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*Divulgação da atividade parlamentar (Ato da Mesa 43/2009).

quinta-feira, 22 de março de 2018

Capiberibe se diz contrário a projeto que prevê cultivo de cana-de-açúcar no Amapá

Senador João Capiberibe (PSB-AP) | Foto: Ag. Senado
Senador João Capiberibe se posicionou no plenário do Senado contrário ao PLS 626/2011 que permite o cultivo de cana-de-açúcar na Amazônia Legal. “ Esse projeto é impreciso, por isso que tramitou em várias comissões sem correção. No meu Estado, o segundo item da pauta de exportação é o açaí. Convenhamos, que entre adensar os açaizais -  isso sim é sustentável -  e cultivar cana, eu não tenho a menor dúvida de que adensar os açaizais do ponto de vista econômico, social e ambiental é o que se recomenda para a Região”.
Na opinião do senador, “há uma série de razões que fazem com que esse projeto pareça mais, no dia de hoje uma provocação, do que uma contribuição à economia brasileira”.
Capiberibe também citou o decreto 6.961, que existe desde 2009. “Esse decreto, quando surgiu, limitava e proibia o plantio de cana-de-açúcar em regiões dentro do bioma amazônico. A explicação vem do porquê do surgimento desse decreto: houve um estudo científico que apontava a vulnerabilidade do bioma amazônico e o potencial destrutivo que teria a cana-de-açúcar se ocorressem plantações de cana dentro do bioma amazônico. Qual o estudo científico que existe, contrário ao decreto que proibia plantação no bioma? Qual o estudo científico que fundamenta esse projeto, para derrogar o decreto anterior?”, explicou.
E finalizou: Do alto de minhas experiências como gestor público, como defensor da minha região, defendo a preservação  com desenvolvimento econômico. E temos como nos desenvolver sem ter de introduzir uma espécie tão distante das condições climáticas da Amazônia. Entre cultivar cana e adensar os castanhais da Amazônia, vamos fazer uma outra agricultura. Essa agricultura tradicional, que atravessou o Atlântico, só existe até hoje por causa do colonialismo ecológico.
O plenário do Senado vai voltar a discutir o projeto na semana que vem.

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