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quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Deputado Bala Rocha é homenageado pela Justiça do Trabalho

Deputado federal Bala Rocha (PDT-AP)

A Justiça do Trabalho presta homenagem ao deputado federal Bala Rocha (PDT/AP). O parlamentar será agraciado com a outorga das insígnias da Ordem do Mérito Jus et Labor e da Medalha de Mérito Funcional pelos relevantes serviços para a expansão e consolidação da Justiça do Trabalho na Região Norte. Bala Rocha (PDT/AP) é presidente da Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados e sempre pauta os Projetos de Leis que versam sobre a instalação de Varas do Trabalho. Antes da presidência, ele relatou o Projeto de Lei nº 12.659, que, a princípio, não contemplava o Amapá e projetava a implementação de 8 unidades no Pará. O Deputado conseguiu a inclusão de 3 Varas para Macapá. “Conseguimos mais uma vitória para o povo do Amapá, sobretudo aos trabalhadores, que agora têm mais condições de terem seus direitos assegurados”, assevera o parlamentar. Ele acredita que o acesso ao Judiciário ainda é um dos principais entraves da população. 
A solenidade acontece na próxima segunda-feira, 17/09, às 11h, no Auditório Aloysio da Costa Chaves, no Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região, com sede em Belém.

José Sarney recebe presidente da Associação Nacional de Jornais (ANJ)


O presidente José Sarney recebeu, nesta manhã, o presidente da Associação Nacional de Jornais (ANJ), Carlos Fernando Monteiro Lindenberg Neto, acompanhado pelo vice-presidente de Relações Institucionais das Organizações Globo e diretor do Comitê de Relações Governamentais da ANJ, Paulo Tonet Camargo, e diretor executivo da associação Ricardo Pedreira. Carlos Fernando Monteiro Lindenberg Neto é o novo diretor da ANJ e tomou posse no dia 20 de agosto. Durante o encontro, Sarney e os diretores da ANJ conversaram sobre as mudanças no jornalismo provocadas pela evolução tecnológica, especialmente com o jornalismo online. Fernando Monteiro falou da preocupação dos jornais em se modernizar diante da evolução da comunicação frente os avanços tecnológicos. Sarney se lembrou com saudosismo da época que trabalhou como jornalista em São Luis do Maranhão. "Quando comecei no jornalismo, trabalhei na cobertura policial".

Secretaria de Imprensa da Presidência do Senado

Randolfe Rodrigues: “A CPI parou por causa da Delta Engenharia”


Membro da CPI do Cachoeira, o senadorRandolfe Rodrigues (PSol-AP) declara-se interessado em subscrever a ação que Pedro Simon (PMDB-RS) deu entrada na Comissão de Ética do Senado contra a própria CPI. Trata-se de uma representação inédita antecipada pelo Poder Online. Simon acusa os partidos majoritários, inclusive o seu PMDB,  de suspenderem os trabalhos da CPI “em óbvia manobra para que não haja tempo de se investigar mais nada”.
– A  ação será derrubada, pois eles têm maioria. Mas vale como protesto político. A suspensão foi vergonhosa. Justo no momento em que começaríamos a investigar a Delta Engenharia –  afirma Randolfe, acrescentando:
– Eu agora só deposito esperanças nos procuradores federais que acabam de  requisitar compartilhamento dos dados obtidos pela CPI. Isso sim, pode andar.

Poder Online

Coluna Argumentos (Diário do Amapá), quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Biografia

O senador José Sarney (PMDB-AP) organiza imagens de sua campanha eleitoral de 2006, a última que disputou por aqui. As fotografias farão parte de um acervo especial que ele prepara para as suas memórias. Se depender dele, aquela terá sido sua última disputa eleitoral, mas existem muitas lideranças locais que o querem candidato em 2014.

O cara


O astronauta brasileiro Marcos Pontes confirmou que vai retornar a Macapá nesta semana. Ele passou o fim de semana por aqui para palestrar no encerramento do 3º Encontro de Administradores. A palestra rendeu tanto que superou a uma hora e meia programada. Marcos Pontes é performático, prendeu os espectadores. Emocionante.

Deputado


Keka Cantuária (PDT) foi a Laranjal do Jari de carro e fotografou várias espécies de árvores nativas no chão, depois de serem derrubadas para a abertura da BR-156, que está sendo alargada. “São espécies centenárias, muitas castanheiras também que deveriam ser reaproveitadas de alguma forma”, diz o parlamentar.


Estudos
Os futuros comandantes do Exército Brasileiro cumpriram uma etapa das viagens de estudo em Macapá. Além de informações sobre estratégia e ocupação da Amazônia brasileira, ele recebem informações sobre nossas demandas. Na foto, o comandante do 34º BIS, TC Pinheiro, profere palestra.

Em discussão


A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados, em parceria com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), abriu ontem e conclui nesta quarta-feira o seminário “Os Desafios da Política Externa Brasileira em um Mundo em Transição”. O evento acontece no auditório Nereu Ramos, na Câmara dos Deputados.

Comparação


Um sujeito usou os canhões da Fortaleza de São José para ilustrar discussão sobre a fronteira do Brasil com a Guiana Francesa. É que a ponte binacional sobre o rio Oiapoque ficou pronta e apenas do lado francês existe estrutura de aduana, alfândega e policiamento. “É tão imponente que ninguém quis invadir. Os canhões da Fortaleza também nunca atiraram”, diz.

Vai sair


Ainda repercute a questão das pesquisas de opinião sobre a sucessão municipal em Macapá, pelo Ibope. A coluna apurou junto à TV Amapá, filiada à Rede Globo que detém a exclusividade da divulgação das consultas ao eleitor. Diferentemente de outras praças, onde o eleitorado é muito maior, aqui estão previstas apenas três parciais do Ibope. A segunda sai neste mês.

De graça


Os participantes da tradicional Feira das Américas, a Abav 2012, contarão com um serviço adicional totalmente gratuito no Rio de Janeiro: o traslado. Isso mesmo, desde a chegada ao aeroporto até os deslocamentos dos hotéis para o Rio Centro, que é o local da exposição, contarão com cinco rotas de ônibus para os participantes. Amapá enviará numerosa delegação pra lá.


Clécio: “Há dois anos venho me preparando para governar”

CLÉCIO – A candidatura vem sendo construída há dois anos, apoiada pelo sucesso do senador Randolfe
O vereador de Macapá Clécio Luiz (PSol) foi entrevistado na última sexta-feira (14) pelo programa radiofônico Luiz Melo Entrevista, pela Diário FM, na série especial que está sabatinando os candidatos a prefeito de Macapá. Ele falou da carreira, da militância nos movimentos estudantis e depois da política partidária. Filiou-se ao Partido dos Trabalhadores (PT), legenda que o levou a ser eleito para a Câmara Municipal em 1994 e reeleito em 1998. Depois mudou de partido, ajudou a fundar o PSol e concorreu a governador do Estado, em 2006. Admite que a eleição do amigo e aliado Randolfe Rodrigues, para o Senado Federal em 2010 o motivou a sonhar disputar a Prefeitura de Macapá. Diz que o estreante do Senado é seu maior apoiador e cabo eleitoral. Um resumo especial o Diário publica a seguir.


CLEBER BARBOSA
DA REDAÇÃO

Diário do Amapá - Sua vida pública começou aos 23 anos de idade mesmo?
Clécio Luiz - Assumindo cargos de gestão sim, mas a militância posso dizer que foi antes de entrar na Universidade, no movimento cultural. A minha entrada na política não se deu exatamente no movimento da política e sim na política cultural, que era a minha área de interesse, pois participava de um movimento chamado Rearticulando a Arte, que era uma homenagem ao movimento Articulando a Arte que era da década de 1980 e que reivindicava uma política cultural democrática, que anda hoje não temos. Quando eu entrei na universidade em 1991 acabei me associando a movimentos partidários e depois sim a política, o movimento partidário e depois aos mandatos.

Diário - E a opção em se candidatar, surgiu de estalo ou já era seu projeto político?
Clécio - Na verdade tem uma consequência construída com muito trabalho. Sou do primeiro vestibular da Unifap, cursei Geografia e encontrei o Randolfe (Rodrigues) que fazia História, encontrei o Claudiomar, que fazia Educação Artística e outros companheiros e companheiras, cada um nos seus cursos, e eram apenas nove, quando acabamos ingressando no movimento estudantil, cada um ao seu modo, constituindo os centros acadêmicos, que depois se transformaram no DCE da Universidade. Depois fui para a militância partidária, filiei-me ao PT e só quatorze anos depois fui ser candidato a alguma coisa. Fui candidato a vereador em 2004, quando fui eleito para o meu primeiro mandato.

Diário - E depois?
Clécio - Fui releito em 2008 para o segundo mandato e agora em 2010 após a eleição do senador Randolfe Rodrigues, do qual sou o primeiro suplente, nós começamos a construir um projeto, uma alternativa de poder popular para Macapá, com a pré-candidatura a prefeito, ou seja, ela não foi por acaso, não foi por estalo, foi construída.

Diário - Foi então a eleição de Randolfe para o Senado que mais entusiasmou o senhor a se lançar candidato a prefeito de Macapá?
Clécio - A eleição do senador Randolfe é um marco importante na vida dos amapaenses, tanto para a política como para a sociedade, como inspiração para os jovens. Eu realmente não nego, me inspiro nos mandatos do senador Randolfe, que foi deputado estadual e que exerce hoje o mandato de senador. A ascensão do Randolfe ao Senado abriu muitas perspectivas para muita gente, não só para mim, tanto é que nós montamos uma chapa maravilhosa de candidatos a vereador e vereadoras em Macapá.

Diário - E também disputar a Prefeitura de Macapá.
Clécio - Com essa perspectiva partimos fortemente para construir esse projeto, comecei a me preparar para essa eleição e para governar Macapá depois dessa eleição do Randolfe. Há dois anos eu venho me preparando, não só para a eleição, mas para governar, porque eu vejo muitos candidatos infelizmente se preparam para ganhar a eleição. Eles concorrem com muita estrutura, se preparam com dinheiro, com alianças, uma série de estratégias, mas não se preparam para governar.

Diário - O senhor acha que está na hora de se promover uma renovação na política?
Clécio - Sem dúvida nenhuma. A eleição do Randolfe também tem esse caráter.

Diário - E o que Randolfe Rodrigues representa para a campanha do senhor?
Clécio - Ele é o nosso maior apoiador, no sentido da simbologia que ele representa. Primeiro que ele mostrou que é possível fazer uma mudança na eleição mesmo enfrentando as máquinas. Depois, melhor ainda, mostrou que é possível fazer política de uma forma diferente, pois ele disse o que foi fazer no Senado Federal e atua em duas pontas muito importantes: uma no combate á corrupção e na outra ponta para melhorar a vida do povo.

Diário - E isso pode se transformar em votos a favor do senhor?
Clécio - Sem dúvida, e eu espero isso porque essa é uma forma limpa, clara e transparente de influenciar positivamente as pessoas. Eu vejo hoje os jovens hoje nas ruas falando do Randolfe, vejo os idosos dizendo que têm orgulho, que se sentiram com a esperança renovada no meio de tanta desesperança.

Diário - É o primeiro desafio do senhor a um mandato do Executivo. Isso amedronta o senhor?
Clécio - Não, até porque é o segundo, pois quando nós saímos do PT e fomos para o PSol , no final de 2005, tínhamos que lançar candidatos e tivemos dificuldades, pois tínhamos acabado de receber o registro do partido, foi um desafio imenso. Foi uma eleição muito difícil, o Randolfe teve uma votação para ser reeleito para ser deputado estadual, mas não conseguiu e não foi por falta de votos, mas sim por cociente eleitoral e eu tive que assumir a honrosa tarefa de ser candidato a governador em 2006. Em Macapá, Mazagão e Santana eu empatei tecnicamente com o terceiro colocado, Papaléo Paes. O primeiro foi o governador Waldez, que ganhou no primeiro turno; o segundo foi o Capi.

Diário - O senhor se considera um candidato de esquerda?
Clécio - Me considero, mas me considero mais que isso, um candidato do povo, um candidato popular.

Diário - Com as condições que a cidade se encontra, com as ruas esburacadas não aumenta o tamanho do desafio que o senhor quer enfrentar?
Clécio - Quando comecei a me preparar, há dois anos, o que me assustava era o que chamavam de falta de dinheiro, de que a prefeitura estava falida, que não tinha jeito. Muitos eram os arautos dessa péssima notícia. Com o passar do tempo, me dedicando a conhecer a máquina pública, digo que esse receio eu não tenho mais hoje, pois existem muitos meios de se conseguir recursos.

Diário - Não é só falta de dinheiro?
Clécio - Não é. Hoje a Prefeitura de Macapá tem um orçamento de R$ 502 milhões. Isso não resolve todos os problemas de Macapá, mas não justifica o caos da máquina pública, o caos social, o caos urbano que nós vivemos.

Diário - Em outras palavras a Prefeitura não tem sido competente na arrecadação de impostos?
Clécio - Nem na arrecadação, nem na distribuição. Não digo nem que ela arrecade pouco, ela arrecada mal, pois sufoca poucos e deixa de cobrar de muitos. A nossa pretensão é fazer já nos primeiros dias uma reforma tributária para ampliar a base de arrecadação, ou seja, cobrar menos de mais pessoas, diluir essa cobrança. Hoje os comerciantes, donos de mercearias, de mini-boxes, de qualquer empreendimento, prestadores de serviço, escritórios, profissionais liberais pagam muito ISS e poucos pagam porque a Prefeitura não consegue estender essa arrecadação para todo mundo. O IPTU é a mesma coisa, a base de arrecadação é diminuta e cobra muito de quem paga e muita gente não paga.

Diário - Obrigado pela entrevista.
Clécio - Eu que agradeço imensamente a essa oportunidade, a essa possibilidade de debater a cidade, pois foi para isso que eu me propus quando me lancei candidato, pois sabia dos desafios que eu iria enfrentar. Propus-me a debater o meu município, a minha cidade e essa foi uma oportunidade fantástica de todos os candidatos virem aqui falar o que fizeram e falar o que pensam. Mas quero encerrar pedindo o voto de todo cidadão, de toda cidadã macapaense, dos homens e mulheres livres de nossa capital, do nosso município, para a gente fazer a mudança de verdade, acabar com esse troca-troca que ninguém aguenta mais e fazer Macapá dar a volta por cima.

Perfil do Entrevistado

O amapaense Clécio Luiz é geógrafo, especialista em Desenvolvimento Sustentável e Gestão Ambiental; é professor e vereador por Macapá por dois mandatos; aos 23 anos foi diretor do Monumento Fortaleza de São José de Macapá; aos 26 anos tornou-se secretário estadual de Educação do Amapá; foi fundador e gestor do Banco do Povo e trabalhou pela organização dos empreendedores populares; foi eleito vereador em 1994 pelo PT e depois reeleito em 1998; em 2006 disputou o Governo do Estado e agora concorre a Prefeito de Macapá, pelo PSol.

Clécio: “Há dois anos venho me preparando para governar”

CLÉCIO – A candidatura vem sendo construída há dois anos, apoiada pelo sucesso do senador Randolfe
O vereador de Macapá Clécio Luiz (PSol) foi entrevistado na última sexta-feira (14) pelo programa radiofônico Luiz Melo Entrevista, pela Diário FM, na série especial que está sabatinando os candidatos a prefeito de Macapá. Ele falou da carreira, da militância nos movimentos estudantis e depois da política partidária. Filiou-se ao Partido dos Trabalhadores (PT), legenda que o levou a ser eleito para a Câmara Municipal em 1994 e reeleito em 1998. Depois mudou de partido, ajudou a fundar o PSol e concorreu a governador do Estado, em 2006. Admite que a eleição do amigo e aliado Randolfe Rodrigues, para o Senado Federal em 2010 o motivou a sonhar disputar a Prefeitura de Macapá. Diz que o estreante do Senado é seu maior apoiador e cabo eleitoral. Um resumo especial o Diário publica a seguir.


CLEBER BARBOSA
DA REDAÇÃO

Diário do Amapá - Sua vida pública começou aos 23 anos de idade mesmo?
Clécio Luiz - Assumindo cargos de gestão sim, mas a militância posso dizer que foi antes de entrar na Universidade, no movimento cultural. A minha entrada na política não se deu exatamente no movimento da política e sim na política cultural, que era a minha área de interesse, pois participava de um movimento chamado Rearticulando a Arte, que era uma homenagem ao movimento Articulando a Arte que era da década de 1980 e que reivindicava uma política cultural democrática, que anda hoje não temos. Quando eu entrei na universidade em 1991 acabei me associando a movimentos partidários e depois sim a política, o movimento partidário e depois aos mandatos.

Diário - E a opção em se candidatar, surgiu de estalo ou já era seu projeto político?
Clécio - Na verdade tem uma consequência construída com muito trabalho. Sou do primeiro vestibular da Unifap, cursei Geografia e encontrei o Randolfe (Rodrigues) que fazia História, encontrei o Claudiomar, que fazia Educação Artística e outros companheiros e companheiras, cada um nos seus cursos, e eram apenas nove, quando acabamos ingressando no movimento estudantil, cada um ao seu modo, constituindo os centros acadêmicos, que depois se transformaram no DCE da Universidade. Depois fui para a militância partidária, filiei-me ao PT e só quatorze anos depois fui ser candidato a alguma coisa. Fui candidato a vereador em 2004, quando fui eleito para o meu primeiro mandato.

Diário - E depois?
Clécio - Fui releito em 2008 para o segundo mandato e agora em 2010 após a eleição do senador Randolfe Rodrigues, do qual sou o primeiro suplente, nós começamos a construir um projeto, uma alternativa de poder popular para Macapá, com a pré-candidatura a prefeito, ou seja, ela não foi por acaso, não foi por estalo, foi construída.

Diário - Foi então a eleição de Randolfe para o Senado que mais entusiasmou o senhor a se lançar candidato a prefeito de Macapá?
Clécio - A eleição do senador Randolfe é um marco importante na vida dos amapaenses, tanto para a política como para a sociedade, como inspiração para os jovens. Eu realmente não nego, me inspiro nos mandatos do senador Randolfe, que foi deputado estadual e que exerce hoje o mandato de senador. A ascensão do Randolfe ao Senado abriu muitas perspectivas para muita gente, não só para mim, tanto é que nós montamos uma chapa maravilhosa de candidatos a vereador e vereadoras em Macapá.

Diário - E também disputar a Prefeitura de Macapá.
Clécio - Com essa perspectiva partimos fortemente para construir esse projeto, comecei a me preparar para essa eleição e para governar Macapá depois dessa eleição do Randolfe. Há dois anos eu venho me preparando, não só para a eleição, mas para governar, porque eu vejo muitos candidatos infelizmente se preparam para ganhar a eleição. Eles concorrem com muita estrutura, se preparam com dinheiro, com alianças, uma série de estratégias, mas não se preparam para governar.

Diário - O senhor acha que está na hora de se promover uma renovação na política?
Clécio - Sem dúvida nenhuma. A eleição do Randolfe também tem esse caráter.

Diário - E o que Randolfe Rodrigues representa para a campanha do senhor?
Clécio - Ele é o nosso maior apoiador, no sentido da simbologia que ele representa. Primeiro que ele mostrou que é possível fazer uma mudança na eleição mesmo enfrentando as máquinas. Depois, melhor ainda, mostrou que é possível fazer política de uma forma diferente, pois ele disse o que foi fazer no Senado Federal e atua em duas pontas muito importantes: uma no combate á corrupção e na outra ponta para melhorar a vida do povo.

Diário - E isso pode se transformar em votos a favor do senhor?
Clécio - Sem dúvida, e eu espero isso porque essa é uma forma limpa, clara e transparente de influenciar positivamente as pessoas. Eu vejo hoje os jovens hoje nas ruas falando do Randolfe, vejo os idosos dizendo que têm orgulho, que se sentiram com a esperança renovada no meio de tanta desesperança.

Diário - É o primeiro desafio do senhor a um mandato do Executivo. Isso amedronta o senhor?
Clécio - Não, até porque é o segundo, pois quando nós saímos do PT e fomos para o PSol , no final de 2005, tínhamos que lançar candidatos e tivemos dificuldades, pois tínhamos acabado de receber o registro do partido, foi um desafio imenso. Foi uma eleição muito difícil, o Randolfe teve uma votação para ser reeleito para ser deputado estadual, mas não conseguiu e não foi por falta de votos, mas sim por cociente eleitoral e eu tive que assumir a honrosa tarefa de ser candidato a governador em 2006. Em Macapá, Mazagão e Santana eu empatei tecnicamente com o terceiro colocado, Papaléo Paes. O primeiro foi o governador Waldez, que ganhou no primeiro turno; o segundo foi o Capi.

Diário - O senhor se considera um candidato de esquerda?
Clécio - Me considero, mas me considero mais que isso, um candidato do povo, um candidato popular.

Diário - Com as condições que a cidade se encontra, com as ruas esburacadas não aumenta o tamanho do desafio que o senhor quer enfrentar?
Clécio - Quando comecei a me preparar, há dois anos, o que me assustava era o que chamavam de falta de dinheiro, de que a prefeitura estava falida, que não tinha jeito. Muitos eram os arautos dessa péssima notícia. Com o passar do tempo, me dedicando a conhecer a máquina pública, digo que esse receio eu não tenho mais hoje, pois existem muitos meios de se conseguir recursos.

Diário - Não é só falta de dinheiro?
Clécio - Não é. Hoje a Prefeitura de Macapá tem um orçamento de R$ 502 milhões. Isso não resolve todos os problemas de Macapá, mas não justifica o caos da máquina pública, o caos social, o caos urbano que nós vivemos.

Diário - Em outras palavras a Prefeitura não tem sido competente na arrecadação de impostos?
Clécio - Nem na arrecadação, nem na distribuição. Não digo nem que ela arrecade pouco, ela arrecada mal, pois sufoca poucos e deixa de cobrar de muitos. A nossa pretensão é fazer já nos primeiros dias uma reforma tributária para ampliar a base de arrecadação, ou seja, cobrar menos de mais pessoas, diluir essa cobrança. Hoje os comerciantes, donos de mercearias, de mini-boxes, de qualquer empreendimento, prestadores de serviço, escritórios, profissionais liberais pagam muito ISS e poucos pagam porque a Prefeitura não consegue estender essa arrecadação para todo mundo. O IPTU é a mesma coisa, a base de arrecadação é diminuta e cobra muito de quem paga e muita gente não paga.

Diário - Obrigado pela entrevista.
Clécio - Eu que agradeço imensamente a essa oportunidade, a essa possibilidade de debater a cidade, pois foi para isso que eu me propus quando me lancei candidato, pois sabia dos desafios que eu iria enfrentar. Propus-me a debater o meu município, a minha cidade e essa foi uma oportunidade fantástica de todos os candidatos virem aqui falar o que fizeram e falar o que pensam. Mas quero encerrar pedindo o voto de todo cidadão, de toda cidadã macapaense, dos homens e mulheres livres de nossa capital, do nosso município, para a gente fazer a mudança de verdade, acabar com esse troca-troca que ninguém aguenta mais e fazer Macapá dar a volta por cima.

Perfil do Entrevistado

O amapaense Clécio Luiz é geógrafo, especialista em Desenvolvimento Sustentável e Gestão Ambiental; é professor e vereador por Macapá por dois mandatos; aos 23 anos foi diretor do Monumento Fortaleza de São José de Macapá; aos 26 anos tornou-se secretário estadual de Educação do Amapá; foi fundador e gestor do Banco do Povo e trabalhou pela organização dos empreendedores populares; foi eleito vereador em 1994 pelo PT e depois reeleito em 1998; em 2006 disputou o Governo do Estado e agora concorre a Prefeito de Macapá, pelo PSol.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Marta assume a Cultura e lembra que o Ministério foi criado por Sarney


Foto: Geraldo Magela
Ao tomar posse como a nova ministra da Cultura, em cerimônia no Palácio do Planalto, Marta Suplicy, citou, em seu discurso, o presidente do Senado, José Sarney, como o criador do Ministério da Cultura, em 1985, e o fato de ter escolhido o intelectual Celso Furtado como o primeiro ministro para a pasta. Suplicy substitui a artista e compositora Ana de Hollanda. A presidente da República, Dilma Rousseff, destacou a diversidade cultural brasileira como a fonte da criatividade que marca a identidade nacional. O presidente Sarney disse no Senado, um pouco antes da solenidade de posse, que Marta tem potencial para fazer uma “revolução na cultura brasileira”.

Rodrigo Baptista
O presidente do Senado, José Sarney, afirmou nesta quinta-feira (13) que Marta Suplicy tem potencial para fazer uma “revolução na cultura brasileira”. A afirmação foi feita durante cerimônia de assinatura de convênio na área de saúde entre a Casa e a Caixa Econômica Federal.
Durante a solenidade, Sarney desejou sorte à senadora licenciada, no comando do Ministério da Cultura e disse que há grande expectativa em torno de sua gestão. Para ele, a cultura merece estar entre as prioridades nacionais e Marta é alguém capaz de fazê-lo.
- Não podemos ter um país como uma potência econômica, uma potência militar, se não formos uma potência cultural. Há certo descompasso no tratamento ensejado à cultura. Marta fará uma revolução no Ministério da Cultura. Ela está sempre de olhos no futuro – assegurou.
Ao discursar na solenidade, Marta Suplicy (PT-SP) homenageou Sarney, agradecendo o apoio recebido durante os dois anos de atividade parlamentar.
– Não tenho palavras para agradecer. Primeiro, pela acolhida, pelo compartilhamento do seu saber, de sua cultura, de sua experiência. Por último, pela amizade. Aqui fiz um amigo e me deparei com um grande estadista – disse Marta Suplicy, listando uma série de iniciativas de Sarney à frente da Casa e na presidência da República como as reformas dos códigos em tramitação no Congresso, a criação do Ministério da Cultura e a sanção da Lei Rouanet.
Sarney agradeceu os elogios e concluiu que, na verdade, foi ele quem aprendeu muito com a passagem de Marta pelo Senado.
- Conheci uma extraordinária mulher, com grande espírito público, que passou a ser uma das grandes expressões desta Casa – declarou o presidente do Senado.
Marta Suplicy também elogiou a secretária-geral da Mesa do Senado, Cláudia Lyra, afirmando que ela é responsável belo bom funcionamento da atividade legislativa na Casa.
Desafios
Sobre os desafios futuros na pasta, Marta contou que gosta de desafios e vê grande potencial no ministério.
- Vou mergulhar na cultura. É um ministério muito grande pelo que percebi até agora. Também com grande capilaridade. Não é que eu vá tomar decisões importantes em um mês, não. Tem que fazer devagar para não fazer bobagem – disse Marta.
Marta Suplicy toma posse nesta quinta-feira no Ministério da Cultura. A nomeação da nova ministra da Cultura está publicada na edição de hoje do Diário Oficial da União, junto com a exoneração da ex-ministra Ana Maria Buarque de Hollanda.
A vaga de Marta no Senado será ocupada pelo primeiro suplente,  Antonio Carlos Rodrigues (PR-SP). Já a 1º vice-presidência do Senado terá como novo ocupante o senador Aníbal Diniz (PT-AC).
Agência Senado

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Aumento de voos para a Amazônia é uma questão de utilidade pública, diz Randolfe

Aspecto da audiência pública que debateu o "caos aéreo", presidida pelo senador Randolfe Rodrigues (PSol-AP)

Um diagnóstico dos problemas do sistema aéreo brasileiro foi traçado durante a audiência pública para debater o “caos aéreo nas Regiões Norte e Nordeste” realizada nesta segunda-feira (10), no Senado Federal. O alto preço do querosene de aviação foi uma das principais reclamações e também justificativa das Companhias Aéreas para o alto preço das passagens mesmo em trechos de curta duração. O valor do ICMS estabelecido pelos Estados sobre o querosene de aviação chega a uma taxa de 25% em quase todo o país, justificando os altos preços cobrados por passagens emitidas nessas regiões, segundo as empresas e a ANAC. “Mais voos para a Região Amazônica é uma questão de utilidade pública. Eu saio convencido dos muitos problemas que teremos que enfrentar para resolver esses gargalos. Entre eles a infraestrutura aeroportuária, o ICMS altíssimo cobrado pelos Estados e a necessidade de incentivar novas alternativas para a malha aérea nacional”, disse Randolfe. Representantes das empresas TAM, GOL, TRIP e Passaredo, além de integrantes da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e da Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República (SAC) concordaram também sobre a necessidade de mais voos regionais. Porém os representantes das empresas aéreas criticaram a infraestrutura oferecida em alguns aeroportos do país, principalmente da Região Amazônica. O Diretor da TAM, Marcelo Mendonça, deixou claro que determinadas rotas nas regiões Norte e Nordeste não são rentáveis para a companhia considerando itens como o combustível, mas se mostrou otimista em ampliar o número de voos para essas regiões diante da redução do ICMS. Lembrou também da ampliação de voos feita pela TAM para o Círio de Nazaré respondendo à solicitação de Randolfe e reafirmou a intenção da Companhia em adotar esse procedimento em períodos de grande procura.


Aeroporto de Macapá

Já para o Diretor da Passaredo, Jorge Viana, a melhoria de infraestrutura no aeroporto de Macapá é fundamental quando se pensa em ampliar o número de voos e companhias que atendam o Estado. “ Macapá é a única capital do país onde a Petrobras não está presente isto faz com que o preço do combustível que já é alto, se torne altíssimo”, disse Viana lembrando que esse fato impede a livre concorrência na venda de combustível. Em contato com a Infraero após a audiência pública, Randolfe recebeu a confirmação de que no dia 19 de março de 2013 o aeroporto de Macapá, estará pronto para receber mais aeronaves.  Atualmente o pátio do aeroporto comporta apenas três aeronaves. Randolfe também defende uma reunião entre os governadores de Estado e o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) para tratar da redução do ICMS sobre o querosene de aviação. O Senador irá encaminhar um oficio assinado por ele e os outros dois senadores amapaenses ao Governador do Estado Camilo Capiberibe, solicitando que ele encaminhe à Assembleia legislativa do Amapá um projeto propondo a redução do ICMS. O resultado da audiência pública também será encaminhado aos governadores para que eles possam discutir  junto aos órgãos competentes alternativas para os problemas levantados durante o dia de hoje. Também estiveram presentes na audiência pública o Diretor de Relações Institucionais da TRIP Linhas Aéreas, Vitor Celestino, o Representante da Secretaria Nacional de Aviação Civil , Ricardo Rocha e a Superintendente de regulação e acompanhamento de mercado da ANAC, Danielle Crema e o Assessor de Relações Institucionais da GOL, Alberto Fajerman.

Extraído do Estadão: Direto de Brasília


Empenho minoritário

Inconformado com o congelamen­to dos trabalhos da CPI do Cachoei­ra, um grupo de parlamentares deci­diu levar, pessoalmente, as provas produzidas pela comissão ao Ministério Público Federal em Goiás, que deflagrou a Operação Monte Cario. Os senadores Pedro Taques (PDT- MT) e Randolfe Rodrigues (PSOL- AP) e o deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) vão a Goiânia, pedir aos procuradores que avancem na inves­tigação, das empresas-fantasmas, que recebiam repasses da empreitei­ra Delta – uma linha de trabalho que um acordão entre PT, PMDB e PSDB inviabiliza. O presidente da CPI do Cachoeira, senador Vital do Rêgo Filho (PMDB- PB), defende nova lei geral das co­missões de inquérito, para substituir a atual, sexagenária. Quer priorizar provas técnicas em relação às teste­munhais, para evitar o que chama de As CPIs do Silêncio”. Com todo o respeito, a que preside não deixou de fazer isso por causa da lei vigente.

Governo quer garantir a qualidade da internet de banda larga no país, afirma Dilma


A presidenta Dilma Rousseff afirmou hoje (10), no programa de rádioCafé com a Presidenta, que o governo vai cobrar das empresas que fornecem internet de banda larga garantia de acesso rápido e com conexão estável aos consumidores. Segundo ela, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) vai avaliar e monitorar os serviços de internet prestados no país. “Muitos consumidores estavam reclamando da velocidade e da estabilidade das conexões. Em muitos casos, os consumidores recebiam apenas 10% da velocidade da internet que eles tinham contratado com as empresas prestadoras desse serviço. Foi para mudar essa situação que a Anatel estabeleceu metas de qualidade. A partir de agora, estamos cobrando qualidade das empresas que prestam o serviço de banda larga”. Dilma explicou que, em outubro, as empresas vão ser obrigadas a entregar, em média, 60% da velocidade contratada e essa exigência de qualidade vai aumentar até outubro de 2014, quando as empresas terão que fornecer uma média diária de 80% da velocidade contratada pelos clientes. “Para fazer as empresas cumprirem essas metas é que a Anatel vai começar, agora, a medir a qualidade da banda larga nas casas, nas empresas, nas escolas”, explicou a presidenta. De acordo com a presidenta, a Anatel está cadastrando voluntários de todo o país para receberem pequenos aparelhos medidores da velocidade e da estabilidade da internet durante o dia. Os que desejarem participar do programa devem se inscrever no site www.brasilbandalarga.com.br. A partir deste cadastro, vai ser feito um sorteio para escolher 12 mil pessoas em todo o país para ajudar a Anatel a fazer um mapa sobre como está funcionando a internet no Brasil. A presidenta afirmou ainda que a fiscalização é mais uma medida do governo para ampliar o acesso das famílias a uma boa conexão de internet. “Fiscalizar significa garantir ao consumidor a necessária proteção contra serviços de má qualidade, garantir o rigoroso cumprimento do que foi por ele contratado e pago. Só assim o consumidor terá os seus direitos respeitados”.

Ouça o programa: Café com a Presidenta

Agenda do dia - Presidência do Senado


Terça-feira - 11/09/2012

11:00 - Cerimônia de Anúncio de Redução do Custo de Energia

16:00 - Ordem do Dia - Plenário

TV Assembleia entra no ar em caráter experimental pelo Canal 19

Além da primeira transmissão da sessão plenária, a TV Assembleia também entrevistou parlamentares

A sessão deliberativa desta segunda-feira (10) no Plenário da Assembleia Legislativa do Amapá (ALAP) foi transmitida ao vivo para a televisão. A inédita comunicação marcou a entrada no ar, em caráter experimental, da TV Assembleia, um novo veículo de comunicação que a sociedade amapaense e, principalmente os eleitores, passa a dispor. A repercussão da sessão pelas redes sociais mostra que a novidade chega para preencher um nicho na cobertura televisiva dos trabalhos no Legislativo Estadual.
A medida faz parte de um gradual trabalho de investimentos em comunicação social que a ALAP vem realizando nos últimos anos, uma tendência em outros Parlamentos, sejam Assembleias Legislativas de outros estados e especialmente no Congresso Nacional, através da TV Câmara e a TV Senado. “Não deixa de ser uma prestação de contas da nossa atuação parlamentar”, define o deputado estadual Agnaldo Balieiro (PSB), que concedeu a primeira entrevista à TV Assembleia logo após a sessão desta segunda-feira.
Deputado Keka Cantuária (PDT)
Outro que se manifestou ao canal legislativo foi o deputado Keka Cantuária (PDT), que destacou o eleitor também passou a ter uma preocupação em acompanhar o desempenho dos políticos que ajudou a eleger. “É louvável essa iniciativa da Assembleia Legislativa, que agora mostra em tempo real, sem edição, sem cortes ou censuras, aquilo que é desenvolvido em sessões deliberativas ou mesmo atividades como as reuniões das comissões permanentes ou temporárias, além das nossas audiências públicas”, disse Cantuária.
Deputado Edinho Duarte (PP)

Já o deputado Edinho Duarte (PP), que também é radialista, falou que a interação dos cidadãos é imediata. “Já estamos com as transmissões pelo rádio, através do Canal Legislativo, onde a gente percebe que o que é dito no Plenário e retransmitido através das ondas do rádio logo viram notícia, comentários e até cobranças por parte de quem nos ouve. Com a televisão certamente será assim”, prevê o parlamentar.
O presidente da ALAP, deputado Júnior Favacho (PMDB) também se disse satisfeito com a receptividade da TV Assembleia, muito embora essa primeira etapa seja em caráter experimental. “Num prazo de pelo menos três meses vamos estar no Canal 19 retransmitindo os trabalhos do Legislativo, enquanto os nossos técnicos preparam o nosso canal próprio, que terá qualidade digital de transmissão. Será uma oportunidade para prepararmos nossos jornalistas e também os parlamentares para essa nova realidade que é a televisão”, concluiu Favacho.

Assembleia Legislativa do Estado do Amapá – ALAP
Departamento de Comunicação – Decom
Direção do Decom – Marsylla Salgado
Texto: Cleber Barbosa – Assessor de Comunicação
Fotos: Gerson Barbosa – Decom/ALAP

Coluna Argumentos (Diário do Amapá), terça-feira, 11 de setembro de 2012.



Na conta

O gabinete do senador José Sarney (PMDB-AP) informa que o total liberado pela União, neste mês, em convênios para o Amapá, foi de R$ 16.647.540,00 (dezesseis milhões, seiscentos quarenta e sete mil, quinhentos e quarenta reais). Os recursos são para diversas áreas e vieram de diversos ministérios para os municípios de Macapá e Santana.

Nada fácil

O senador Randolfe disse ontem que permanece o impasse sobre as tarifas aéreas para o norte do Brasil. Depois de ouvir companhias aéreas, Infraero, Anac e outros, ficou estabelecido que dá para melhorar, mas o ICMS do combustível tem que baixar, o aeroporto tem que ser reformado e um novo fornecedor de querosene deve surgir.

De cinema

Uma detenta grávida conseguiu fugir do Hospital de Maternidade, em Macapá, ontem à tarde. Até aí, nada de excepcional, não fosse o trabalho que a mulher deu para ser recapturada. Ela correu, despistou os tiras e depois atirou-se no rio Amazonas. Os policiais tiveram que nadar muito até conseguirem alcançá-la.


Distante

Os organismos ambientais fazem festa pelos dez anos de criação do Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque, no Amapá. O problema é que até hoje as compensações prometidas para a destinação dele como reserva ambiental ainda não chegaram por aqui.

No Estadão

O governo federal está em fase final de estudos para a criação de um grande fundo de pensão para funcionários públicos de estados e municípios. Hoje, os estados e o Distrito Federal têm um déficit previdenciário superior a R$ 1,5 trilhão, informa João Villaverde. “Trata-se de algo impagável”, diz o secretário do Ministério da Previdência Social, Leonardo Rolim.

Vai falar

O juiz federal João Bosco Costa Soares terá oportunidade para uma espécie de “sustentação oral” no caso envolvendo as denúncias que fez sobre os termos de ajustamento de conduta (TACs) entre mineradoras e o MP. Sabe-se que o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), em Brasília, decidiu ouvir sua versão antes de julgar o caso, no colegiado.

Avanço

A Assembleia Legislativa inaugurou uma nova mídia para dar transparência aos trabalhos na chamada “Casa do Povo” com a transmissão pelo Canal 19 da sessão de ontem. Presidente Júnior Favacho (PMDB) foi muito cumprimentado por dar continuidade ao processo de investimento em comunicação social na Casa.

Transparência

Fechou o tempo ontem na Assembleia Legislativa entre as deputadas Marília Góes (PDT) e Cristina Almeida (PSB). Elas são assumidamente desafetas e editaram mais um embate, com pedido da ex-primeira-dama para que a colega permanecesse no Plenário para ouvi-la. Foram trocas ásperas de críticas, no campo ideológico, político e pessoal, tudo ao vivo pela televisão.

Mapa divulga balanço da primeira etapa da vacinação contra aftosa

A vacinação contra a febre aftosa de novo não atingiu as metas preconizadas pelo Governo Federal
O Amapá também não vacinou nesse primeiro semestre, pois a vacinação passou a ser anual, no mês de novembro, devido às condições ambientais desfavoráveis para realizá-la em outros períodos
UltimoInstante : Notícias de Hoje 

A Campanha Nacional de Vacinação contra a Febre Aftosa imunizou 165.300.924 bovinos e bubalinos no País, uma cobertura de 97,85% nas etapas do primeiro semestre deste ano. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira, dia 10 de setembro, pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abstecimento (Mapa).

Santa Catarina é reconhecida pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como zona livre de febre aftosa sem vacinação desde maio de 2007 e, portanto, não participou da campanha. O Amapá também não vacinou nesse primeiro semestre, pois a vacinação passou a ser anual, no mês de novembro, devido às condições ambientais desfavoráveis para realizá-la em outros períodos.

O Departamento de Saúde Animal (DSA) do Mapa considerou positivos os resultados da campanha, uma vez que foi acima do índice registrado no mesmo período de 2011, que foi de 97,7%. A primeira etapa da campanha teve início no mês de março, na calha do Rio Amazonas, prosseguindo nos meses de abril a junho, sendo que a maior parte dos estados vacinou no mês de maio. A segunda etapa da campanha teve início em julho, no Amazonas e no Pará. Os estados de Roraima e Rondônia serão os próximos a vacinarem em outubro enquanto a maioria dos demais estados vacinará em novembro.

Atualmente, a zona livre da febre aftosa com vacinação é composta por 16 estados e o Distrito Federal. A campanha de vacinação e todo trabalho realizado pelo governo são fundamentais para garantir as zonas livres e impedir a reintrodução da doença no território.

Leia Mais: http://www.ultimoinstante.com.br/pt/noticias_20120910/setores_agronegocio/133155/Mapa-divulga-balanço-da-primeira-etapa-da-vacinação-contra-aftosa.htm#ixzz26AFlXXje

Lutador de MMA John Macapá abre o jogo em entrevista ao site Tatame

Por Erik Engelhart

Integrante do TUF Brasil, John Macapá acabou não chegando a final do programa, mas sua participação na casa não pode ser desprezada, já que o peso pena proporcionou excelentes combates. Apesar de ter sido derrotado no UFC BH, Macapá vem colhendo os frutos de sua passagem no Ultimate e o ex-pedreiro, taxista e segurança, finalmente já consegue viver somente do MMA. John vem passar uma temporada na academia Nova União, no Rio de Janeiro e sua intenção é ficar. Confira abaixo uma entrevista exclusiva com o lutador e entenda porque ele quase morreu antes de entrar no TUF Brasil.

Você é nascido e criado em Macapá? Como foi sua infância?
Sim, nasci e fui criado no Macapá. Todos puderam assistir no reality show, o TUF, que eu tive uma infância bem difícil. Geralmente, 50% dos brasileiros têm, que é a convivência com os pais, a separação dos pais.

O que você gostava de fazer antes de conhecer a luta?
Gostava muito de jogar Capoeira lá no meu bairro e trabalhei como segurança, pedreiro, taxista e um monte de outras coisas.

Então o seu primeiro contato com artes marciais foi pela Capoeira?
Meu primeiro contato com as artes marciais foi na Capoeira. Em seguida eu fiz escolinha de Futebol, mas a minha paixão mesmo sempre foi a arte marcial. Conhecei a Capoeira a partir dos 15 anos, quando eu comecei meus primeiros passos nas artes marciais. Logo em seguida, a partir de uns três a quatro anos, eu migrei para o Jiu-Jitsu.

Como você conheceu o Orlando? Ele é seu mestre até hoje?
Meu primeiro mestre e até hoje é o Orlando. O conheci através de um amigo de Capoeira também, que me apresentou. Fomos convidados para fazer algumas aulas de Jiu-Jitsu. Eu tinha uns 18, 19 anos. Em seguida, a gente construiu uma relação muito boa de amigos, que hoje eu já nem o chamo de mestre, chamo de pai. Ele foi o cara que sempre esteve do meu lado nos bons e nos momentos difíceis. Logo em seguida, depois de um ano de treinamento, migrei para o MMA, fiz a minha estreia. Finalizei no arm-lock, que é a posição que até hoje eu mais gosto, sinto mais facilidade em fazer.

É a sua especialidade?
É a especialidade da casa o arm-lock, só que eu também costumo finalizar em algumas outras posições. Logo em seguida fiz outras duas lutas e assim fui dando mais atenção ao MMA, largando mais um pouco o Futebol, a Capoeira e até hoje já participei do reality show The Ultimate Fighter, graças a Deus.

Como foi a sua experiência na casa? 
Os testes foram muito bons. Graças a Deus, eu passei em todos. Fui para São Paulo, depois em seguida fui para o Rio, que foi a primeira luta. Foi um pouco difícil para mim porque lá estava só eu. Eu tive que conviver, escutar pessoas que eu nunca tinha convivido. Fui sozinho daqui, então foi um pouco difícil no começo, mas graças a Deus deu tudo certo. Não me consagrei o campeão da categoria no reality show, mas o reconhecimento foi muito melhor do que se eu tivesse ganhado. Sou bem aceito onde eu chego hoje, tanto no Brasil como fora.  

O pessoal te reconhece?
Com certeza. O povo, principalmente aqui na minha cidade, me conhece muito. Onde eu chego é aquele assédio bom de fãs.

Como fazer para manter o foco com tanta novidade na sua vida?
Com certeza a gente tem que manter 100% do foco onde a gente almeja. Não tenho vícios.

Mora com seus pais?
Moro com minha mãe ainda, a dona Jacira.

Ela te apoia desde o começo?
Minha mãe logo no começo não aceitou, mas depois que ela viu... Geralmente a mãe não quer ver o filho sofrer, levando pancada e essas coisas, mas graças a Deus ela evoluiu o pensamento dela e viu que o MMA é um esporte que está crescendo rapidamente e que, em alguns anos, vai superar até mesmo o futebol.

Como está o crescimento do MMA no Macapá?
Aqui na minha academia tem outros atletas que estão despontando no Brasil, no MMA, e, se Deus quiser, daqui um tempo estarão fora do país lutando.

Você pensa em morar fora do país?
Com certeza fazer um camp fora do país, de preferência nos Estados Unidos, onde o esporte é muito mais reconhecido que aqui no Brasil, que é uma verdade meio triste dos brasileiros.

Quando você começou no Jiu-Jitsu, podia imaginar que chegaria a esse patamar?
Com certeza não imaginava chegar. Eu comecei a treinar só pela vontade mesmo, pela paixão pelas artes marciais. Nunca imaginava que ia chegar onde cheguei. Sou o atleta de MMA da minha cidade que já foi mais longe, mas, se Deus quiser, vão ter outros que vão chegar muito mais longe e vão trazer muito orgulho para a nossa cidade, que é um pouco esquecida no extremo norte do país.

Já deu para ter um retorno financeiro? Está ajudando a sua mãe?
Isso contribuiu muito para o meu crescimento e para a minha família. Eu já consigo viver da luta há mais de um ano, bem tranquilo. Já consegui bens. Não muitos, mas os essenciais para viver bem, viver saudável e a gente vai almejando melhorar mais e mais.

Quais são seus próximos objetivos de vida? Está com quantos anos?
Estou com 25 anos. Almejo ter mais futuro, conseguir títulos para o meu estado, continuar sendo bem reconhecido e levantar o meu nome e o nome da minha equipe para o todo o Brasil.

Quando você não está nos tatames, o que você gosta de fazer para distrair a cabeça?
Quando eu não estou nos tatames, eu estou em casa. Gosto muito de ficar trancado no meu quarto assistindo (luta), buscando informação na internet do esporte. Procuro sempre estar bem informado no mundo do MMA e até mesmo curtir um pouco de lazer, o fim de semana com a família, namorada, amigos. Isso é essencial na vida de um atleta.

É verdade que você quase morreu em um treino de sparring antes de entrar na casa?
Sim. Eu estava fazendo um treino de sparring em um final de tarde lá na academia e eu levei uma joelhada na região abdominal. Na realidade não valia joelhada nesse treino, mas não hora lá o rapaz no calor da situação acabou soltando uma e eu não estava nem esperando e pegou quando eu estava relaxado. Eu senti aquela falta de ar, mas nada de anormal, parei uns dez segundos para me recuperar e depois ainda treinamos mais meia hora. Eu comecei a sentir uma ardência no peito, um cansaço, mas fui para casa normalmente, com um pouco de dor e dificuldade de respirar. Jantei, relaxei um pouco na minha cama e quando foi por volta de 20h eu voltei pra academia, pois estava com vontade de treinar. No caminho pro treino, aquela dor começou a aumentar e eu decidi nem treinar mais.

E depois o que aconteceu?
Jantei e fui dormir por volta de meia noite e no dia seguinte acordei passando mal e vi que a coisa estava séria já que eu não estava conseguindo nem levantar da cama. Tentei caminhar, dei alguns passos e desmaiei no corredor da casa. Acordei e deitei novamente na cama, senti muita dor e fiquei esperando minha mãe acordar para avisar a ela. A dor chegou a um nível insuportável, parecia que tinham arrancado algum órgão meu. Quando mamãe acordou eu saí em direção dela e desmaiei novamente, acordei novamente nos braços dela e não conseguia mais segurar a vontade de fazer xixi, de fazer cocô e fui levado para o hospital. Lá, fizeram um ultrasson e viram que eu estava com hemorragia interna e eu tive que fazer uma cirurgia de emergência. Disse aos médicos que eles não iriam abrir minha barriga, pois eu estava próximo de fazer uma luta, mas passei mal novamente na frente do médico e vi que a coisa estava feia. Entreguei minha vida nas mãos dos médicos e de Deus e quase fui dessa para uma melhor, só estou vivo hoje devido a resistência dos meus órgãos.

Como está o reconhecimento depois de participar do TUF?
Graças a Deus hoje em dia estou sendo reconhecido pelo meu trabalho, porque antigamente as pessoas achavam que eu era marginal, mas através do TUF essa visão está sendo mudada e as pessoas estão vendo a gente como um profissional e o MMA como um esporte.

É verdade que depois disso você foi rejeitado pelos promotores de eventos?
É verdade, os promotores da cidade não me aceitaram em seus eventos com medo de eu morrer e eu fiquei meio triste, de cabeça baixa, mas continuei treinando. Até que eu consegui uma luta no Pará e fui bem nocauteando o Guilherme Kyoto e as portas se abriram e eu consegui participar do TUF.

Você pensa em vir treinar em um grande centro fora de Macapá?
Estou indo para o Rio de Janeiro e farei um treino na Nova União. Chego sábado (8).

Fique à vontade para deixar um recado para quem você quiser.
Quero agradecer primeiramente a Deus e a vocês, da TATAME, que vieram prestigiar um pouco o meu trabalho aqui e da minha cidade, que é um pouco quente (risos). Bastante quente, mas é uma característica aqui do estado. O extremo norte é o calor e com certeza é esse calor do meu povo, da minha equipe e da minha família que fizeram eu chegar onde cheguei para eu poder buscar lugares maiores ainda e títulos também. Já quero convidar a todas as pessoas amantes das artes para participar de uma aula de MMA. Pode ser na minha academia ou em outras academias, mas que pratique esporte porque faz muito bem para a saúde.

“A Assembleia saberá valorizar sua importância”, diz Júnior Favacho

JÚNIOR FAVACHO– O  presidente da Assembleia Legislativa adota a política de resultados em sua gestão

Ele esteve no olho do furacão desde que assumiu as rédeas do Poder Legislativo Estadual, em meio a uma crise que estremeceu as relações da Assembleia com o Ministério Público e com o Governo do Estado. Mas Júnior Favacho (PMDB) surpreendeu a todos ao imprimir um modelo todo próprio em sua gestão, enxugando a folha de pagamento e também adotando medidas moralisadoras e de proteção ao erário. Também dinamizou as ações da AL e apostou na sua interiorização, alcançando resultados importantes que asseguram respostas mais rápidas aos anseios da comunidade. Também investiu na política da boa vizinhança, restabelecendo o diálogo com os Poderes Constituídos, o que tem garantindo visibilidade e eficiência. Ele falou sobre esses e outros temas ao Diário do Amapá. Acompanhe. 

Publicado no jornal Diário do Amapá
Edição de domingo e segunda-feira, 9 e 10.09.2012


Diário do Amapá - Pode-se dizer que a presidência da Assembleia Legislativa caiu no seu colo?
Júnior Favacho - Não diria isso, afinal houve uma eleição dentro daquela Casa e meus colegas confiaram a mim o papel de ser o vice-presidente, ou seja, o substituto legal do titular. Houve uma decisão judicial que impediu temporariamente o deputado Moisés Souza de gerenciar a Assembleia e eu tive que assumir. Apenas isso, um rito, uma formalidade.

Diário - Mas que está demorando, o senhor não acha?
Júnior - Olha, os mais antigos ensinam que decisão judicial se cumpre e se for o caso se recorre. Eu não pedi para ser o presidente, foi uma somatórias de acontecimentos. Eu sou um homem cristão, temente a Deus e sempre peço em minhas orações saúde e sabedoria para não cometer injustiças com ninguém. Enquanto eu estiver no exercício da Presidência farei tudo ao meu alcance para valorizar o Parlamento e honrar o cargo para o qual fui eleito. Até em respeitos aos eleitores que votaram em mim para ser deputado estadual e para os demais que são contribuintes e cidadãos de bem desse Estado.

Diário - Mas houve um racha na Assembleia, uma crise como alguns chegam a pregar?
Júnior - De maneira alguma. Houve um embate no campo das ideias e trocas de acusações mútuas entre o Ministério Público e a administração da Assembleia na ocasião. Mas isso está judicializado, em várias instâncias, então não devo entrar no mérito, apenas cumprir o papel constitucional de garantir a ordem jurídica e o estado democrático de direito. A Assembleia Legislativa é um Poder Constituído e tem um papel fundamental para dar legitimidade às ações do Poder executivo, fiscalizando, mas também votando os projetos de interesse da sociedade amapaense.

Diário - E sobre a suposta cisão entre os parlamentares?
Júnior - Como disse, não vejo a coisa dessa forma. Em um parlamento é natural e salutar que existam opiniões divergentes. Mas no geral procuramos todos nós nos entender da melhor forma possível. O próprio deputado Moisés Souza fala comigo e entende serem legítimas todas as decisões que eu e os companheiros da Mesa Diretora viermos a tomar. Aliás, nesse particular, devo agradecer imensamente o apoio que tenho recebido dos colegas deputados.

Diário - Eles assimilaram sua forma de administrar?
Júnior - Entendo que sim, pois o clima é bom e estamos avançando em muitas questões. No campo institucional procuramos nos relacionar com todos os segmentos do poder público e da sociedade civil. Desta forma entendo que as coisas caminham melhor, com cooperação, com diálogo e entendimento. Produz mais resultados práticos, entende?

Diário - A decisão pela interiorização das ações da Assembleia Legislativa é um exemplo disso?
Júnior - Sim, pode-se dizer que sim, pois agora mesmo na sessão itinerante que fizemos em Oiapoque, o mais distante município do Estado, tivemos a presença de 20 deputados, um quorum que nem sempre conseguimos em sessões aqui em Macapá.

Diário - O deslocamento do senhor e sua equipe até Oiapoque de carro, percorrendo a BR-156 foi com qual propósito?
Júnior - O maior objetivo era levantar o máximo de informações sobre a estrada, a mais importante artéria do Amapá, responsável pela integração com os municípios. Ela está há anos sendo pavimentada e agora que falta asfaltar menos daquilo que já recebeu asfalto não se pode perder tempo, tem que avançar, aproveitar a estiagem para pavimentar e durante as chuvas construir as pontes de concreto, as chamadas obras de arte.

Diário - E o que o senhor viu de errado virou proposição parlamentar?
Júnior - Não só de minha autoria, mas também de outros parlamentares, aliás, a qualidade da produção legislativa é muito grande e conseguimos já na sessão de Oiapoque aprovar projetos importantes e também indicações para que o poder público dê respostas aos anseios da comunidade.

Diário - E as medidas administrativas que o senhor adotou, contam com o apoio dos pares?
Júnior - Com certeza, algumas foram discutidas com eles, outras são de cunho pessoal. Também houve recomendações dos órgãos de controle. A compra de veículos próprios para a Assembleia foi uma decisão pessoal, entendo que é bom investir da melhoria dos nossos equipamentos e suspendemos os contratos de locação. Todas as nossas licitações são públicas, conforme determina a legislação e ainda pedimos a fiscalização do Ministério Público e do Tribunal de Contas. Não vou fugir às minhas responsabilidades, por isso todo o zelo, toda a cautela em minhas decisões.
Diário - E como será o seu relacionamento com o Governo do Estado?
Júnior - Não dá para ser diferente. Aquilo que for nossa competência vamos fazer, sem subserviência, mas também sem extrapolar os limites da urbanidade e da cortesia. Esta semana acompanhei o governador numa viagem à região do Pacuí. Fomos de carro e pudemos verificar a necessidade da continuidade da pavimentação da rodovia AP-070. No mesmo dia eu fiz um pronunciamento e cobrei do Governo a conclusão desse trabalho, pois aquelas famílias sofrem muito, seja no inverno ou no verão com o estado da rodovia.

Diário - E sobre as eleições deste ano, o fato do senhor estar hoje à frente de um Poder Constituído não aumenta o assédio por apoio a essa ou aquela candidatura?
Júnior - Pode até ser que isso ocorra, mas nunca fui de ter apego a cargos, especialmente aqueles que são passageiros. Faço parte de uma legenda partidária sim, que tem candidatos em vários municípios, seja encabeçando ou dividindo chapas a majoritárias, seja para disputar as Câmaras Municipais. Algumas candidaturas contam com o nosso apoio sim, mas não quer dizer que não nos relacionemos com os representantes e lideranças dos demais partidos ou coligações. Sei separar muito bem o que é institucional do que é partidário.

Diário - O senhor vem da iniciativa privada, então o que trouxe desse setor para ser aplicado em sua gestão à frente da Assembleia legislativa?
Júnior - Ah, muitas coisas. Talvez a principal contribuição que trago do meio empresarial seja a política de resultados que a iniciativa privada tanto persegue. Não estamos inventando a roda, claro, pois muitos órgãos públicos, governos, enfim, adotam esse modelo, que otimiza os recursos em prol dos resultados. Quem apostou nesse modelo se deu bem.

Diário - E porque de investir em comunicação social, como a televisão e o rádio da Assembleia Legislativa?
Júnior - Para dar transparência a nossas ações. Na verdade esse processo estava em curso, com o apoio decisivo do presidente do Senado Federal, o nosso senador José Sarney, que celebrou convênio com a Assembleia Legislativa para trazer a TV Senado em canal aberto e também a TV Legislativa, um canal da própria Assembleia do Amapá. Na verdade entendo que isso não deixa de ser um papel social, pois o acesso à informação é um direito do cidadão. Quem não se lembra das transmissões ao vivo da TV Senado nos melhores e também nos piores momentos do Congresso Nacional, tudo ao vivo, sem cortes, sem manipulação. O cidadão por si só, com seu senso crítico, sabe tirar suas próprias conclusões.

Diário - Boa sorte ao senhor então.
Júnior - Muito obrigado, tenho fé em Deus que tudo vai dar certo. Gostaria de transmitir essa confiança a todos os cidadãos do Amapá, pois a Assembleia Legislativa é muito importante e saberá valorizar essa importância. De minha parte quero assegurar isso e dizer que estamos à disposição de todos, sejam servidores públicos, lideranças comunitárias, pessoas do povo e autoridades constituídas para garantir que o Parlamento não lhes falte em nada. Conto para isso com o incentivo e o apoio de meus familiares e amigos e, sobremaneira, dos demais deputados estaduais que sabem muito bem o que precisa ser feito para a valorização desta Casa de Leis. Vamos adiante, caminhando junto com a população.

Perfil do Entrevistado

O amapaense Amiraldo da Silva Favacho Júnior, ou simplesmente Júnior Favacho, é casado e pai de três filhos. É administrador de empresas e empresário. Filho de tradicional família de políticos locais, está em seu primeiro mandato parlamentar, mas com um rendimento e articulação tão grandes que foi eleito por seus pares para ser o vice-presidente da Assembleia Legislativa, condição que o fez assumir as rédeas do Poder Legilativo, em junho deste ano. Desde que passou a responder pela gestão da Casa, cancelou contratos sob suspeita e determinou a abertura de procedimentos licitatórios para as contrações e compras da AL e decidiu interiorizar as ações do Parlamento, indo ao encontro das demandas da população, no nascedouro dos problemas.