rigidez comportamental, que pode se refletir nos hábitos alimentares da pessoa levando a dietas ditas “monótonas”, em que a pouca variação do cardápio pode predispor a deficiências seletivas de nutrientes.

Além disso, em razão de alterações da sensibilidade tátil, pode haver aversão a determinados tipos de alimentos – por exemplo, alimentos de consistência cremosa – , o que demanda um diagnóstico correto, pois a conduta nesses casos inclui terapia ocupacional visando o tratamento dessa alteração neurossensorial. “Precisamos observar que o fenômeno de fake news atinge todos os campos do saber humano, não sendo rara a divulgação de informações falsas, mesmo que com a melhor das intenções, prometendo curas milagrosas para o autismo, mas sem nenhuma comprovação científica de sua eficácia ou mesmo de sua segurança”, concluiu Aline.

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