PUBLICIDADE

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Senador Capiberibe recorre a Sarney Filho para tratar questões ambientais do Amapá

Aspecto da audiência no Ministério do Meio Ambiente (MMA)
O senador João Capiberibe esteve na tarde desta quarta-feira (28) com o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, e sua equipe técnica, para tratar de dois assuntos importantes: a retirada de 23 mil metros cúbicos de madeira da Reserva Extrativista do Rio Cajari e a Pequena Central Hidrelétrica (PCH) Salto Cafesoca. Em novembro do ano passado, o senador esteve com o ministro para tratar da Resex e na semana passada no Ibama para falar da PCH.
As notícias, em relação aos dois assuntos, são boas. Sobre a Resex, as pendências estão sendo sanadas, para que a madeira fique na responsabilidade da Associação de Moradores. “O ministro cumpriu o que nos prometeu e agora o ICMBio, junto com o Ibama, vão nos fornecer um documento com tudo que a comunidade precisa fazer e vamos agilizar os procedimentos. Essa madeira foi retirada para liberar a passagem para o linhão de Tucuruí até Macapá, só que há três anos ela está depositada a céu aberto e se deteriorando”, explicou Capiberibe.
Já a PCH Salto Cafesoca, na reunião com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), em Brasília, o senador discordou da decisão do órgão que para seguir em frente com as obras da PCH seria necessária anuência do Governo Francês. Na conversa de hoje, o ministro informou que o Ibama já autorizou a emissão da Licença Prévia. Assim, a expressa executora já está providenciando os entraves para que logo sejam emitidas as Licenças Ambiental e de Operação. “A expectativa é que as obras comecem no segundo semestre e vão gerar centenas de emprego”, assinalou o senador Capiberibe.
Vale lembrar que a PCH Salto Cafesoca, é administrada pela SAPEEL, e compreende 7,5 megawatts de energia, na região do Oiapoque, no Amapá.

Com informações de Greicy Pessoa (Ascom)

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

OPINIÃO | Notas da coluna ARGUMENTOS, terça-feira, dia 27 de fevereiro de 2018.

Eleições

O governador Waldez pôs fim a especulações sobre retomar o projeto interrompido em 2010 de virar senador da República. No fim de semana, ele concedeu entrevista exclusiva à Diário FM a Luiz Melo e confirma que é pré-candidato a reeleição em outubro.

Projeção

Waldez diz que agora os próximos anos “serão de colheita” após todas as dificuldades enfrentadas ao longo de sua gestão por causa da crise econômica e financeira que se instalou no Brasil.

Respostas

Segundo Waldez, que cumpre atualmente o terceiro mandato de governador, mesmo diante de tantas dificuldades, o governo dele conseguiu realizar obras e serviços e ainda pagar o funcionalismo em dia.

Jaime

Waldez admitiu ter tido diálogos com o empresário Jaime Nunes, sobre questões de estado, como projetos e legislações ligadas ao empreendedorismo, sem costuras políticas. Sobre isso Jaime já falou com Davi.

Cautela

Por fim, o atual governador disse na entrevista que as conversas estão avançadas, mas definição sobre as eleições majoritárias, como senador e a vaga de vice, são coisas para se definir “mais para a frente”.

No rádio 
O economista e pecuarista Jesus Pontes postou essa foto em suas redes sociais, sobre sua destacada participação em nosso programa Conexão Brasília do último final de semana. A gente agradece a moral e também por sua esclarecedora entrevista a respeito do agronegócio. Aprendemos ainda mais a respeitar essa área.

Trocas

O presidente Michel Temer decidiu nomear o atual ministro da Defesa, Raul Jungmann, para o novo Ministério, o da Segurança Pública. Por enquanto, Jungmann será substituído na Defesa pelo general Joaquim Silva e Luna, atual secretário-geral da pasta. É o primeiro militar a ocupar a pasta desde 1999.

Papel

O nome do ministro Jungmann sempre foi o mais cotado dentro do governo para a nova pasta. O Ministério agora será responsável pela Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Departamento Penitenciário Nacional e Secretaria de Segurança Pública, hoje vinculadas ao Ministério da Justiça.

Olhar

A criação deste novo ministério é mais uma das medidas adotadas pelo governo dentro do pacote para reforçar a segurança pública. A primeira foi a intervenção na segurança do Rio de Janeiro, naquilo que a imprensa e observadores entendiam ser uma pista de que Temer poderia ir à reeleição.

BRASÍLIA | Em seu primeiro ato na segurança, Jungmann demite o diretor-geral da PF

DE SAÍDA | O agora ex diretor da Polícia Federal, Fernando Segovia | Givaldo Barbosa/O Globo
Raul Jungmann, o novo ministro da Segurança, anunciou no final da tarde desta terça-feira, 27, que vai trocar o comando da Polícia Federal. Sai Fernando Segovia e entra Rogério Galloro.
Galloro já havia sido cotado para assumir a posição, sendo um dos nomes favoritos do ministro da Justiça, Torquato Jardim, em novembro, quando Segovia foi nomeado, porque tinha um transito melhor no MDB.

Entenda o caso
Segovia ocupava o cargo desde 20 de novembro do ano passado, no lugar de Leandro Daiello. Nas últimas semanas, se envolveu em uma polêmica depois de afirmar em entrevista à agência Reuters que não havia provas de crime contra o presidente Michel Temer no inquérito que o investiga. O diretor-geral chegou a declarar que o processo poderia ser arquivado e que o delegado responsável poderia sofrer punições. “Ele pode ser repreendido, pode até ser suspenso dependendo da conduta que ele tomou em relação ao presidente”, declarou.
A entrevista teria causado mal-estar entre os delegados da Polícia Federal e criou uma pressão grande para que ele deixasse o cargo. Ele chegou a ser intimado pelo ministro Luís Roberto Barroso para que explicasse suas declarações. Na última segunda-feira, 26, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, chegou a pedir à Corte que o diretor fosse impedido de fazer declarações sobre os inquéritos em curso, sob o risco de perder seu cargo.

Novo comando
Rogério Augusto Viana Galloro, o novo diretor-geral da PF, ocupava atualmente o cargo de secretário nacional de justiça do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Galloro já trabalhou no comando das forcas da Polícia Federal na segurança da Copa do Mundo em 2014 e nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos RIO 2016.

domingo, 25 de fevereiro de 2018

ENTREVISTA “Quem tem dois frangos, abate um e vende o outro faz agronegócio”

JESUS PONTES | O atual dirigente da Associação dos Criadores do Amapá nos estúdios da rádio Diário FM.
Uma jovem liderança do chamado agronegócio, empreendedor destacado e, mais do que isso, um estudioso a respeito do setor e das mudanças que pode e já está produzindo para a economia do Amapá. Com esse predicados, o economista e pecuarista Jesus Pontes foi ao rádio ontem, conceder uma esclarecedora entrevista ao programa Conexão Brasília. Na oportunidade, discorreu a respeito dos temas mais atuais para a pecuária e também para a agricultura, como o anúncio feito durante a semana de que graças ao esforço de estados como o Amapá, o Brasil está se livrando da febre aftosa, o que dará ainda mais competitividade para a carne brasileira e, em especial, para a carne de búfalo, uma especialidade que o estado passa a ter protagonismo, com autoridade, qualidade e quantidade.

Cleber Barbosa
Da Redação

Blog do Cleber – Esta semana o ministro da agricultura confirmou que a Organização Mundial de Saúde Animal fará em maio em Paris o anúncio de que o país está se livrando da febre aftosa. E o Amapá tem um papel importante para essa conquista não é?
Jesus Pontes – O estado do Amapá foi fundamental para o processo, resolveu um problema nacional, em conjunto é claro, com o Amazonas, uma parte do Pará, que ainda estavam fora da certificação, mas a gente sabe do esforço de todos, do governador Waldez, de toda a sua equipe da defesa agropecuária, da SDR e do RURAP e o produtor rural, o fazendeiro que fez a sua parte. Foi fundamental a união de todos nesse processo, que culminará em maio quando com toda certeza o governador do estado, uma comitiva oficial e nós produtores do Brasil estaremos representando um pedacinho do Brasil nesse momento histórico.
Blog – Pois é, eram poucos estados que faltavam fazer o seu dever de casa, digamos assim, para livrar o país da febre aftosa em seu rebanho, um trabalho que vem de longe não é?
Jesus – Sim, foram construindo devagar, foi fundamental como disse o esforço de todos, afinal são 50 anos de luta e quis Deus que fosse em 2017 quando já está fundada a nossa instituição, a ACRIAP, que ajudou nessa mobilização em torno de encontrar uma solução para o problema, que atrasava a pecuária do estado, atrasava os negócios no estado e até constrangia muitas vezes lideranças nossas do setor empresarial quando discutiam o assunto em Brasília ou em outros lugares, então o quanto antes a gente pensa em continuar o processo de certificação do Amapá não só para a aftosa como também para brucelose, tuberculose, dentre outras doenças do mundo animal que atrapalham os negócios.
Blog – Por falar em negócios, o senhor e outras lideranças do setor têm conseguido comercializar a carne de búfalo para o exterior, como por exemplo o Oriente Médio, não é mesmo? Como está esse mercado também?
Jesus – Sim, também conseguimos isso com muita dificuldade num passado recente, quando a questão da quarentena era complicada, porto, enfim a logística aqui em nosso porto de Santana também pelo tamanho, mas a gente entende que num futuro próximo o produtor do estado do Amapá estará preparado para exportar não só gado vivo como também o corte premium do nosso querido búfalo, o ouro negro do nosso querido estado do Amapá, é o que a gente entende. Então além desse embarque para o Oriente Médio tivemos embarque também para a Venezuela, mas agora eu acho que será corriqueiro a partir do momento que você facilita o trâmite documental e o processo de certificação, tanto que a gente pensa para o futuro certificar a carne também, como boi verde ou boi orgânico, que é o nosso animal criado aqui no estado em campos naturais.
Blog – Tem um pecuarista local, o pastor Guaracy Júnior, que recentemente fez um embarque de pouco mais de 6 mil animais vivos também, mas foi a partir do Pará, onde ele também tem propriedades. Aliás, outro embarque semelhante rendeu muita discussão e até a judicialização do problema. Isso foi superado?
Jesus – Ah sim, já foi superado. No Brasil as coisas mudam muito rápido, né? O estado do Pará já exporta gado em pé, como se diz, e vez ou outra tem alguém que se envolve pelo meio para atrapalhar os negócios, mas já foi tudo esclarecido e continuamos sim a fazer exportações de animais via Pará também.
Blog – Aliás o anúncio de que a certificação internacional será feita ao Brasil foi feita esta semana pelo próprio ministro Blairo Maggi num vídeo empolgante que ele publicou nas redes sociais. Foi bem ele?
Jesus – Sim, essa é a diferença de ter um produtor rural como ministro. Ele entende os anseios, as necessidades, sente na pele o que nós passamos no dia a dia para empreender em nosso país, e ele sempre faz referência para os produtores, que é a base. Nós construímos os negócios, assumimos os riscos e nada melhor do que uma referência nacional no mundo do agronegócio, aliás internacional hoje, e foi uma honra tê-lo descerrando a placa inaugural lá da nossa Casa do Agro no final do ano, fundamental naquele momento, e ainda é. Nós temos uma boa relação com o Ministério da Agricultura, com o ministro e também com a bancada ruralista. Conversamos bastante a respeito dos problemas do estado e onde convém a gente consegue construir uma unidade e eles estão sempre nos auxiliando em todas as ações necessárias para destravar os processos produtivos do estado do Amapá.
Blog – Ainda há pouco o senhor citou a carne bubalina chamando de ouro negro do Amapá, mas ainda existe resistência ou até preconceito em relação à carne de búfalo?
Jesus – Olha, isso ainda não foi superado completamente, apesar de a gente ter trabalhado bastante nesse sentido. Eu particularmente só deixo entrar na minha casa carne de búfalo, por isso que eu estou magrinho tá? [risos] Mas, de verdade, é uma carne mais saudável, com mais proteína, enfim, eu não vou falar tecnicamente aqui pois as pessoas até não vão entender, mas dê preferência para a carne de búfalo, pois tem até médico que receita a carne de búfalo para os cardíacos, então para você ver o quão bom é o produto! O que acontecia no passado, para justificar até o pensamento negativo que as pessoas tinham em relação a carne, era porque o pecuarista fazia o abate do animal muito velho e aí não tem carne boa de animal velho, com dez, doze anos, que a carne vai ser dura. Outros animais que são conhecidos como produto premium, se abater muito velho pode ter certeza de que a carne não vai ter a mesma qualidade. A gente hoje pensa na precocidade do búfalo e utilizar isso como impulsionador de novos negócios. O Pará já vem fazendo isso como o baby búfalo e o produto nobre do búfalo que é o queijo mussarela que é espetacular, uma exclusividade e que nós somos o segundo maior rebanho do Brasil e temos com certeza a melhor genética tanto para carne quanto para leite.
Blog – Qual o papel, ou o protagonismo que esse setor do agronegócio ocupa hoje na economia do estado presidente?
Jesus – Olha, nós éramos apenas 3% do PIB [Produto interno Bruto] do estado do Amapá, crescemos bastante e entendemos que ao longo de dez anos seremos perto de 50% do PIB do estado, gerando emprego e renda no interior, então até projetamos que haverá um êxodo urbano, pela primeira vez na história do Amapá, com pessoas das cidades como Macapá e Santana migrando para o interior em busca de emprego e renda.
Blog – Daí a importância de todos conhecerem, se apropriarem e se prepararem para as demandas que o agronegócio já apresenta, seja na pecuária, seja na agricultura, não é? 
Jesus – A gente entende que o agronegócio é uma coisa só. Quem cria dois frangos, um ele abate para comer e o outro ele vende, está fazendo agronegócio. Acho que outra cadeia produtiva importante que acontecerá logo logo vai despontar no estado é a do ovo, que hoje vem de São Paulo e de outros grandes estados do Brasil e a gente deixa de consumir aqui um produto criado e feito aqui. Mas é isso, pensamos em todas as cadeias, por isso sou um estudioso da área, gosto demais, faço por paixão, não falo de agro só por negócio, dificilmente você encontra alguém assim, faz porque gosta mesmo.

Perfil



Entrevistado. Jesus Pontes é amapaense nascido em Santana, formado em economia pelo Centro de Ensino Superior do Amapá (CEAP) com MBA em Gestão empresarial pela FGV e empresário rural no Estado do Amapá. Como experiência profissional atuou como economista no governo do estado participou da equipe que captou recursos do Banco Mundial e Banco Interamericano de Desenvolvimento – BID; atuou na Agência de Desenvolvimento Econômico do Estado, na Companhia de Gás do Amapá  e a Atualmente é o presidente da Associação dos Criadores de Animais do Amapá – ACRIAP.

OPINIÃO | Notas da coluna ARGUMENTOS, domingo, dia 15 de fevereiro de 2018.

Imprensa

Relatório sobre violações à liberdade de expressão no Brasil registra que em 2017 foram registrados 82 casos de violência não-letal contra a imprensa, que envolveram 116 profissionais e veículos de comunicação, além do assassinato de um jornalista.

Queda

A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e TV (ABERT) diz que em relação ao ano de 2016, houve redução de 50% no número de assassinatos e 52,32% nos casos de violência não-letal. Menos mal!

Eleições

O PPS sai na frente e bate o martelo sobre seus principais nomes para as eleições deste ano. Em assembleia, a legenda homologou alguns de seus principais quadros para ir em busca de votos e alianças para o pleito.

Quadros

Entre os nomes confirmados, estão o do ex deputado Jorge Amanajás para senador; Alan Salles para deputado federal; O ex prefeito Robson Rocha a estadual e o empresário Josmar Chaves para vice de Waldez.

Cobiça

No Setentrião não se viu nenhuma manifestação oficial a respeito da decisão do PPS de reivincicar compor a chapa de reeleição do atual governador. Uma fonte palaciana, entretanto, despistou: “Todos querem”.

Fake News
Esta foto ganhou força na internet durante a semana depois que o governo federal decretou intervenção na área da segurança pública no Rio de Janeiro, o que fez com que as Forças Armadas assumissem a responsabilidade do comando das Polícias Civil e Militar no estado. Mas ela não é de agora, é de 1994, do jornal O Globo.

A foto

A imagem, que circula nas redes sociais, mostra militares armados revistando crianças pequenas que vestem uniforme escolar. Junto a ela a seguinte legenda: “Isso não pode ser real, é surreal. A pior imagem que você vai ver hoje. O exército brasileiro humilhando crianças” Foram milhares de ‘likes’.

Registro

A foto, no entanto, é de 1994. De autoria da fotógrafa Márcia Foletto, foi capa do jornal O Globo em 23 de novembro daquele ano. As crianças foram fotografadas em uma das entradas da favela Santa Marta, em Botafogo e chegaram a dar entrevistas ao jornal, manifestando entender a necessidade da revista.

Resignação

No dia seguinte à publicação da foto, o jornal fez uma reportagem com alguns dos meninos identificados na imagem. Carlos Alexandre, 11, disse que já havia sido revistado, pela Polícia Militar. “Melhor ser revistado pelo Exército que pela PM. Os policiais dão cascudo na gente”.

OPINIÃO | Notas da coluna ARGUMENTOS, sábado, dia 24 de fevereiro de 2018


Alcântara

Após o fracasso da parceria firmada com a Ucrânia 15 anos atrás, o governo negocia com as empresas norte-americanas Boeing e SpaceX, entre outras, o uso do Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão, para lançamento de foguetes em missões espaciais até 2021.

Líder

De acordo com o Ministério da Defesa, a base tem o potencial de gerar 1,5 bilhão de dólares por ano ao país. A SpaceX, principal companhia privada de exploração espacial, acaba de lançar foguete ao espaço.

Parceira

Já a Boeing é uma das maiores empresas de construção de aeronaves do mundo e também produz componentes, satélites e veículos espaciais, como os ônibus espaciais usados pela Nasa, agência espacial dos EUA.

Estrada

Um grupo de aproximadamente 50 manifestantes interditou ontem duas pistas da BR 210, em Macapá, em protesto contra decisão judicial que os obriga a desocupar imóveis invadidos até a manhã deste sábado.

Liberação

Por volta das 12h30 os manifestantes decidiram liberar a pista, passando a se reunir no acostamento da via e realizando um momento de oração. Disseram que buscarão apoio do serviço social do GEA ou PMM.

Medo
A autônoma Rita de Cassia, 43, resumiu assim a visão de carros andando na contramão em plena BR 210 no fim da manhã de ontem. após protestos de moradores do Conjunto Macapaba: “Parecia até o Rio de Janeiro, quando a Linha Amarela ou a Avenida Brasil é fechada pelos bandidos”. É, a imagem até lembra, só não queremos isso aqui!

Justiça

O decano e vice-presidente do Tribunal de Justiça do Amapá, desembargador Gilberto Pinheiro, foi homenageado pela Câmara Municipal de São Paulo. Foi pelos relevantes serviços prestados na formação dos magistrados brasileiros, pela Escola Judicial do Amapá, que ele já dirigiu por aqui.

EJAP

A Escola Judicial do Amapá, unidade da Justiça do Amapá, foi criada através do artigo 5º, da Lei Complementar Estadual nº 28, de 13 de junho de 2005, com a finalidade de promover o treinamento, a capacitação, o aperfeiçoamento e a especialização de magistrados de maneira objetiva, precisa e eficaz.

Sampa

O atual diretor da EJAP, desembargador João Lages, também esteve presente para prestigiar o evento, que aconteceu na sexta-feira, 23 de fevereiro, no Plenário 1º de Maio., Sede do Poder Legislativo do município de São Paulo. Ao magistrado amapaense, nossos cumprimentos.

sábado, 24 de fevereiro de 2018

DEFESA | Brasil tenta parceria com Boeing e SpaceX para lançar foguetes de Alcântara

DefesaNet

Após o fracasso da parceria firmada com a Ucrânia 15 anos atrás, o governo federal negocia com as empresas norte-americanas SpaceX e Boeing, entre outras, o uso do CLA (Centro de Lançamento de Alcântara), no Maranhão, para lançamento de foguetes em missões espaciais até 2021. De acordo com o Ministério da Defesa, a base de lançamento tem o potencial de gerar 1,5 bilhão de dólares por ano ao país.
A SpaceX é hoje a principal companhia privada dedicada à exploração espacial e, no dia 6, lançou ao espaço a partir dos EUA o Falcon Heavy, o foguete mais potente da história.
A Boeing é uma das maiores empresas de construção de aeronaves do mundo e também produz componentes, satélites e veículos espaciais -- a empresa é fabricante dos ônibus espaciais usados pela Nasa (a agência espacial norte-americana) para levar astronautas ao espaço.

Primeira parceria deve ser em breve, diz major-brigadeiro
"Ainda não há nenhuma parceira fechada, mas estamos conversando e negociando com várias empresas do setor aeroespacial, incluindo a SpaceX, para o uso da nossa base em Alcântara", afirma o major-brigadeiro Luiz Fernando Aguiar, presidente da Comissão Coordenadora de Implementação de Sistemas Espaciais da FAB (Força Aérea Brasileira).
"Algumas dessas conversas estão bem adiantadas e devemos anunciar a primeira parceria em breve", declara.
Em novembro, os militares da Aeronáutica receberam uma comitiva de executivos de empresas norte-americanas do setor aeroespacial. De acordo com a FAB, havia representantes das companhias Vector Space Systems, Microcosm, Boeing e da gigante da área militar aeroespacial Lockheed Martin.

Visita da SpaceX cancelada por causa do Falcon Heavy
Segundo o major-brigadeiro Aguiar, os executivos da SpaceX faziam parte do grupo, mas cancelaram a vinda ao Brasil na última hora, pois tiveram que resolver imprevistos relacionados ao lançamento no início do mês do foguete Falcon Heavy.
A comitiva conheceu o complexo aeroespacial de São José dos Campos (91 km de São Paulo) e depois a base de lançamentos no Maranhão. "Mostramos para eles as possibilidades do nosso centro, que tem todas as condições de abrigar projetos espaciais destas companhias", diz o major-brigadeiro a frente da iniciativa.
"Nossa base tem a melhor localização do mundo para lançamentos espaciais, as empresas sabem disso e, assim como a gente, querem aproveitar esse potencial", afirma Aguiar.
Alcântara, na região metropolitana de São Luís, fica próxima à linha do Equador. A localização é estratégica para lançamentos espaciais, pois oferece um caminho mais curto para os foguetes saírem da atmosfera e serem colocados em órbita -- a economia de combustível pode chegar a 30% em relação a outros pontos de lançamento nos EUA e na Europa, por exemplo. Apesar disso, o Brasil nunca conseguiu aproveitar o potencial aeroespacial do lugar.

Falta acordo para proteger tecnologia dos EUA
A concretização destas negociações, no entanto, depende da aprovação e entrada em vigor de um acordo de salvaguardas tecnológicas com os Estados Unidos. O instrumento jurídico internacional serve para instituir garantias legais para proteger o acesso e direitos sobre tecnologias de ponta de um país ou empresa em parcerias internacionais.
Como cerca de 80% de todos os foguetes e satélites produzidos no mundo possuem tecnologias norte-americanas --incluindo os equipamentos da SpaceX e da Boeing--, a falta de um acordo com os norte-americanos inviabiliza a parceria brasileira com praticamente qualquer empresa ou governo que use tecnologia dos EUA.
O esboço do acordo original, enviado para o Congresso Nacional em 2000, quando começou a aproximação com a Ucrânia, não havia sido aprovado até 2016, quando foi retirado da pauta a pedido do governo.

Melhor localização geográfica do mundo
No ano passado, o governo brasileiro enviou uma contraproposta para o governo norte-americano. Ainda não houve resposta. Caso os EUA aceitem a proposta, ela tem de ser aprovada pelo Congresso de lá e, depois, ser aprovada no Congresso Nacional.
Em dezembro, o ministro da Defesa brasileiro, Raul Jungmann, esteve nos Estados Unidos para tratar do acordo com o governo norte-americano. "Existe espaço para reduzirmos as diferenças e desacordos na proposta", afirmou Jungmann ao portal norte-americano especializado na área de Defesa "Defense News" na ocasião.
"É muito importante para ambos os lados, Alcântara é considerada a melhor base de lançamento do mundo em termos geográficos", disse ao confirmar que a proposta brasileira está em análise no Pentágono.

Base pode render até US$ 1,5 bilhão para o Brasil
Antes, em abril, Jungmann havia conhecido o CLA no Maranhão. "Dado o mercado hoje e o valor de um lançamento, que pode girar de US$ 30 milhões a US$ 120 milhões (de R$ 87 milhões a R$ 390 milhões), nós temos condições aqui de gerar recursos da ordem de US$ 1,2 bilhão a US$ 1,5 bilhão (de R$ 3,9 bilhões a R$ 4,85 bilhões) ao ano para o Brasil", afirmou durante a visita.
O ministro também falou que poderá haver parcerias com outros países para a expansão do projeto em Alcântara. "Rússia, França, Israel e Estados Unidos já demonstraram interesse. Também garantiremos a participação de empresas e órgãos nacionais", disse.

Agência espacial será reformulada
No início do mês, o presidente Michel Temer publicou um decreto criando o CDPEB (Comitê de Desenvolvimento do Programa Espacial Brasileiro). O colegiado, que terá prazo de 360 dias para concluir os seus trabalhos, terá como objetivos fixar, por meio de resoluções, diretrizes e metas para a potencialização do Programa Espacial Brasileiro e supervisionar a execução das medidas propostas.
De acordo com o major-brigadeiro Aguiar, esse é o primeiro passo de uma reformulação que visa fortalecer o PEB (Programa Espacial Brasileiro). "Acredito que até março, a AEB [Agência Espacial Brasileira] será vinculada diretamente à Casa Civil da Presidência da República.
Hoje, a AEB está subordinada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações." A Casa Civil não confirmou nem negou a mudança de estrutura na AEB.
Uma pessoa ligada à Boeing confirma as negociações com a FAB e com a AEB. Oficialmente, no entanto, a empresa não se posiciona sobre o tema.
A reportagem procurou, por e-mail e por telefone, a SpaceX, a AEB e o Ministério das Relações Exteriores, por meio de suas assessorias de imprensa, para comentar o teor da reportagem e prestar informações adicionais. Não houve resposta até a publicação desta reportagem.

POLÍTICA | PPS define seus candidatos e quer a vice na chapa com governador Waldez

A festa do PPS em clube localizado no município de Santana | Foto: Divulgação
Cleber Barbosa
Da Redação

O Partido Popular Socialista (PPS) acaba de bater o martelo e define seus principais nomes para as eleições deste ano. Em assembleia realizada na noite desta sexta-feira (23) em Santana, a legenda homologou alguns de seus principais quadros para ir a busca de votos e alianças para o pleito de outubro. O PPS tem nomes para a disputa do Senado, Câmara, Assembleia e, Setentrião — na vice-governadoria.
O ex presidente da Assembleia Legislativa, Jorge Amanajás, será candidato a senador da república; Alan Salles, que já foi vice prefeito de Macapá, entra na disputa por uma cadeira na Câmara Federal; Mas a grande tacada do partido foi fechar questão em torno do nome do empresário santanense Josmar Chaves, para ser indicado como vice governador numa futura aliança com o PDT, do atual governador Waldez Góes.
Outros quadros do partido, como Magali Xavier e o ex prefeito de Santana Robson Rocha, deverão concorrer a deputado estadual, segundo fontes da legenda.
No Setentrião, ninguém disse nada agora à noite sobre a decisão do PPS, apesar de que por lá todos saberem que essa vice é um dos cargos mais desejados, claro, afinal o governador disputa a reeleição.

Confira o vídeo do lançamento do nome do empresário Josmar Pinto à vice de Waldez


Leia também:
POLÍTICA | Empresário Josmar Pinto explica decisão de entrar para a política partidária

POLÍTICA | Ex deputada Fátima Pelaes é reeleita para presidência do MDB Mulher

Fátima Pelaes segue à frente da presidência do MDB Mulher Nacional, junto com toda a diretoria nacional que teve o mandato renovado por mais um ano, por unanimidade, na reunião da Executiva Nacional realizada em Brasília. "A renovação do mandato nos dá condições de trabalhar para as eleições 2018. Queremos ter condições de fortalecer o MDB para eleger a maior bancada no Congresso, além de governadores em todo o Brasil, e continuarmos transformando o país", disse Fátima Pelaes.
Ela ratificou ainda que com tudo isso, espera resultados práticos com a crescente participação de mulheres na política.
Falando à reportagem, Fátima lembrou que como presidente do MDB Mulher Nacional, idealizou o programa Mulheres Transformadoras para engajar mais mulheres na política. "Então se você mulher faz alguma ação pela sua comunidade junte-se a nós e venha trazer suas ideias para a política", disse ela, por telefone, em mensagem endereçada às mulheres do Amapá.

DEFESA | Em artigo para a Veja, comandante do Exército fala sobre a missão no Rio

Árdua tarefa
Ao longo dos anos, o Exército brasileiro tem tido uma participação marcante na história do país, em especial nos momentos de crise. Sem jamais escolher a missão, a Força Terrestre vai muito além da sua vocação basilar de defesa da pátria. Ela tem desempenhado um papel ativo em uma gama variada de ações que incluem o apoio à garantia de votação e apuração durante as eleições, a segurança de grandes eventos, como a Olimpíada e a Copa do Mundo, oportunidades em que a imagem do país esteve em jogo, e em copiosas missões subsidiárias, como a distribuição assistencial de água à população nordestina.
Além disso, nas últimas duas décadas, o Exército tem participado de inúmeras missões de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) em todo o país, particularmente no Estado do Rio de Janeiro. Essa atuação tem se intensificado, oportunidades em que a Força Terrestre evidenciou a sua disponibilidade permanente e o seu espírito de cumprimento de missão, características inerentes ao soldado brasileiro. Esse estado de prontidão, materializado pelo atendimento tempestivo às necessidades da nação, alça as Forças Armadas ao topo das instituições com maior credibilidade junto à população brasileira.
Nas horas mais difíceis vivenciadas por nossa sociedade, o Exército esteve sempre presente, empregando todas as suas capacidades, para bem cumprir as suas missões constitucionais. No caso específico do Rio de Janeiro, diversos modelos operacionais foram adotados, com resultados positivos, mas que duraram apenas enquanto as tropas estiveram presentes no terreno.
No momento em que as tropas deixaram de atuar, os índices de criminalidade aumentaram, e a sensação de insegurança voltou a reinar no seio da população. A razão disso é que o tema da segurança pública é muito mais complexo, fazendo com que qualquer solução perene para essa questão demande o envolvimento de todos os poderes constituídos e ações que permeiem as esferas econômica, política e social.
Hoje chegamos a um novo patamar na abordagem da questão da segurança pública no Rio de Janeiro, no momento em que o presidente da República decidiu expedir um decreto estabelecendo uma intervenção federal no estado, nomeando como interventor um oficial general do Exército brasileiro.
Não por acaso um cidadão brasileiro fardado foi escolhido para exercer a função de interventor. O simbolismo dessa ação do governo federal evidencia a confiança depositada nas Forças Armadas, baluarte dos valores éticos e morais tão caros ao povo brasileiro, capazes de aglutinar outras instituições, de forma a atender aos apelos de uma sociedade ferida.
Nesse universo de organizações destacam-se os órgãos de segurança pública do Estado do Rio de Janeiro como instituições parceiras que vêm buscando cumprir as suas missões a despeito de todas as dificuldades enfrentadas, merecendo uma maior atenção das autoridades governamentais no atendimento de suas necessidades — essenciais ao desempenho adequado de suas funções.
A unidade de comando proporcionada pela nomeação do interventor amplia as possibilidades de êxito nessa árdua empreitada. Entretanto, para que ele possa alcançar os resultados desejados e factíveis no período de dez meses estabelecido pelo decreto presidencial, é fundamental que disponha de todos os meios necessários — sejam eles de ordem financeira, material, pessoal e, principalmente, legal, que só poderão ser disponibilizados se houver o comprometimento e a ação diligente dos três poderes constitucionais.
Convém salientar que a intervenção federal não é uma intervenção militar. Ela foi decretada pelo presidente da República, com base no artigo 34 da Constituição Federal, em um segmento específico da administração pública de um estado da federação, para fazer frente à escalada da criminalidade que tem vitimado a população do Rio de Janeiro.
Para que ela seja efetiva e alcance os resultados duradouros que a sociedade brasileira tanto anseia e merece, é fundamental a construção de um projeto de amplo espectro. Ele deve contemplar a elaboração de novas políticas públicas de segurança, a reestruturação das polícias militar e civil, incluindo a adoção de um novo modelo de governança, a reformulação da gestão prisional e a revisão da legislação penal vigente, entre outros aspectos relevantes.
Nesse escopo, espera-se uma cooperação efetiva do Poder Judiciário visando a garantir a segurança jurídica necessária às tropas, para que estas atuem com proatividade, bem como a proporcionar a desejável celeridade na condução dos processos legais, na expedição de mandados, e austeridade no julgamento dos casos levados à sua apreciação.
Na democracia, o Estado tem a prerrogativa legal do uso da força. A atitude da delinquência no Rio de Janeiro põe à prova essa exclusividade, provoca a instabilidade e a insegurança social. Considerando a gravidade do cenário, divulgado amplamente pela mídia nacional e internacional, é importante que medidas legais, em caráter excepcional, sejam estabelecidas para que os militares possam atuar com maior efetividade e obtenham os resultados almejados pela sociedade, sempre respeitando as garantias constitucionais.


As instituições militares têm se posicionado há décadas como organismos de Estado, fiéis cumpridoras do regramento democrático. É passado da hora de acreditar nas Forças Armadas e instrumentalizá-las legalmente para que possam fazer o seu trabalho. Mas, principalmente, é a hora de as instituições brasileiras mostrarem o valor que têm. É momento de união, de desprendimento de ambições menores, de focar soluções efetivas — que não são rápidas, que não são fáceis. A sociedade nos cobra isso.


Fonte: VEJA | Autor: Eduardo Villas Bôas

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Em carta ao povo do Amapá, Sarney relata gratidão e confirma sua aposentadoria

Ao povo do Amapá
Dirijo-me às minhas amigas e aos meus amigos do nosso querido Estado do Amapá, bem como a todo seu povo para lembrar que encerrei a minha vida política com a decisão tomada, desde a eleição passada, de não concorrer a mais nenhum cargo eletivo, em razão da minha idade e das dificuldades que tenho hoje para atender, plenamente, às obrigações para com o Estado do Amapá.
Como todos sabem, tenho residência em Brasília, no Maranhão e no Amapá. Pela lei, não tenho mais obrigatoriedade de votar. Assim, achei ser do meu dever transferir o meu título eleitoral para onde reside a minha família, que não é formada apenas por mim e minha mulher, mas também por filhos, netos, bisnetos, além de onze irmãos, dos quatorze que possuía.
Diante do fato de vivermos um ano eleitoral, de ter tido insistente apelo a uma possível candidatura minha e de aparecer em grande preferência nas pesquisas eleitorais no Amapá, não quero frustrar nem uns nem outros mantendo falsas expectativas, o que seria certa falta de consideração para com os que sempre estiveram comigo e me apoiaram, que têm o direito de novas oportunidades.
Assim, sem abandonar os meus vínculos e os meus deveres para com esse querido Estado, que me acolheu e me deu três mandatos de Senador, resolvi transferir o meu domicílio eleitoral para a cidade de São Luís, de onde saí.
Eu não digo “Adeus”, digo “Até logo”, pois meus vínculos com essa terra jamais se dissolverão, uma vez que a ela estou ligado por todos os laços, e não por domicílio eleitoral.
Tenho a consciência de que o Amapá hoje tem um grande futuro e está preparado para ser um importante Estado, sobretudo com as portas abertas para a juventude, que, quando aí cheguei, não tinha horizontes.
Assim é que deixo, como parte do meu trabalho, toda a infraestrutura do Estado do Amapá apta para seguir seu grande caminho.
A Zona de Livre Comércio, que ajudei a construir, deu uma nova perspectiva ao Estado e é hoje sua maior fonte de empregos e de desenvolvimento, tendo definido a sua História em dois momentos: antes e depois de existir.
Encontrei o Amapá com motores a óleo diesel e racionamento de energia elétrica durante todo o dia. Hoje o Estado é um exportador de energia, com as Usinas do Caldeirão, de Ferreira Gomes e de Santo Antônio. Além de uma coisa que nem eu mesmo acreditava que pudesse conseguir: influir para que o Linhão do Tucuruí colocasse o Amapá no Sistema Elétrico Nacional.
Deixo também a Zona Franca Verde, cujos primeiros projetos já estão sendo aprovados, que será, sem dúvida nenhuma, a complementação para a economia industrial do Amapá.
Consegui, por outro lado, salvar o Projeto Jari, uma das alavancas da economia de mercado de trabalho para o sul do Estado; que fizessem o Hospital Sarah Kubitschek, que tão grandes serviços tem prestado aos que mais precisam de ajuda, sobretudo às crianças – somente suas mães sabem o que isso significa para elas; em um Estado que não tinha terras, que fossem passadas terras da União para o Amapá; fundei a Universidade do Amapá, que sempre ajudei, e levei para o Estado as escolas profissionais de Porto Grande, de Macapá, de Santana, do Laranjal do Jari e do Oiapoque, com sua grande estrutura de ensino moderno, que se formaram com a criação de recursos humanos.
Foi importante a ajuda que dei ao prosseguimento dos estudos — que comecei ainda como Presidente da República, na época do Governo Nova da Costa — para a construção da ponte sobre o rio Araguari, a ponte sobre o rio Oiapoque e os recursos para a ponte sobre o rio Jari, que por três vezes foram mandados por mim e constitui uma grande frustração que ainda não tenha sido concluída.
Toda a minha atuação foi em obras estruturantes, que duram para sempre. É como dizia Rui Barbosa: “Plantar carvalho, que dura séculos, e não couve, que morre em 48 horas.”
Em todos os momentos, impedi que se cometessem injustiças ao funcionalismo, civil e militar, que defendi com todas as forças. Nunca deixei de defender as causas dos servidores, que passaram a receber o décimo terceiro salário porque o criei quando exerci a Presidência da República.
Não quero fazer um relatório do que deixo, porque não deixarei nunca de trabalhar pelo Estado do Amapá, pelo qual lutarei até a morte.
Devo ressaltar que, do meu lado intelectual, também criei duas obras definitivas para o Estado: a primeira é a história do Amapá — “Amapá, a terra onde o Brasil começa” —, que escrevi e que hoje é a única obra à disposição de estudantes e intelectuais. E a segunda: no meu romance “Saraminda”, a ação se passa numa área do Amapá — esse livro hoje é referência na literatura brasileira e na mundial, para a qual foi traduzido em 12 línguas.
Trabalho ainda e, se Deus me permitir com alguns anos mais pela frente, entregarei um Guia Sentimental do Amapá, para o qual venho colhendo notas e trabalhando há tempos.
A todos que me apoiaram, que me deram três vitórias, a minha mais comovida gratidão.
Agora que estou desobrigado de votar, quero, simbolicamente, eleger o Estado do Amapá como grande destinatário do meu trabalho.


José Sarney é jornalista, escritor e advogado. Ex presidente da República e ex senador pelo Amapá

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

POLÍTICA | Gabinete de Davi confirma nomeação de Antônio Feijão como consultor

O senador Davi Alcolumbre, na presidência da Comissão de Meio Ambiente | Foto: Edilson Rodrigues/Ag. Senado

Cleber Barbosa
Da Redação

O gabinete do senador Davi Alcolumbre (DEM-AP) confirmou nesta segunda-feira (19) que o geólogo e ex deputado federal Antônio Feijão é mesmo servidor lotado no escritório do parlamentar amapaense. A informação foi confirmada pelo chefe do gabinete, Paulo Boudens, em telefonema à nossa Redação. Feijão foi preso na semana passada, durante deflagração pela Polícia Federal da operação “Garimpeiros da Propina” em Macapá e Calçoene.
Segundo as informações do gabinete de Davi, o geólogo e também advogado Antônio Feijão na verdade prestava consultoria para a Comissão de Meio Ambiente (CMA) do Senado Federal, que tem desde o ano passado Davi Alcolumbre como presidente. “Mas como o Feijão reside em Macapá e o Senado exige que para esses casos o vínculo fique com o gabinete parlamentar no estado, ele acabou tendo sua lotação como servidor nosso”, explicou Paulo.
O representante do senador do Amapá disse ainda que Feijão era verdadeira sumidade em se tratando de matéria mineral, tanto que prestou relevantes serviços a aquela Comissão, especialmente durante a celeuma em torno do decreto de extinção da Renca (Reserva Nacional de Cobre a Associados), no ano passado. “Ele também realizou um estudo sobre desmatamento e outras questões ambientais do Amapá e da Amazônia que o senador apresentou por ocasião da COP-23, na Alemanha, quando Davi representou o Senado”, recorda o chefe de gabinete. 

No cargo
Ainda de acordo com informações do gabinete de Davi, o geólogo Antônio da Justa Feijão não foi exonerado do cargo, pois a orientação do senador é no sentido de aguardar o desenrolar do caso em Macapá, pois durante a última semana apenas juízes substitutos haviam despachado no processo. A volta dos magistrados titulares poderá ensejar novas etapas para o processo de Feijão.
Paulo Boudens também diz que a nomeação do sobrinho de Feijão para ser superintendente do antigo DNPM no Amapá, hoje ANM, Tiago da Justa, não é da alçada ou indicação do senador Davi, que só admite a indicação do superintendente da Funasa no Amapá, Fabio Muniz. A cunhada de Davi, Liely Gonçalves de Andrade, nomeada como Superintendente do Patrimônio da União no Amapá é ainda mais antiga e não tem relação com o mandato de Davi.

Acaso
Por uma incrível ironia do destino, a última contribuição de Antônio Feijão para a Comissão de Meio Ambiente (CMA) é um projeto de autoria do próprio senador Davi Alcolumbre, que deve ser votada nesta terça-feira (20), a partir das 11h30. É um projeto de lei que agrava a pena para quem extrai recursos minerais sem autorização, permissão, concessão ou licença, ou em desacordo com a liberação obtida do poder público. O projeto do senador amapaense trata do crime previsto na Lei dos Crimes Ambientais que consiste em “executar pesquisa, lavra ou extração de recursos minerais sem a competente autorização, permissão, concessão ou licença, ou em desacordo com a obtida”. A punição para o ato, hoje em seis meses a um ano de detenção, passaria a ser de um a cinco anos de reclusão, mantida a aplicação de multa.

MINERAÇÃO | Ministério exonera superintendente do DNPM Amapá e nomeia servidor

O novo titular do DNPM [atual Agência Nacional de Mineração] é o servidor George Souza
O Ministério das Minas e Energia (MME) decidiu pela exoneração sumária do superintendente do DNPM (Departamento Nacional da Produção Mineral) no Amapá, Thiago da Justa Ribeiro, que foi detido por ocasião da Operação Garimpeiros da Propina, realizada pela Polícia Federal no Amapá na semana passada. O substituto é um servidor de carreira do próprio órgão, identificado como George Moraes de Souza.
A informação foi confirmada nesta segunda-feira (19) em Brasília, pelo geólogo Paulo Ribeiro de Santana, que é do gabinete do ministro. Ele encaminhou cópia do Diário Oficial da União, datado do dia 15 de fevereiro deste ano. “Somos o órgão mais transparente do país, a exoneração foi no dia seguinte à operação”, reforçou o assessor.
Fac-Simile com a reprodução da Portaria de exoneração do superintendente do DNPM no Amapá

EDUCAÇÃO | Site do FIES trava e gera polêmica sobre horário correto de inscrições

Cena comum nesta segunda-feira em Macapá: jovens tentando acesso á página do Fies | Foto: Bruno Gabriel
Cleber Barbosa 
Da Redação

Pais ou responsáveis por milhares de jovens que estão buscando fazer a inscrição no processo federal de Financiamento Estudantil (Fies) estão encontrando inúmeras dificuldades de acesso em Macapá. Hoje é o primeiro dia para realizar as simulações de financiamento e esperar o deferimento.
O prazo final é 28 de fevereiro, mas a maioria decidiu tentar logo nas primeiras horas, levando ao travamento do site do MEC. Algumas faculdades particulares que agendaram atendimento a candidatos alegaram que o problema teria sido em Macapá, com o rompimento de um cabo de transmissão de dados, mas essa informação foi descartada agora há pouco pelo empresário Fábio Renato, dono de um dos maiores provedores de internet do Amapá. "Essa é uma informação descabida, pois se as pessoas estão conseguindo navegar, acessando o site do Fies inclusive, claro que o problema é lá no site do Ministério da Educação", resumiu.

Outro lado
A página de inscrição do FIES ainda não disponibiliza acesso 
Por telefone, a reportagem entrou em contato com a assessoria de comunicação do Ministério da Educação, em Brasília. A informação repassada pelos jornalistas foi de que segundo as regras do edital hoje é o primeiro dia para disponibilizar as inscrições, mas não define horário. "Então a gente pode fazer isso até às 23h59 minutos de hoje", respondeu o assessor de imprensa Rafael Ortega.

AGRO | De vocação agropecuária, município de Calçoene é o mais chuvoso do Brasil

Entrada do município de Calçoene, na região da Costa do Amapá | Foto: Skyscraper City
Portal do Agro

Após analisar séries históricas de chuvas em mais de 400 estações localizadas na região amazônica, o município de Calçoene, no Amapá, com uma precipitação média anual de 4.165 mm, foi identificado como o local mais chuvoso do Brasil. O município, de apenas 7.000 habitantes, localiza-se no extremo norte do Brasil, na micro-região do Oiapoque, e abrange uma área de aproximadamente 14.000 km2. As principais atividades produtivas são a agropecuária, a silvicultura e o garimpo de ouro. A descoberta do ouro no rio Calçoene culminou com o surgimento de vários conflitos entre brasileiros e franceses de Caiena pela posse da terra, a qual foi, em 1900, anexada ao território brasileiro.
Anteriormente, a literatura citava a região da Serra do Mar, entre Paranapiacaba e Itapanhaú, em São Paulo, com uma precipitação média anual de 3.600 mm, como o local mais chuvoso do país. Segundo Daniel Pereira Guimarães, pesquisador da Embrapa Milho e Sorgo, situada em Sete Lagoas, MG, a falta de dados de registros históricos consistentes e de longa duração limitava esses estudos. A partir da criação da ANA (Agência Nacional das Águas), foram organizados bancos de dados contendo milhares de séries históricas em todos os estados da federação.
Era natural de se supor que, na Amazônia, estariam os locais de maior pluviosidade. Segundo o pesquisador, a caracterização climática de uma região deve-se basear em dados consistentes e coletados por, pelo menos, 30 anos, fato ocorrido recentemente com a estação de Calçoene.

Medições
O Atlas Climatológico para a Amazônia Legal, elaborado pelo Inmet, em 2001, baseou-se em apenas 100 estações e registros de séries históricas de dez anos. Com essa nova abordagem, informações mais detalhadas puderam ser obtidas para a região. A precipitação em Calçoene é cerca de três vezes maior que a registrada na cidade de São Paulo.
Entre janeiro e junho, praticamente todos os meses registram mais de 25 dias de chuva, ou seja, chove quase todos os dias. No ano de 2000, foram registrados quase 7.000 milímetros de chuva. A pesquisa permitiu a elaboração de um novo mapa da precipitação na região amazônica e mostra que existe uma enorme variação nos padrões de distribuição das chuvas.
Roraima apresenta áreas no nordeste do estado onde a precipitação é muito inferior à média regional e a distribuição das chuvas mostra maior concentração nos meses de maio a julho, enquanto, nos demais estados, essa concentração se dá entre janeiro e abril. Áreas de baixa pluviosidade são também observadas no sul dos estados de Tocantins e Rondônia. Conforme o pesquisador, no Pantanal Matogrossense, as precipitações são tão baixas quanto as registradas no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, região do Polígono das Secas.
As áreas de maiores precipitações ocorrem no litoral do Amapá e na região do estado do Amazonas conhecida como “Cabeça de Cachorro”. Em ambas, existem zonas onde as precipitações médias superam os 4.000 milímetros mensais.
 A identificação de Calçoene como o local mais chuvoso do Brasil coloca mais lenha na fogueira sobre a recente descoberta de um sítio arqueológico nesse local. O “Stonehenge Amazônico” é formado por 127 granitos megalíticos alinhados de forma circular, o que lembra um observatório astronômico, foi construído no período pré-colombiano e, curiosamente, no local de maior incidência de chuvas. Seria coincidência?”

SAÚDE | Flagrantes de descaso e desumanidade em posto de saúde de Macapá

Funcionário da limpeza manuseia lixo hospitalar sem nenhuma proteção no posto de saúde | Arte: Bruno Gabriel
Cleber Barbosa
Da Redação

Pacientes e seus familiares denunciam verdadeiros absurdos ocorridos em um posto de saúde na periferia de Macapá, durante a noite do último sábado (17), na zona norte da capital. Foi na UBS Marcelo Cândia, que curiosamente é uma das que foi reformada na atual gestão municipal. Leitos sem cobertores, cadeiras rasgadas, além de outros equipamentos em mau estado de conservação e até enferrujados eram usados pela até esforçada equipe de enfermagem.
Em fotos enviadas à nossa Redação, essas pessoas demonstraram indignação. Mas o maior absurdo foi ver em que condições o único funcionário da limpeza trabalhava. Sem nenhum EPI (equipamento de proteção individual) ou mesmo uniforme, ele percorria de sandálias de dedo o local, fazendo faxina nas instalações da unidade de saúde com uma roupa pessoal, sem luvas, botas, avental e ainda manuseava o lixo hospitalar sem nenhuma proteção – uma afronta a regras de segurança do trabalho.
Também havia reclamação em relação a moscas, mas os familiares de pacientes disseram que nem adiantava pedir apoio, pois as equipes de limpeza dizem simplesmente não haver material de higienização, uniformes e até os salários estão atrasados. A nossa equipe foi pessoalmente à UPA administrada pela Prefeitura de Macapá, para checar a veracidade das imagens. Era tudo verdade, infelizmente.
Segundo algumas pessoas que aguardavam atendimento, as equipes de enfermagem e a maiorias dos médicos até presta um atendimento aceitável, mesmo com todas as limitações. “Com raras exceções, de médicos que atendem a gente com a porta aberta, muito rápido e em alguns casos sem sequer olhar na cara da gente, imagina nos examinar”, disse uma senhora.

Flagrantes
A cadeira de rodas tem o encosto amparado por ataduras; suporte de soro totalmente enferrujado
A cadeira para aplicação de injeções tem o apoio de braço todo rasgado; servidor da limpeza de sandálias e sem luvas
Na sala de espera, o estado das cadeiras para pacientes e familiares dispensa comentários | Fotos: Cleber Barbosa
Outro lado
A reportagem entrou em contato com a Prefeitura de Macapá, por meio de telefonema ao coordenador de comunicação, Diniz Sena. Ele se disse surpreso com as informações, pediu o envio das imagens para comprova-las e disse que acionará a Secretaria de Saúde da PMM para pedir providências. Ele também disse que a unidade Marcelo Cândia realmente passou por reforma na atual gestão, mas que não foi uma intervenção completa. “Como a gente vem fazendo agora em outras duas unidades da capital”, completou o assessor.

POLÍTICA | Justiça Eleitoral alerta sobre prazo final para regularizar o título de eleitor

A Justiça Eleitoral vem intensificando a divulgação do calendário eleitoral 2018, alertando o eleitor para as datas a serem cumpridas, antecedendo o pleito eleitoral. Uma campanha institucional começou a ser veiculada nesta segunda-feira (19), nos principais veículos de comunicação do país.
O Tribunal Superior Eleitoral iniciou essa campanha chamando a atenção para não perderem o prazo final para regularizar o título de eleitor. Conforme a legislação vigente, para poder votar nas eleições deste ano, o cidadão deve regularizar a situação até o dia 9 de maio.
“Milhões de brasileiros estão convocados a fazer as suas vozes e corações falarem mais alto pela democracia. Não deixe para a última hora porque a democracia é feita com a participação de todos”, convoca o vídeo de um minuto.

Acessibilidade
Dia 9 de maio também é o prazo final para que pessoas com deficiência que necessitam de atendimento especial informem sua situação à Justiça Eleitoral para que sejam remanejadas para uma seção adaptada.

Com informações do TSE

domingo, 18 de fevereiro de 2018

OPINIÃO | Notas da coluna ARGUMENTOS, domingo, dia 18 de fevereiro de 2018.


Caiena

Uma guianense, filha de pais brasileiros, roubou a cena ontem em uma contundente participação em nosso programa Conexão Brasília. Ela virou youtuber e mantém em seu canal valiosas informações a respeito da vida dos brasileiros na condição de imigrantes.

Lucidez

Vaneza Ferreira, de 23 anos, demonstra grande maturidade e visão crítica a respeito dos dissabores de tentar ganhar a vida por lá, com o preconceito de alguns em relação à mulher brasileira, infelizmente.

Desabafo

A íntegra da manifestação da brasileira, que faz um desabafo sobre essa e outras situações, você poderá conferir visitando nosso Blog, onde está o vídeo produzido por ela. Acesse www.cleberbarbosa.net.

Greve

Os bancários estão anunciando para a próxima segunda-feira uma paralisação em todo o país. A classe dos rodoviários também promete engrossar o coro dos descontentes com relação à reforma da previdência.

Web

As redes sociais repercutem insatisfação de muitos militares em relação a essa intervenção na segurança pública no Rio de Janeiro. Expor a tropa, que deveria atuar contra o verdadeiro inimigo, não conpatrioras.

No rádio
O coordenador do Pronatec no Amapá, Agnaldo Figueira Silva, nos estúdios da Diário FM ontem, quando fazia um balanço do lançamento dos cursos técnicos e profissionalizantes para o calendário deste ano. Foram mais de 12 mil jovens e adolescentes inscritos, todos ávidos por qualificação e colocação no mercado de trabalho.

Politec

Ontem foi dia de trampo para 120 funcionários da Rede Super Fácil, que atuam nos boxes da Polícia Técnico-Científica. Eles estão sendo treinados para operar o novo Sistema de Identificação Civil (SIC) que deve ser implantado ainda este mês, nas unidades da capital e também nas seccionais.

Capacitação

Na verdade o sábado era o último dia do treinamento,que reúne técnicos do Super Fácil de Santana, Laranjal do Jari, Tartarugalzinho e Oiapoque. O treinamento teve duração de três dias no auditório da Universidade Estadual do Amapá (Ueap) e pela movimentação surtiu os efeitos desejados pela Politec.

Nomes

Com a nova plataforma o cidadão que deseja obter o registro do nome social poderá procurar as unidades do Siac que possuem box de atendimento da Politec e fazer a solicitação. Os requerentes terão seus dados cadastrados e posteriormente serão informados da data de entrega.

EDUCAÇÃO | Unifap divulga na segunda-feira o resultado do Processo Seletivo 2018

A Universidade Federal do Amapá (Unifap) divulgará na próxima segunda-feira, 19, às 15h, o resultado do Processo Seletivo (PS 2018) da Instituição, que selecionou candidatos para as vagas nos cursos de graduação presenciais do campus Marco Zero do Equador, em Macapá (AP). O resultado final estará disponível no site do Departamento de Processos Seletivos e Concursos (Depsec) e também será transmitido pela Rádio Universitária (96,9 FM).
Foram ofertadas 711 vagas neste PS 2018, distribuídas em 30 cursos de graduação do campus Marco Zero do Equador, de um total de 1.400 disponibilizadas pela Universidade. As 689 vagas restantes foram preenchidas via Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Para atender ao que estabelece a Lei nº 12.711/12, a Unifap destinou 50% das vagas no PS 2018 a candidatos que cursaram integralmente o ensino médio em escolas públicas ou que tenham obtido certificado de conclusão com base no resultado do Enem, de exame nacional para certificação de competências de jovens e adultos ou de exames de certificação de competência ou de avaliação de jovens e adultos realizados pelos sistemas estaduais de ensino.
Para participarem do certame, os candidatos tinham que ter participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2017 ou 2016 e ter concluído o ensino médio até o período de matrícula, caso aprovados no PS 2018. A seleção dos candidatos foi feita na ordem decrescente da pontuação obtida na soma das cinco notas do Enem 2017 ou 2016, em cada curso e de acordo com cada categoria estabelecida no Anexo I do edital de seleção.

OPINIÃO | Notas da coluna ARGUMENTOS, sábado, dia 17 de fevereiro de 2018.


Unifap

A Universidade Federal do Amapá divulgará na próxima segunda-feira, às 15 horas, o resultado do Processo Seletivo 2018, que selecionou candidatos para as vagas nos cursos de graduação presenciais do campus Marco Zero do Equador, em Macapá.

Resultado

O resultado final estará disponível no site do Departamento de Processos Seletivos e Concursos (Depsec) e também será transmitido pela Rádio Universitária e, claro, por toda a imprensa local. Bota música!

Números

Foram ofertadas 711 vagas distribuídas em 30 cursos de graduação de um total de 1.400 disponibilizadas pela Universidade. As 689 vagas restantes foram preenchidas via Sistema de Seleção Unificada (Sisu).

Folia

O Carnaval ainda não acabou, sabia? Ainda rola muita folia nas zonas sul e norte da capital desde ontem e vai até este sábado, apoio Governo do Estado, com trio elétrico, palco, som, iluminação e banheiros químicos.

Segurança

Os brincantes também contarão com aparato de segurança da PM. Na zona sul, durante o desfile do Bloco Congozada, policiais, viaturas e motocicletas, nos dois dias. Já na zona norte, tm o Bloco Fura Olho.

TAF
Candidatos habilitados ao Teste de Aptidão Física do concurso púbico para soldado da Polícia Militar tiveram a oportunidade de conhecer o local onde a próxima fase será aplicada. O espaço do Comando Geral da PM/AP foi disponibilizado pelo Governo do Estado, durante os dias 14 e 15 de fevereiro. 
Na foto, uma futura PM manda ver!

Chuvas

Após analisar séries históricas de chuvas em mais de 400 estações localizadas na região amazônica, o município de Calçoene, no Amapá, com uma precipitação média anual de 4.165 mm, foi identificado como o local mais chuvoso do Brasil. Havia quem dissesse que era a vizinha Belém a mais chuvosa.

Favorável

As principais atividades produtivas de Calçoene são a agropecuária, a silvicultura e o garimpo de ouro. A descoberta do ouro no rio Calçoene culminou com o surgimento de vários conflitos entre brasileiros e franceses de Caiena pela posse da terra, a qual foi, em 1900, anexada ao território brasileiro.

Tabu

Anteriormente, a literatura citava a região da Serra do Mar, entre Paranapiacaba e Itapanhaú, em São Paulo, com uma precipitação média anual de 3.600 mm, como o local mais chuvoso do país. Segundo Daniel Pereira Guimarães, pesquisador da Embrapa Milho e Sorgo.

ENTREVISTA | “Centro de convenções ajuda a captar eventos e fortalece o turismo”

PAULO GURGEL: O professor na Diário FM explica desafios para o setor de turismo do estado do Amapá em 201.
Um dos mais respeitados profissionais do chamado Trade Turístico do Amapá, o professor Paulo de Tarso Gurgel foi ao rádio ontem falar a respeito das suas observações e projeções para o setor no estado. Em entrevista ao programa Conexão Brasília, na Diário FM, o especialista comentou também sobre as equivocadas estratégias de promoção do país no exterior, com um excesso de sensualidade até nos impressos e folheteria, o que até hoje contribui para o chamado turismo sexual, tanto aqui como em lugares próximos, na Guiana Francesa. A definição de um calendário de receptivos a navios de cruzeiro e a possibilidade do projeto de um centro de convenções em Macapá sair do papel renovam as esperanças para profissionais como ele, que atua na formação de mão de obra para as futuras demandas do setor.

Cleber Barbosa 
Da Redação

Blog do Cleber – Professor, esta semana uma brasileira deu o que falar ao postar um vídeo em tom de desabafo a respeito de como as mulheres do Brasil são tratadas no exterior, preconceito e exploração sexual no debate. O que o senhor acha disso?
Paulo Gurgel – Eu creio que tudo passa por essa questão macro, um olhar global, pois assistimos todos os dias na televisão, nos rádios e nos jornais a questão da migração, as pessoas saindo de seus locais de origem ou de nascimento por várias situações, guerras, fratricidas, dentre outras, mas principalmente a questão econômica. E sempre vai ocorrer por parte daqueles que os recebem uma animosidade. O Brasil hoje passa por isso, com a questão dos venezuelanos em Pacaraima, em Roraima. O Brasil está regularizando aqueles irmãos, vamos dizer assim, é uma questão crucial inclusive, saber que tipo de habilitação, formação ou qualificação possuem para inserir esses cidadãos no mercado de trabalho. É difícil, pois já estamos numa crise que não atende às nossas próprias peculiaridades, condições, imagine os estrangeiros.
Blog – E sobre esse recorte especificamente, das mulheres brasileiras professor?
Paulo – Sim, outro grave problema, sobre como a mulher é vista ao sair do seu próprio lar, do seu próprio país para buscar o emprego, a própria valorização profissional, enfim, então entendo também ser uma questão global.
Blog – Um estudo recente de um pesquisador da Unifap, o professor Manoel Pinto, diz que em relação à Guiana Francesa as brasileiras na verdade não estariam mais naquela estratégia de conseguir um casamento por lá para conseguir se legalizar.
Paulo – Sim, endossamos o que ele concluiu, que inclusive está trabalhando com o curso de guias de turismo, com a história regional no município de Mazagão, e com certeza essa visão que ele tem sobre essa questão trabalhista, da questão das migrações, dentro de uma contextualização na história e também sobre o que nós podemos trabalhar o turismo. Não estou dizendo que essa questão do deslocamento tem a ver com turismo, mas é que o turismo é essa atividade multidisciplinar, então nós estamos engajados com a geografia, com a sociologia, a história, entre outras disciplinas.
Blog – Outra questão abordada pela brasileira no vídeo tem a ver com a imagem sensual e de libido exacerbada da mulher, inclusive por muito tempo a folheteria, os impressos de divulgação do Brasil no exterior usou imagens de mulatas no carnaval ou de moças de biquíni nas praias do Rio não é mesmo?
Paulo – Sim, contribuiu negativamente para a própria imagem do Brasil lá fora, usando a mulher neste sentido, num estereótipo mesmo.
Blog – E esse estudo do pesquisador da Unifap mostrou ainda que as mulheres brasileiras hoje querem mesmo é dominar o idioma e buscar uma colocação no mercado de trabalho lá na Guiana Francesa. 
Paulo – O que é muito bom, afinal aquela história de arrumar casamente ficou para trás, afinal elas concluíram que o choque cultural é muito grande, não compensa. Mas devo dizer ainda que em relação ao mercado de trabalho do turismo as mulheres aqui no Amapá são maioria, eu creio que temos mais mulheres atuando em gerenciamento do que o próprio homem. Isso nós temos dados, levantamentos das agências de viagem, gerenciamento de hotéis, entre outros setores onde a mulher está muito presente.
Blog  – O ano começou com esperanças renovadas para o setor do turismo por aqui, com dinheiro alocado para a construção de um centro de convenções e com a abertura do calendário de cruzeiros passando por aqui. O senhor também está otimista?
Paulo – Sim, realmente, essa questão do centro de convenções é uma luta antiga, desde a criação da própria Secretaria Estadual do Turismo, com a hoje ministra de políticas para a mulher, Fátima Pelaes como titular, tendo iniciado essas tratativas ainda com o Jurandil Juarez [parlamentar à época] com a primeira proposta para o lançamento da obra de um centro de convenções. É, portanto, uma luta quase que dantesca sobre isso, que nós precisamos muito para a captação de eventos e de espaços condizentes para a realização desses eventos. Macapá é uma das últimas cidades em que as pessoas querem fazer os seus eventos profissionais, de engenharia, de medicina, pois nós não temos essa infraestrutura no que concerne à capacidade com pelo menos mil a mil e quinhentas pessoas. O que nós trabalhamos hoje são pequenos eventos com 400 a 600 participantes até mesmo em decorrência da própria capacidade hoteleira que a cidade apresenta – hoje em torno de 1 mil a 1,2 mil leitos.
Blog – E em relação à formação de mão de obra para a indústria hoteleira, professor, já que é uma praia digamos assim, lá nos cursos de turismo do CEPA?
Paulo – Isso, nós trabalhamos principalmente com o programa federal Pronatec, hoje com a especificação de Mediotec, na formação de técnicos em hotelaria, onde o Cepa JOB já formou em torno de 60 pessoas. Mas dentro dessa concepção dos programas federais do Pronatec, nós já tivemos outros cursos para a segmentação hoteleira, como recepcionistas, governantas, arrumadeiras, entre outros, como agora estamos concluindo o curso para técnicos em guias de turismo lá em Oiapoque e em Mazagão Novo.
Blog – Recentemente foi notícia o fato de muitos candidatos a concursos públicos no Amapá que vieram de outros estados terem encontrado muitas dificuldades na rede hoteleira local, inclusive para fazer reservas pela internet. Com o incremento do turismo toda essa cadeira produtiva tende a melhorar professor?
Paulo – Sim, com certeza, daí a importância da qualificação de mão de obra, ou seja, preparar o seu empreendimento como agência de viagem, hotel, pousada, restaurante, para essas futuras demandas, que vem com planejamento. Eu creio que nós temos um plano estadual de turismo e que agora é preciso pontuar cada etapa, ver o que está precisando ser feito e modificado, atualizado, pois lembro que foi lançado à época da secretária Syntia Lamarão na Setur. Falta a aplicabilidade correta, adequações, investimentos.
Blog – Obrigado por sua entrevista professor e bom trabalhado na formação dessas novas gerações do profissionais do turismo.
Paulo – Obrigado e mais uma vez deixo um abraço aos nossos alunos, nossos colegas na área do turismo que nos acompanham e aos nossos leitores. Para terminar, posso dizer que o turismo é aquilo que a gente costuma dizer bem no popular, “uma cachaça” que a gente tem dificuldade de sair... [risos] Um abraço a todos!

Perfil

Entrevistado. O professor Paulo de Tarso Gurgel tem 65 anos, nasceu em Caraúbas/RN, mas mudou-se aos três anos para o Amapá. É bacharel em Turismo, pós-graduado em Elaboração e Avaliação de Projetos e ainda possui licenciatura plena em História, sempre pela Universidade Federal do Pará (UFPA). Foi diretor do DETUR (Departamento Estadual do Turismo) e depois com a criação da SETUR (Secretaria Estadual do Turismo) atuou como diretor de Desenvolvimento do Turismo. Desde 2000 é professor e coordenador dos cursos de turismo e hotelaria do CEPA JOB (Centro Profissionalizante do Amapá).

domingo, 11 de fevereiro de 2018

OPINIÃO | Notas da coluna ARGUMENTOS, domingo, dia 11 de fevereiro de 2018.


Unidade

O presidente da Fecomércio, Eliezir Viterbino, foi ontem ao rádio, para avaliar a mobilização de empresários e lideranças políticas locais à Brasília, durante a semana. Foi para forçar a derrubada do veto de Temer à Lei do Refis das Micro e Pequenas Empresas.

Força

Viterbino diz que a Frente Parlamentar em Defesa das Micro e Pequenas Empresas reúne 308 parlamentares no Congresso Nacional. De todas as empresas do país, 98% são classificadas como micros ou pequenas.

Empregos

Essa pressão não é à toa, pois o setor gera 54% dos empregos do Brasil. “Esses números, por si só, já mostram a relevância do tema”, argumenta Viter, que também dirige a Agência Amapá de Desenvolvimento.

Berlinda

Em uma semana de turbulência no Parlamento Estadual, tendo como protagonista o novel deputado Haroldo Abdon, eis que desaba sobre sua cabeça a possibilidade de voltar à suplência da deputada Mira Rocha.

Choque

É que um ministro do STJ concedeu liminar com efeito suspensivo a recurso especial interposto pela defesa de Mira Rocha. Abdon vem em rota de colisão com os mais antigos – e poderosos – da Casa.

Petrolina
O presidente da Cooperativa Garimpeira Estadual, Chico Nogueira, na foto com o ministro das minas e energia, Fernando Coelho Filho, em Pernambuco. Na pauta, o pleito dos trabalhadores que aspiram reabrir a atividade por aqui, depois de uma crise gerada desde as últimas operações da União no estado do Amapá.

Agro

A primeira estimativa de 2018 para a safra amapaense de cereais, leguminosas e oleaginosas totalizou 62.905 toneladas, resultado 7,3% superior ao obtido em 2017 (58.608 toneladas), representando aumento de 4.297 toneladas. Soja, o principal produto deste grupo, representa 92,6%.

Alimentos

Em relação ao ano anterior, o IBGE diz que houve acréscimo de 6,9% na área da soja, de 1,2% na área de milho, de 8,9% na área de arroz e de 7,4% na área de feijão. Quanto à produção, devem ocorrer acréscimos de 7,1% para a soja, 3,9% para o milho, 18,2% para o arroz e de 10,7% para o feijão.

IBGE

O levantamento é uma pesquisa mensal de previsão e acompanhamento das safras dos principais produtos agrícolas, cujas informações são obtidas por intermédio das comissões municipais e/ou regionais, consolidadas em nível estadual pela Coordenação de Estatística.