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quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

“Tivemos um ano bom, a bancada fecha o ano bem, com um bom desempenho”

Entrevista / EVANDRO COSTA MILHOMEN
Deputado federal, coordenador da Bancada em Brasília

Coordenador. A entrevista de Evandro Milhomen foi nos estúdios da rádio Diário FM ontem, no Conexão Brasília
E m uma conversa considerada franca, o atual coordenador da Bancada Federal do Amapá no Congresso Nacional, deputado Evandro Milhomen (PC do B-AP) faz um balanço do que foi o ano de 2012 para os interesses do Amapá em Brasília. Explica os pormenores de como se dá a alocação de recursos federais através das emendas parlamentares e quais os resultados práticos de toda a costura e articulações dos políticos na Capital Federal. Ele foi entrevistado pelo jornalista Cleber Barbosa e discorreu também sobre a quase certa participação de quadros do seu partido no futuro governo de Clécio Luiz na Prefeitura de Macapá. Os principais trechos da conversa o jornal Diário do Amapá publica a seguir. Acompanhe.


CLEBER BARBOSA 
DA REDAÇÃO

Em uma conversa considerada franca, o atual coordenador da Bancada Federal do Amapá no Congresso Nacional, deputado Evandro Milhomen (PC do B-AP) faz um balanço do que foi o ano de 2012 para os interesses do Amapá em Brasília. Explica os pormenores de como se dá a alocação de recursos federais através das emendas parlamentares e quais os resultados práticos de toda a costura e articulações dos políticos na Capital Federal. Ele foi entrevistado pelo jornalista Cleber Barbosa e discorreu também sobre a quase certa participação de quadros do seu partido no futuro governo de Clécio Luiz na Prefeitura de Macapá. Os principais trechos da conversa o jornal Diário do Amapá publica a seguir. Acompanhe.


Diário do Amapá – O ano está terminando e nessa época parlamentares federais até sacrificam o fim de semana para ficar em Brasília tentando a liberação de recursos federais. Costuma dar certo?
Evandro Milhomen – Sim, nós conseguimos bons resultados este ano, com relação principalmente às emendas de bancada, pois a nossa bancada teve grande atuação junto à Comissão de Orçamento e conseguimos alocar recursos significativos.

Diário – Não é uma tarefa fácil?
Milhomen – É que nós temos dificuldades na liberação destes recursos, mas à medida que vai se aproximando o final do ano o Governo sempre junta aquela sobra orçamentária e repassa aos estados para que definam em que emendas serão aplicadas.

Diário – Aí vale também as articulações, não é mesmo?
Milhomen – Sim, eu antes de voltar ao Amapá, na quinta-feira, estive com o presidente Sarney, ainda como presidente da República, aliás, fui o primeiro da bancada a ser recebido por ele... [risos] Então falei com ele sobre essas questões das emendas de bancada, então ele disse que trataria disso com a ministra Ideli [Salvati] para ver como seria tratado esse assunto das emendas parlamentares. Ficamos de nos encontrar de novo na segunda-feira que vem para ver o que realmente vai ser feito.

Diário – E quais as áreas prioritárias para a bancada assegurar dinheiro federal deputado?
Milhomen – Nós temos algumas questões que são mais urgentes, como projetos em andamento na área da saúde, onde há uma carência, uma necessidade maior de recursos no Estado, principalmente na questão de equipamentos. Já existem recursos alocados principalmente pela deputada Dalva Figueiredo e pelo deputado Bala Rocha, que são os dois que têm muito se destacado nessa área da saúde.

Diário – A avaliação do ano então é positiva, no seu entendimento?
Milhomen – Acredito que sim, tivemos um bom desempenho, a bancada fecha o ano bem, apesar de que 2012 foi um ano atípico, por conta das eleições no país, o que atrapalhou um pouco nessa liberação de recursos, mas temos a média dos recursos federais R$ 7,5 milhões para cada um dos deputados que são da base do governo e para deputados que não são R$ 6 milhões. É uma boa média, embora nós desejássemos um pouco mais, pois as necessidades são muitas e há o comprometimento dos parlamentares com os municípios, com as entidades civis organizadas, com as entidades federais e acaba que esse corte feito no orçamento pela Presidência [da República] nos força a eleger prioridades.

Diário – Seu colega de bancada, o deputado Luiz Carlos, disse esta semana que esses recursos que a bancada consegue liberar significam 50% do que é possível reservar em emendas. O total é R$ 15 milhões para cada um?
Milhomen – Exatamente, daí eu ter dito que a gente consegue R$ 7,5 milhões. Nós já tivemos momentos com muito mais recursos liberados, ainda com o presidente Lula, em 2010, nós chegamos a liberar R$ 12 milhões, então na verdade houve um enxugamento desse orçamento por parte do Governo Federal, até pelas dificuldades que estamos passando na economia mundial, o que acaba refletindo aqui, além do fato do Governo aproveitar o orçamento para fazer superávit, ou seja, ele espertamente, no bom sentido, usa esse recurso que não é liberado para alcançar o superávit para o pagamento da dívida pública.

Diário – Dá para trocar em miúdos essa questão do superávit primário, didaticamente deputado?
Milhomen – Claro, é como se o orçamento da União fosse o salário do trabalhador, certo? Tem aquele valor por mês e esse trabalhador resolve dar uma enxugada nas dívidas para ter uma sobra.

Diário – Dinheiro na carteira?
Milhomen – É, só que para pagar outra dívida... [risos] Na prática o governo faz esse enxugamento orçamentário para ter uma sobra no financeiro.

Diário – Mas voltando àquela questão dos deputados governistas liberarem mais recursos que os da oposição, o seu colega Bala Rocha já denunciou isso, dizendo ser um jogo desigual, favorecendo até deputados da Comissão de Orçamento.
Milhomen – É, eu vi isso. Mas acho que faz parte do jogo político e nessa hora o papel político de cada um acaba influenciando. Eu ouvi da ministra Ideli Salvati na última reunião que nós tivemos quando ela dizia que não iria aceitar o famoso ‘jeitinho parlamentar’ de ir lá com o ministro e ele liberar mais recursos ou qualquer coisa a mais. Ela disse que vai ser todo mundo igual, mas na verdade não acontece isso, eles mesmos conduzem isso, os líderes de partido, por exemplo, têm mais regalia para isso.

Diário – Daí o senhor dizer que vê com naturalidade, como parte do jogo?
Milhomen – Isso, a Câmara é a caixa de ressonância da sociedade e os interesses estão ali dentro, entre eles os interesses do Governo em aprovar seus projetos, medidas provisórias, PEC´s e acaba que o líder de bancada ou de partido sempre tem certa prerrogativa, assim como aqueles que tratam do orçamento, que são os participantes da Comissão de Orçamento, então o deputado Bala está corretíssimo quando diz que eles recebem privilégios sim. Mas são coisas da política e aqueles que têm mais habilidade acabam adentrando nesse processo de busca maior.

Diário – Para terminar com um tema mais ameno, o prefeito eleito Clécio Luiz diz que anuncia na quarta-feira o seu secretariado. O seu partido vai indicar que nomes para a futura equipe dele?
Milhomen – [risos] Olha, vou ser sincero com você, o prefeito Clécio estava nestes dias muito envolvido com essas questões da transição e marcou para que nós possamos conversar provavelmente hoje [sábado] ou segunda-feira, num encontro com o PCdoB para discutir a questão do espaço que o partido ocupará ou contribuirá na administração municipal. Nós estamos ainda discutindo, não há nada decidido ou consolidado. Ele já confirmou que fará o anúncio na quarta-feira é isso?

Diário – Foi que ele disse. Então essa sua reunião com ele tem que ocorrer antes não é?
Milhomen – Sim, mas eu não estou preocupado com isso, pois o PCdoB sabe muito bem da sua atribuição e da sua contribuição nesse processo. E o prefeito Clécio também sabe muito bem da importância que tem o PCdoB e do quanto esse partido pode contribuir na administração, com lisura e com responsabilidade, mas também com trânsito para que nós possamos trazer benefícios para o cidadão macapaense.

Perfil do entrevistado

Evandro Costa Milhomen, ou simplesmente Evandro Milhomen (Santana, Amapá, 21 de abril de 1962), é casado, é sociólogo formado pela Universidade Federal do Pará (UFPA) atualmente deputado federal pelo Amapá. É filiado ao PC do B. Foi vereador em Macapá entre 1997 e 1999, eleito pelo PSB, mesmo partido pelo qual se elegeu deputado federal em 1999 e se reelegeu em 2003. Para a eleição de 2007 trocou de partido, ingressando no PC do B. Também exerceu o cargo de diretor municipal de Ação Comunitária de Macapá entre 1990 e 1994. Disputou o cargo de prefeito de Macapá este ano, não tendo entrado para o Segundo Turno da disputa, ocasião em que decidiu apoiar a candidatura do prefeito eleito no pleito, Clécio Luiz (PSol), de quem se diz aliado e apoiador do seu futuro governo.





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