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terça-feira, 28 de março de 2017

Greves na Guiana Francesa adiam lançamento de satélite brasileiro em Kourou

A greve geral dos trabalhadores franceses que também atinge a Guiana Francesa provocou o cancelamento do lançamento do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicação – SGDC, inicialmente programado para a semana passada e depois transferido novamente e agora está oficialmente adiado, sem data definida. O satélite seria lançado pelo foguete Arianespace VA236 da base de Kouru, na Guiana Francesa.

O cancelamento do lançamento foi anunciado hoje, 21, em comunicado em seu site pela Telebras. A comitiva de representantes do Brasil, formada pelos secretários do MCTIC, André Borges, das Telecomunicações; e Maximiliano Martinhão, das Telecomunicações; pelo presidente da Telebras, Antonio Loss; e pelo diretor do Departamento de Banda Larga do MCTIC, Artur Coimbra; já está retornando ao país.

O satélite
O SGDC é o primeiro satélite geoestacionário brasileiro de uso civil e militar. Adquirido pela Telebras, o equipamento tem uma banda Ka, que será utilizada para comunicações estratégicas do governo e para ampliar a oferta de banda larga no país, especialmente nas áreas remotas, e uma banda X, que corresponde a 30% da capacidade do satélite, de uso exclusivo das Forças Armadas.
Com 5,8 toneladas e 5 metros de altura, o satélite ficará posicionado a uma distância de 36 mil quilômetros da superfície da Terra, cobrindo todo o território brasileiro e o Oceano Atlântico. A capacidade de operação do SGDC é de 18 anos.
Além de assegurar a independência e a soberania das comunicações de defesa, o acordo de construção do satélite envolveu amplo processo de absorção e transferência de tecnologia, com o envio de 50 profissionais brasileiros para as instalações da Thales Alenia Space, empresa responsável pela construção do equipamento, em Cannes e Toulouse, na França. São especialistas da Agência Espacial Brasileira (AEB) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), entidades vinculadas ao MCTIC, além das empresas Visiona e Telebras.

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