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sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Com 68% de rejeição e Gilvam à frente para o Senado, PSB deve descartar Dora

DA EDITORIA


O cenário político das eleições de 2014 começa a se definir. Na terça-feira, 12, o Ibope jogou pimenta na salada com a primeira pesquisa do instituto encomendada pela Rede Amazônica de Televisão. O resultado caiu como uma bomba, principalmente, nas redes sociais, que hoje são palco dos debates entre simpatizantes e militantes das coligações. De acordo com a pesquisa, Waldez Góes tem 40% das intenções de voto. Em segundo vem Lucas Barreto, 15%, e Camilo Capiberibe, 12%. Jorge Amanajás e Bruno Mineiro ficaram com 7% da preferência do eleitor. O Ibope confirmou a rejeição gigantesca da gestão de Camilo Capiberibe em 68% quando a pergunta feita ao eleitor foi: Em quem você não votaria em hipótese alguma? Outro ponto negativo foi a avaliação do governo. 50% dos eleitores a classificaram como péssima. 25% como ruim e 15% regular. Deduz-se que o desaprovo da gestão de Camilo chega a casa dos 75,5%. No fim do ano passado, o Ibope divulgou pesquisa onde a rejeição da atual gestão ficou em 73%, o que significa que o quadro ainda é o mesmo. Em entrevista dada a uma rádio local, o gestor reagiu aos números com ataques à oposição e nomeou os culpados. Para ele, a razão principal de seu declínio junto à opinião pública é o ex-senador Gilvam Borges, que respondeu às ofensas dizendo que “a oposição só prospera quando a gestão é incompetente”. Já o candidato Waldez Góes rebateu as críticas dizendo que “a rejeição da atual gestão é enorme porque se preocupa muito mais em perseguir e brigar do que em administrar o Estado”.



Na avaliação dos especialistas políticos, os números tendem a mudar, mas dando certo conforto a quem está na dianteira.  Atual gestão tem contra si a antipatia do eleitor em um percentual que beira os 70%, número que faria desistir o mais experiente e criativo marqueteiro político. No meio publicitário diz-se que até 50% é um nível difícil, mas possível de reversão. Mais que isso é suicídio. 
Por outro lado, uma outra guerra começa a se desenhar. Correm rumores de que diante do atual contexto, a situação já estaria buscando as alianças “por baixo dos panos”, mantidas em segredo durante a campanha e só reveladas horas antes da votação ou até mesmo depois. A estratégia já ocorreu em 2012 nas eleições municipais, ocasião em que o PSOL do então candidato Clécio Luís escondeu a aliança com o PSB até o último momento. O motivo naquela época, já era a imensa rejeição do povo ao governo. As alianças e rompimentos de acordos estariam sendo motivados pelo percentual de preferência alcançado pelo candidato Gilvam Borges (PMDB), que segundo o Ibope, tem 31% das intenções de voto ficando 11 pontos à frente do segundo colocado Davi Alcolumbre que alcançou 20%. Dora Nascimento, vice-governadora e candidata do PT e da situação obteve somente 5%, o que teria desesperado os caciques da gestão.


A alternativa para tentar frear Gilvam Borges não seria outra senão apoiar Davi descartando a aliança com o PT e esvaziando a candidatura de Dora, que sem o apoio do PSB entraria em colapso uma vez que o partido de Lula e Dilma, no Amapá, vem passando por um momento delicado de esfacelamento e sem ter nomes de expressão para colocar no cenário. Em curta análise, o PT é um partido de feudos que não consegue chegar à unidade. Várias lideranças, cada uma pensando de um jeito e agindo de acordo com seus interesses dentro de uma mesma sigla.

Para quem duvida de tal artimanha, basta novamente olhar para as eleições de 2012, quando o PSOL, dito de esquerda, não teve o mínimo pudor em se aliar com a extrema direita representada pelo Democratas e PTB, tudo para impedir a reeleição de Roberto Góes, do PDT. O mesmo acontece agora quando o adversário é Gilvam Borges. Pensar na possibilidade de ter um senador do PMDB como opositor tem dado calafrios na situação. E se a candidatura de Dora não decolou até agora não há qualquer remorso em descartá-la como peso morto. Davi então, com seus 20%, seria uma possibilidade de salvar o PSB do naufrágio. No vale tudo para não largar o osso, o Democratas é a bola da vez sendo a hora do PSB virar as costas deixando a estrela do partido da vice-governadora ainda mais solitária. O tempo dirá se a suposta aliança para frear Gilvam, de fato ocorrerá implícita ou explicitamente. Há quem diga que o Democratas aceitaria o reforço, mas sem nunca o declarar. O motivo é a alta rejeição do candidato do PSB tida como contagiosa considerando um histórico recente. Nas eleições municipais, Cristina Almeida, candidata da situação amargou uma vergonhosa derrota, assim como Marcivânia Flecha, apoiada pelo PSB em Santana, segundo maior colégio eleitoral do Amapá. Lá, dizem que apenas uma caminhada da candidata ao lado gestor foi suficiente para a derrota em uma eleição tida como ganha. Resta saber se o DEM vai querer correr o risco, mesmo escondendo tal apoio. Deixando o Senado e voltando ao cenário do governo, a briga pelo segundo lugar se desenha em um empate técnico. Lucas Barreto, com 15% tem três pontos à frente do candidato Camilo Capiberibe, com 12% das intenções de voto. Por sua vez, Lucas aparece estagnado com uma campanha morna e sem gás que ainda não caiu na simpatia do eleitor. Ainda não lembra a performance de 2010, quando esteve muito perto da vitória. A dificuldade de aceitação estaria associada à fraca atuação dele como vereador e a desconfiança da população com sua simpatia e devoção com o PSOL de Clécio Luís e Randolfe Rodrigues, que hoje também amargam larga rejeição junto ao eleitor. Nas redes sociais o quadro de rejeição da situação, tanto no âmbito estadual quanto municipal é clara. Em análise mais detalhada, ela seria fruto do claro desacerto de gestão. Nesta esfera e amargando uma terceira colocação mesmo com a máquina a seu favor, o PSB seguiria que caminho? À sua frente está Lucas e logo atrás Jorge Amanajás, com 7%. Alianças praticamente improváveis para tentar segurar Waldez. O partido da situação sofreu um significativo esvaziamento de aliados nos últimos meses sendo obrigado a ficar com o que restou no fundo da gaveta, no caso o PSOL, onde suas lideranças locais alimentam uma fidelidade canina por terem sido gerados em suas trincheiras. Na atual conjuntura, alternativas parecem não existir. Muitos dizem que ainda é cedo para afirmar alguma coisa ou que o horário de televisão e rádio ainda não começou para mexer no tabuleiro. De fato, ele pode modificar as coisas, mas é uma faca de dois gumes que pode ajudar e ao mesmo tempo piorar o que já está ruim. 

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