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*Divulgação da atividade parlamentar (Ato da Mesa 43/2009).

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Catraieiros de Oiapoque ameaçam fazer vigília em frente ao Palácio do Planalto em Brasília


Cansados de esperar por uma solução, as três cooperativas de catraieiros existentes no município de Oiapoque, estão se articulando para marcharem, em grande número, até Brasília e acamparem em frente ao Palácio do Planalto, para fazerem um clamor direto à Presidente Dilma Rousseff.
O que está gerando este desespero nos catraieiros oiapoquenses é que a Ponte Binacional, que liga o Brasil à Guiana Francesa, está prestes a ser inaugurada pela Presidente Dilma e com ela, acaba o transporte feito entre os dois países, via fluvial, cujo trabalho é das cooperativas. 
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Catraieiros de Oiapoque querem ir a Brasília para protestar
Com o funcionamento da ponte, as centenas de famílias e milhares de pessoas que dependem exclusiva, direta e indiretamente do fluxo do transporte fluvial, ficarão sem fonte de renda para sobreviver. Os efeitos sociais colaterais da ponte serão dramáticos. Só de combustível, os catraieiros gastam por ano, mais de cinco milhões de reais. Os efeitos atingirão também o comércio local e serviços terceirizados.
Diante do problema, os trabalhadores definiram algumas medidas compensatórias a serem tomadas pelo governo federal. Todos os políticos das esferas municipal, estadual e federal reconhecem os problemas sociais que acontecerão na região, depois da inauguração da ponte, prevista para o final deste ano. 
No projeto de medidas compensatórias, as cooperativas pedem uma ajuda financeira temporária para o governo federal, para que eles possam mudar de ramo e, assim, continuarem mantendo suas famílias, escapando da pobreza extrema e da sedução da criminalidade que, inclusive, ronda a região.
Após audiências públicas, os catraieiros já foram ouvidos pela Comissão de Relações Exteriores da Assembleia Legislativa, que já encaminhou cópias do projeto das medidas compensatórias aos senadores e deputados federais. Os trabalhadores garantem que, caso não sejam atendidos pelas autoridades locais, enviarão uma comitiva a Paris, via Cayenne, para pedir auxílio social ao governo francês.
(Colaboração de Besaliel Rodrigues)

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