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quinta-feira, 31 de maio de 2012

Coluna Argumentos, quinta-feira, 31 de maio de 2012.

Na Corte

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), participou de posse nesta noite do ministro José Antônio Dias Toffoli, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no cargo de ministro titular, depois de ter sido eleito no último dia 10, na vaga aberta pelo pedido de exoneração do ministro Ricardo Lewandowski. Toffoli já esteve no Amapá com Sarney.

Agonia

Especialistas dizem que o Conselho de Ética do senado tem obrigação de acolher o pedido de quebra de decoro contra Demóstenes Torres (GO). Para o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) não faz diferença se a conta era de R$ 50 ou R$ 1. “A indignidade é a mesma”, diz. Demóstenes, por sua vez aposta em votos a favor na votação secreta.

Reserva não

Projeto de lei do Senado Federal que proíbe a realização de concurso público exclusivamente para a formação de cadastro de reserva, de autoria do ex-senador Expedito Júnior (PR-RO), foi aprovado ontem (30) pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e dispensa ir ao Plenário. Vai direto para a Câmara.

Batom Verde Oliva

A coluna registra essa imagem das primeiras mulheres a integrar a tropa do Exército no Amapá, depois que concederam entrevista esclarecedora ao nosso programa Conexão Brasília, no final de semana. A tenente Júlia Henena e as sargentos Maria Clara e Luciana. Foto: Coronel Marcelo Pinheiro.

Em Sampa

A coluna outro dia repercutiu insatisfação de usuários de táxi em Macapá que insistem em trafegar com o luminoso aceso pelas noites, memso com o carro ocupado. Em São Paulo, onde a coluna esteve ontem, é obrigação do taxista sinalizar estar livre, apagando o luminoso. Circular ocupado e com a bandeira acesa é convenção para avisar a polícia de está em apuros.

Na Câmara

Outro dia a coluna repercutiu aqui a análise feita pelo deputado federal Vinícius Girgel (PR-AP) a respeito da utilização ecologicamente correta da água na construção civil. O parlamentar já pratica essa “sustentabilidade”nos segócios imobiliários de sua família e agora quer estender os benefícios para todo o país. Projeto de lei de sua autoria acaba de ter protocolado.

No vácuo

O senador Randolfe Rodrigues (PSol-AP) não emitiu seu bilhete de passagem para voltar a Macapá neste final de semana. O motivo é uma “carona” que ele está esperando confirmação. Trata-se do avião da Força Aérea Brasileira (FAB) que conduzirá o ministro Paulo Bernardo, das Comunicações, que vem a Macapá lançar o programa de internet banda larga.

Lá e cá

Ainda sobre trânsito, em Brasília a novidade é a implantação da chamada Zona Azul, aquela que força o rodízio dos estacionamentos nas cidades, agora também pagos. O modelo é o mesmo a ser adotado em Macapá e quer saber? Está dando certo e força o ordenamento do passeio público, além, claro de virar uma nova fonte de receita para o órgão local de trânsito.



"Para dirigir carro é o Detran. Para embarcações, a Marinha.


O capítão dos Portos do Amapá, Carlos Neves, no estúdio da Diário FM, com Cleber Barbosa
 O novo capitão dos portos do Amapá é o carioca Carlos Neves, ou simplesmente Comandante Neves, um militar que se diz aberto a prestar contas da atuação da Marinha do Brasil no Amapá, tanto que ele concedeu ontem uma longa entrevista ao programa Conexão Brasília, na rádio Diário FM, quando esclareceu muita coisa a respeito do crescimento das demandas para a Capitania dos Portos, mas também sobre a responsabilidade da segurança da navegação que é uma construção coletiva, ou seja, depende muito da consciência e bom senso de quem transporta e de quem viaja. O Comandante também fala a respeito da dificuldade de ter uma enorme área de jurisdição, que vai desde a foz do rio Amazonas até à cidade paraense de Altamira. Os principais trechos da entrevista o Diário do Amapá publica a seguir, com exclusividade.


CLEBER BARBOSA
Especial para o Diário do Amapá

Diário - Quanto tempo faz que o senhor assumiu o comando da Capitania dos Portos do Amapá?
Carlos Neves - Nós assumimos a Capitania dos Portos no dia 10 de fevereiro deste ano.

Diário - O senhor é oriundo de qual unidade da Marinha?
Neves - Eu vim do comando do 9º Distrito Naval, em Manaus. Eu era o oficial de logística de lá. Mas eu já acumulo na minha carreira, ao longo dos meus 25 anos de serviço, 9 anos de gerência na região amazônica.

Diário - Passou pelo Amapá um colega do senhor chamado Comandante Segóvia, que teve o seu comando marcado por uma ação mais contundente, dura até, no trabalho de fiscalização da segurança da navegação. Como o senhor assume essa missão no Amapá dez anos depois daquele primeiro trabalho iniciado por ele?
Neves - O Estado do Amapá tem uma característica por ser a fronteira leste do Brasil, é o portal para a entrada na Amazônia, então nós temos duas características básicas para a fiscalização da Marinha do Brasil neste aspecto. Nós temos os navios mercantes, que ao adentrarem nas nossas águas interiores através do Rio Amazonas, eles são forçosamente obrigados a passar por aqui, quando fazemos a fiscalização destes navios mercantes. Mas também temos o transporte fluvial de passageiros, que também é extremamente utilizado pela nossa população. E é nesse sentido que a nossa Capitania se preocupa, muito, com a segurança do tráfego aquaviário, para que os nossos passageiros possam viajar com segurança.

Diário - A fiscalização também se preocupa com a documentação das embarcações e dos condutores. Estes, por sua vez, devem tirar sua habilitação na própria Marinha. Como está este serviço comandante?
Neves - A Marinha do Brasil promove alguns cursos profissionalizantes para aquele cidadão que quer conduzir uma embarcação de uma forma comercial. Fazendo uma analogia ao transporte terrestre. Compete ao Detran, se eu quiser conduzir um carro de forma comercial, como um ônibus, eu tenho que tirar uma habilitação específica. Então se eu quiser conduzir uma embarcação e trabalhar nela, aí a Marinha promove cursos que são financiados através de incentivos fiscais e o custo é muito baixo. A inscrição no curso é R$ 40 para que os cidadãos possam tirar essa habilitação profissional. O curso é de dois meses.

Diário - E para quem deseja apenas se habilitar para conduzir uma embarcação particular?
Neves - Para esses casos, ou seja, quando não se ganha dinheiro com isso, ou seja, não faz frete, não transporta passageiros, cargas, portanto uma embarcação de esporte ou recreio, aí a Marinha só faz prova para a habilitação. A Capitania dos Portos a cada trinta dias promove o concurso para que eu possa dar a habilitação, e a primeira habilitação é chamada Arrais Amador, que é para uma navegação dentro das águas, dentro dos rios. Se eu quiser sair para o mar aberto aí eu preciso de uma outra habilitação que é uma elevação de categoria, chamada mestre Amador.

Diário - A gente tem a informação de que a Mari-nha do Brasil está iniciando um trabalho com as prefeituras voltado ao ordenamento das orlas. Como anda esse procedimento?
Neves - A autoridade marítima, que no Brasil é a Marinha, ela tem normas e segundo elas está previsto o ordenamento do espaço aquaviário, o que nada mais é do que a gente estabelecer parâmetros e limites para o uso das orlas, não só a orla marítima, mas a orla fluvial também. Então todas as prefeituras de municípios que possuem rios, e no Brasil são mais de 70% das prefeituras, elas podem estabelecer um plano municipal para a utilização da margem do seu rio. Inclusive ela pode limitar o uso, pode proibir o uso, pode estabelecer praias que sejam só para banhistas, praias que sejam de uso misto para banhistas e lanchas, embarcações a motor ou embarcações a vela, enfim, a Marinha orienta as prefeituras nesse sentido.

Diário - E o trabalho de combate ao escalpelamento Comandante, como está sendo desenvolvido na Marinha?
Neves - A partir de 2010, com a promulgação da lei federal que estabelece como requisito a cobertura do eixo e do volante do motor das embarcações a Mari-nha conseguiu subsídios para que ela possa atuar nesse sentido, a partir do desenvolvimento de um kit aqui no Estado do Amapá e que é fornecido para as embarcações sem custo. É importante ressaltar que não há custo para o proprietário da embarcação.

Diário - Os jovens que estão indo à Junta de Alistamento Militar em Macapá estão sendo informados de que a Marinha do Brasil aqui no Estado já oferece a possibilidade de ingresso para quem assim o desejar. Como isto está funcionando Comandante?
Neves - Está correto. Desde 2010 já é possível fazer o alistamento na Marinha do Brasil através da Capitania dos Portos no Amapá. O alistamento para o serviço militar de 2013 o processo já se iniciou, então para os jovens que completam 18 anos no ano que vem, a partir de janeiro de 2013 podem procurar a Capitania dos Portos em Santana para fazer o seu alistamento militar.

Diário - Fala-se muito a respeito da dificuldade que a Marinha tem para cobrir toda a área sob jurisdição da nossa Capitania dos Portos do Amapá, tido como muito extensa. É difícil mesmo patrulhar tudo isso Comandante?
Neves - É verdade, as maiores comunidades que nós temos são próximas à costa, mas o nosso Estado tem uma característica que é a costa do Amapá ser muito rasa e a maioria das nossas cidades se encontram no interior, não se encontram na costa, como acontece no restante do litoral brasileiro. Isso dificulta um pouco o acesso da Marinha até esses locais.Vou citar, por exemplo Altamira (PA), onde para se chegar é preciso navegar até Vitória do Xingu e de lá é preciso pegar uma viatura militar e dirigir por duas horas para poder chegar a Altamira, que é jurisdição da Capitania dos Portos do Amapá. Então nós temos um projeto para implantar a partir de 2014 a Delegacia da Capitania dos Portos, su-bordinada à Capitania dos Portos do Amapá, para que essa delegacia, lá em Altamira, faça o controle da segurança da navegação.

Diário - Aqui nós também já fomos uma Delegacia da Capitania do Pará, mas recentemente tivemos a elevação para a categoria de Capitania, independente. É previsto que para uma Capitania o comandante seja, necessariamente um capitão de mar-e-guerra ou a sua passagem por aqui vai marcar sua promoção de capitão-de-fragata para mar-e-guerra?
Neves - Eu ficaria muito satisfeito se isso virasse uma realidade... (risos) A Capitania dos Portos do Amapá foi criada há dois anos devido a importância que está tomando o tráfego marítimo e aquaviário aqui no Estado, principalmente com a exportação de produtos do próprio estado, mas ela é uma Capitania de segunda classe, que é comandada por um capitão-de-fragata. As maiores capitanias, com maiores diligências e maiores responsabilidades, são comandadas por um capitão-de-mar-e-guerra e elas têm mais efetivo e mais embarcações, então como a nossa ainda está no início, ainda está começando, ela começou como uma Capitania de segunda classe, que poderá num futuro muito próximo, e eu acredito nisso, ser elevada a uma Capitania de primeira classe.

Perfil


Carlos Rodrigo Neves de Oliveira tem 43 anos de idade, é natural do Rio de Janeiro, é casado e pai de dois filhos. Ingressou na Marinha do Brasil por concurso público, tendo cursado a Escola Naval, onde foi praça em 1989, tornando-se oficial de carreira. Possui os cursos de Estado-Maior para Oficiais Intermediários e de Estado-Maior para Oficiais Superiores. Também se especializou em Submarinos e é Mestre em Ciências Navais. Atua a nove anos na região amazônica, sendo que antes de vir para o Amapá atuava como Oficial de Logística no Comando do 9º Distrito Naval, em Manaus (AM). De sua turma de Academia, é o primeiro a assumir Comando.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Partidos anunciam suas "metas" para as eleições de 2012

 
Natalia Julio
A poucos meses das eleições municipais de 2012 e com diversas pré-candidaturas se desenhando como definitivas, os partidos traçam projeções do desempenho que terão na disputa. Os cálculos passam por uma análise das reais perspectivas de cada legenda, mas também carregam a sua dose de esperança de êxito nas urnas: enquanto siglas menores arriscam candidaturas próprias em grandes cidades, partidos tradicionais projetam crescimento ou a conquista de cidades estratégicas.
Esse último seria o caso do PT, que preferiu não divulgar suas previsões. A decisão teria sido tomada pelo deputado estadual Rui Falcão (SP), presidente da sigla, depois que estimativas de eleições passadas não se concretizaram e acabaram lidas como "derrota". A ideia do partido seria a de priorizar candidaturas - tanto próprias como em alianças - em cidades com mais de 200 mil eleitores que tenham emissoras de TV, universidades ou polos industriais. Ao todo, seriam 118 municípios.
De olho em mais prefeituras, o PSDB e o PMDB não devem poupar esforços no sentido de ampliar seus domínios em âmbito municipal. Os tucanos divulgaram a estimativa de conquistar mil prefeituras em todo o País, enquanto os peemedebistas, que tiveram o maior sucesso nas eleições municipais de 2008, devem lançar 4 mil candidatos a prefeito e cerca de 50 mil a vereador.
Apesar de ter diminuído de tamanho com a recente criação do PSD, o DEM aparece com pré-candidatos em 19 das 26 capitais brasileiras. O partido acredita que pelo menos 10 deles têm chances reais de eleição. Confira abaixo as estimativas de cada partido:
DEM
O partido tem pré-candidatos a prefeito em 19 das 26 capitais brasileiras, ficando atrás somente do PMDB, que planeja lançar nomes próprios em 22 capitais, e o PT, que trabalha para emplacar 20 candidatos. Logo atrás aparece o PSDB, com 18 pré-candidatos, e o PSB, com 15. Dos 19 pré-candidatos do DEM, pelo menos 10 estão com chances reais de serem eleitos, afirma a legenda.
PCdoB
Um balanço atualizado sobre as estimativas do PCdoB está em curso, mas o partido está resoluto em lançar candidatura em seis ou sete capitais. Porto Alegre, Florianópolis e Fortaleza inspiram mais confiança. Goiânia, Macapá e Salvador também têm ênfase nos planos do PCdoB, que está com algumas situações indefinidas - caso de Netinho de Paula, em São Paulo (SP), e Alice Portugal, em Salvador (BA). A sigla também aposta em cidades consideradas grandes para atuar em âmbito nacional. São elas: Caxias do Sul (RS), Foz do Iguaçu (PR), Jundiaí (SP), Nova Iguaçu (RJ), Juazeiro (BA), Olinda, Goiana (PE), Maranguape (CE), e Contagem (MG).
PMDB
O PMDB pretende lançar 4 mil candidatos a prefeito e cerca de 50 mil a vereador. A meta é eleger em outubro 30% mais prefeitos e vereadores em relação a 2008. O partido se fará representado na corrida à prefeitura de 22 capitais, em tentativa de repetir o sucesso de 2008, quando elegeu 1.154 prefeitos e cerca de 8,5 mil vereadores. Nos municípios onde a candidatura própria não for possível, alianças serão formadas com outras siglas, sem restrição. Em Goiânia (GO) e São Luís (MA), não haverá candidatura própria por conta das articulações com o PT. O mesmo acontece em Porto Alegre (RS), pela aliança com o PDT.
PSB
Nove grandes cidades estão com pré-candidatos considerados fortes pelo partido: Campo Grande (MS), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), Palmas (TO), Porto Velho (RO) e Belém (PA). No âmbito nacional, as projeções ainda não estão definidas e dependem de negociações. O balanço será divulgado somente em junho.
PSC
A meta inicial é eleger 300 prefeitos e 4 mil vereadores, mas o balanço oficial só estará disponível nos próximos meses. O partido acredita que tem mais chandes de êxito no interior. Em Curitiba (PR), o deputado federal Ratinho Junior é a aposta.
PSDB
O PSDB estima que mil prefeituras serão conquistadas - 210 a mais que nas eleições de 2008, quando o partido emplacou 790 prefeitos em todo o País.
Psol
O levantamento definido deve ser divulgado em meados de junho. O partido está empenhado em "fortalecer a imagem" e vai lançar candidatura própria em pelo menos seis cidades do Estado de São Paulo. Algumas capitais, como Belém (PA), Macapá (AP) e Rio de Janeiro (RJ), devem receber atenção especial da dissidência petista.
PT
Rui Falcão, presidente da sigla, rechaçou fazer projeções, de acordo com a assessoria de imprensa do PT. A ideia do partido seria a de priorizar candidaturas - tanto próprias como em alianças - em cidades com mais de 200 mil eleitores que tenham emissoras de TV, universidades ou polos industriais. Decisão unânime do Diretório Nacional da legenda referendou resolução determinando que, nesses municípios, as candidaturas devem ser submetidas ao crivo da Executiva Nacional. Inicialmente apelidada de "Resolução (Fernando) Haddad", a medida facilitaria a costura de acordos para favorecer a eleição do ex-ministro da Educação em São Paulo. O PT, entretanto, afirma que a resolução busca impedir a celebração de alianças que contradigam o projeto nacional do partido.
PV
Cerca de 1,5 mil pré-candidatos vão disputar a chefia de Executivos municipais. Nas grandes cidades, como Curitiba (PR), João Pessoa (PB), Belo Horizonte (MG), Natal (RN), Aracaju (SE), Macapá (AP), São Luís (MA), Cuiabá (MT), Palmas (TO), Manaus (AM), Boa Vista (RR), Porto Velho (RO) e Maceió (AL), 20 pré-candidatos já estão definidos.
PDT e PP ainda não realizaram um levantamento sobre as disputas deste ano. Procurados pelo Terra, o PTB e PSD afirmaram que se pronunciariam assim que possível.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Sarney espera que trabalho da Comissão da Verdade favoreça reconciliação nacional




O presidente do Senado, José Sarney, participou, nesta manhã, no Palácio do Planalto, da cerimônia de instalação da Comissão da Verdade, ao lado da presidente Dilma Rousseff e dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, Fernando Henrique Cardoso e Fernando Collor. José Sarney, que foi o primeiro presidente civil (1985-90) depois do regime militar de 1964, afirmou, em entrevista, antes do evento, esperar que "através da verdade se busque uma reconciliação nacional." José Sarney afirmou ainda que a instalação da comissão significa um grande avanço da democracia. "Espero que com o trabalho da comissão seja esclarecido tudo o que passou porque a verdade tem que ser pesquisada, afirmada e reconhecida". Ele disse esperar que todas as famílias que tiveram envolvidas nesse processo - com perdas de familiares e vítimas de violência - possam conhecer os fatos que resultaram nessas perdas.


Sarney lembrou que a Lei de Acesso à Informação entrou em vigor, hoje, e que o Senado já ontem inaugurou o seu novo Portal da Transparência com instrumentos de interatividade que permitem o cidadão, além de discutir, até propor projetos de leis. Esse portal já funciona na sua versão original desde 2009, informou Sarney. O vice-presidente Michel Temer e o presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia, e o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ayres Britto, também estiveram presentes no evento. A comissão foi criada para investigar as violações aos direitos humanos cometidos entre 1946 e 1988. Com a instalação, o grupo terá dois anos para apresentar um relatório com as conclusões e recomendações sobre os crimes cometidos.


O jurista José Paulo Cavalcanti, que é um dos sete membros da Comissão da Verdade, assumiu o Ministério da Justiça durante o Governo Sarney, depois de servir como secretário executivo do ministro da Justiça Fernando Lyra. Os outros membros são: Ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Gilson Dipp; ex-ministro da Justiça, José Carlos Dias; advogada Rosa Maria Cardoso da Cunha; ex-procurador-geral da República, Cláudio Fonteles; sociólogo Paulo Sérgio Pinheiro e a psicanalista Maria Rita Kehl.

Secretaria de Imprensa da Presidência do Senado

Lançamento da Comissão da Verdade registra encontro republicano


Conversa entre os ex-presidentes José Sarney, Fernando Collor, Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Henrique Cardoso e a presidenta Dilma Rousseff (Foto: Ricardo Stuckert)

A cerimônia que marcou a instalação da Comissão da Verdade, no Palácio do Planalto, também proporcionou grande encontro republicano. A solenidade que deu início a um momento de afirmação da democracia reuniu também os últimos cinco chefes de Estado, com exceção de Itamar Franco, que morreu em 2011. 
Ao lado dos ex-presidentes da República José Sarney, Fernando Collor, Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva, a presidente Dilma Rousseff deu posse aos sete membros do colegiado que tem a missão de esclarecer violações de direitos humanos praticadas durante a ditadura. Para Sarney, que conduziu o processo de redemocratização do País, a criação da Comissão da Verdade é um avanço. “É um avanço grande que nós demos e espero que a Comissão realmente encerre de uma vez por todas esses problemas e que seja esclarecido tudo que temos que esclarecer sobre o que passou”, afirma Sarney.

Os ex-presidentes da República José Sarney, Fernando Collor, Luiz Inácio Lula da Silva, Fernando Henrique Cardoso e a presidenta Dilma Rousseff, na cerimônia de instalação da Comissão da Verdade (Foto: Ricardo Stuckert) 

Direito de Resposta solicitado pelo senador João Capiberibe


O Blog recebeu hoje pedido de direito de resposta do senador João Capiberibe (PSB-AP), a respeito da postagem "A casa de vidro de Capiberibe", conforme texto abaixo, encaminhado pelo gabinete do parlamentar.


Prezado Senhor Cleber, bom dia.

Meu nome é Aline Guedes, e sou Assessora de Imprensa do Senador João Capiberibe (PSB/AP), em Brasília (DF). No último dia 28 de março, diversos portais de notícias replicaram matéria do Jornal Correio Braziliense, intitulada “A Casa de Vidro de Capiberibe”, que discorreu sobre a compra da casa onde o senador mora, em Macapá (AP).

A matéria teve origem em calúnias disseminadas pelo radialista Pedro dos Santos Martins, vulgo “Da Lua”, com meros objetivos políticos. O Correio Braziliense, mesmo tendo recebido cópias dos documentos que comprovam a idoneidade do senador, insistiu em publicar a denúncia caluniosa.

Como desdobramento dessa atitude, o senador João Capiberibe deu entrada com uma ação, que não se trata de uma defesa, mas uma ofensiva contra tais inverdades. A ação envolve tanto o radialista supracitado, quanto o Jornal Correio Braziliense e demais veículos que insistiram em replicar a matéria caluniosa.

Mesmo sabendo que os danos da calúnia são irreparáveis, solicito a gentileza de Vossa Senhoria em divulgar a nota encaminhada por esta Assessoria, em anexo, retificando matéria publicada neste veículo, em março do corrente, conforme link copiado abaixo, no intuito de que a verdade prevaleça.


Coloco-me à disposição para mais informações.

Atenciosamente,

Aline Guedes – Jornalista
Gabinete do Senador João Capiberibe
Ala Sen. Teotônio Vilela, Gab. 22 | Anexo II
Senado Federal | Brasília – DF
Fone: (61) 3303-9011 / 9015
Cel.: (61) 8127-5726 / 9136-4093

Anota enviada pelo senador:
Capiberibe processa radialista por calúnia e ofensa

Por Aline Guedes

O senador João Capiberibe (PSB/AP) deu entrada numa ação por denúncia caluniosa contra o radialista Pedro dos Santos Martins, vulgo “Da Lua”, junto ao Ministério Público Estadual do Amapá (MPE). A ação não é uma defesa, mas uma ofensiva contra inverdades divulgadas pelo radialista nos últimos dias, sobre a compra da casa onde o senador mora, em Macapá (AP).

De acordo com a queixa-crime ajuizada, a atitude de “Pedro da Lua” foi uma pura tentativa criminosa de desconstruir a imagem de Capiberibe, afrontando a dignidade de sua pessoa. Segundo a advogada Simone Santos, a ação do acusado foi intencional, para prejudicar o senador, por meio do falseamento das informações.

“É de conhecimento público que ele [o senador], em nenhum momento, omitiu os trâmites de aquisição do imóvel. As informações foram declaradas no seu registro de candidatura junto ao Tribunal Regional Eleitoral do Amapá, tratando-se de um bem adquirido como fruto de seu trabalho e de sua esposa” – detalha Simone.

A advogada também ressalta que “Da Lua” manipulou dolosamente os documentos, além de ter feito campanhas em sua página pessoal no Twitter, visando a alcançar o ranking nacional de comentários. Tais campanhas são feitas com o intuito de formar opiniões distorcidas a respeito do senador, tentando macular sua imagem, de forma dolosa.

Calúnia e difamação são crimes previstos em Lei e a pena é de reclusão, que pode chegar de dois a oito anos, mais multa. Por ser maior de sessenta anos, João Capiberibe tem prioridade no julgamento do processo.


Senador Randolfe Rodrigues admite que pode sair do PSOL


O senador Randolfe Rodrigues (PSol-AP) estaria em crise na legenda

O senador Randolfe Rodrigues está em crise com o Psol, partido pelo qual ele chegou como o parlamentar mais jovem do país na Câmara Alta. Em entrevista ao jornal O Globo, nessa semana, Randolfe diz o seguinte: “Vou aguardar as eleições municipais e espero que o partido saia bem. Depois delas, vou definir o que farei”. A insatisfação do senador no Psol é decorrente de um segmento de militantes que critica, entre outras coisas, o fato de ele defender o uso de capital internacional como ajuda para o desenvolvimento do Amapá. 


Randolfe acha a posição dos companheiros de partido, um comportamento fascista. A matéria do jornal carioca acentua que apesar de ter se projetado nacionalmente, são as questões do Amapá que levaram o senador ao desconforto com o Psol. Randolfe diz que busca por investimentos nacionais e estrangeiros para desenvolver a infra-estrutura do estado do Amapá, e que por isso é criticado intensamente pelos correligionários. “ Isso foi tido por alguns como uma conversão ao capitalismo. É uma argumentação tosca, inadequada, e não é de esquerda. É fascista. Hitler e Mussolini defendiam a mesma ideia de realidades isoladas, sem diálogo com o mundo”, diz o senador na matéria do jornal. 


O Globo também cita que o senador Randolfe Rodrigues é alvo de críticas de psolistas em virtude de ter sugerido a criação de um museu sobre a luta dos aliados no combate ao eixo nazifascista. Assim como o Rio Grande do Norte, o Amapá abrigou durante a Segunda Guerra uma base aérea dos aliados para apoio ao combate em solo europeu. Randolfe defende que o museu seja construído com recursos do governo do estado e do governo americano. “Quando defendi a construção de um museu sobre a luta dos aliados no combate ao nazifascismo, afirmaram que eu tinha me convertido ao imperialismo. Existe uma lógica autofágica dentro do partido. Não há compreensão de muitos setores a esse espaço do Parlamento. Há uma conversão da idiotice em má fé”, alfineta o senador pelo Amapá.

Coluna Argumentos, quarta-feira, 16 de maio de 2012.

Reparte FPM

A dificuldade de consenso para definição de novos critérios para repartição dos recursos do Fundo de Participação dos Estados (FPE) se revela no grande número de proposições que tramitam sobre o tema no Congresso: são 18 projetos de lei complementar, sendo dez apresentados por deputados e oito por senadores.

Debate

Servidores públicos deixam as greves de lado para debater a PEC 111, de autoria da deputada Dalva Figueiredo (PT-AP). Será na próxima segunda-feira, quando Macapá sedia o I Encontro Regional para Discussão da PEC 111”. A PEC prevê o reenquadramento de servidores dos ex-Territórios Federais de Roraima e Amapá nos quadros da União.

Um bolão

Mas foi no esporte da bolinha, no Ginásio de Esportes Comando Geral da Polícia Militar do Amapá, que a equipe da mineradora Anglo American sagrou-se campeã nos Jogos Estaduais do SESI 2012 na modalidade de Futebol de Salão, tornando-se Bicampeã dos Jogos entre as empresas da indústria no Amapá. Valeu!


Interação

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), lançou o Portal Interativo e-Cidadania, criado para estimular a participação e o engajamento mais direto e efetivo dos cidadãos no processo legislativo. Ele facilita o acesso a informações relativas à administração e o Portal do Orçamento.

Deselegância

Será aberto hoje no Teatro das Bacabeiras o XXXII Congresso Brasileiro de Guias de Turismo (CBGTUR). O evento é realizado pelo Sindicato de Guias de Turismo do Estado (Singtur), Federação Nacional de Guias de Turismo (Fenagtur) e apoiado pelo Governo do Amapá, que não convidou a presidente da Comissão de Turismo da AL, deputada Sandra Ohana (PP).

Transparência

O presidente da Assembleia Legislativa, Moisés Souza (PSC) vai hoje a Brasília, onde cumpre concorrida agenda. Entre os compromissos, trata dos preparativos finais da implantação da TV Legislativa e da TV Senado, ambas em canal aberto e com sinal digital. “Isso vai coroar o processo de democratização das informações da Assembleia, em tempo real, sem cortes”, diz ele.

Milico

Ainda sobre a AL, o deputado Agnaldo Balieiro (PSB), que é cabo da PM, agradeceu à Mesa Diretora a designação para ser o relator do projeto que resultou no reajuste salarial dos militares em 7%, sem contar os 8% já concedidos após aprovação em Plenário. Mas como demanda gera demanda, ainda haverá discussão sobre novo estatuto, jornada de trabalho e outras.

Pupilo

O deputado federal Bala (PDT) já defendeu a transformação de Oiapoque em Território Federal. Mais recentemente atuou para o estreitamento das relações diplomáticas com a Guiana Francesa e ontem defendeu a pré-candidatura de Tadeu Trajano, atual vice-prefeito, para ser o mandatário do lugar. “Ele sabe o que fazer na fronteira para gerar emprego e renda”, diz Bala.

Sarney recebe presente de Suplicy e agradece apoio de colegas pela recuperação



De volta ao Senado esta semana depois de um mês de licença-médica, o presidente José Sarney recebeu em Plenário nesta terça-feira (15) um exemplar do livro “A Ideia de Justiça”, do laureado com o prêmio Nobel de Economia Amartya Sen, que esteve no Brasil no mês passado para uma palestra em São Paulo. O presente foi dado pelo senador Eduardo Suplicy (PT-SP) por ocasião do aniversário de Sarney, comemorado em 24 de abril, quando o senador ainda estava convalescente.
O presidente do Senado aproveitou a oportunidade para agradecer a todos os cumprimentos e mensagens lhe enviadas pelos colegas de Casa durante seu período de recuperação por problemas de coração.
- Agradeço a gentileza, sua bondade e solidariedade que acaba de manifestar, e de meus colegas todos que também se manifestaram pela minha recuperação. E estou aqui para, juntamente com os senhores, prosseguir nos trabalhos da Casa, cada vez mais desejando o engradecimento do Senado – afirmou Sarney.

Agência Senado

Catraieiros de Oiapoque ameaçam fazer vigília em frente ao Palácio do Planalto em Brasília


Cansados de esperar por uma solução, as três cooperativas de catraieiros existentes no município de Oiapoque, estão se articulando para marcharem, em grande número, até Brasília e acamparem em frente ao Palácio do Planalto, para fazerem um clamor direto à Presidente Dilma Rousseff.
O que está gerando este desespero nos catraieiros oiapoquenses é que a Ponte Binacional, que liga o Brasil à Guiana Francesa, está prestes a ser inaugurada pela Presidente Dilma e com ela, acaba o transporte feito entre os dois países, via fluvial, cujo trabalho é das cooperativas. 
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Catraieiros de Oiapoque querem ir a Brasília para protestar
Com o funcionamento da ponte, as centenas de famílias e milhares de pessoas que dependem exclusiva, direta e indiretamente do fluxo do transporte fluvial, ficarão sem fonte de renda para sobreviver. Os efeitos sociais colaterais da ponte serão dramáticos. Só de combustível, os catraieiros gastam por ano, mais de cinco milhões de reais. Os efeitos atingirão também o comércio local e serviços terceirizados.
Diante do problema, os trabalhadores definiram algumas medidas compensatórias a serem tomadas pelo governo federal. Todos os políticos das esferas municipal, estadual e federal reconhecem os problemas sociais que acontecerão na região, depois da inauguração da ponte, prevista para o final deste ano. 
No projeto de medidas compensatórias, as cooperativas pedem uma ajuda financeira temporária para o governo federal, para que eles possam mudar de ramo e, assim, continuarem mantendo suas famílias, escapando da pobreza extrema e da sedução da criminalidade que, inclusive, ronda a região.
Após audiências públicas, os catraieiros já foram ouvidos pela Comissão de Relações Exteriores da Assembleia Legislativa, que já encaminhou cópias do projeto das medidas compensatórias aos senadores e deputados federais. Os trabalhadores garantem que, caso não sejam atendidos pelas autoridades locais, enviarão uma comitiva a Paris, via Cayenne, para pedir auxílio social ao governo francês.
(Colaboração de Besaliel Rodrigues)

"A França não é mais a mesma", por Said Barbosa Dib


Por Said Barbosa Dib*

O mundo está mudando de forma acelerada e confusa. E não é para melhor. Tem coisas que ocorrem que eram inimagináveis até bem pouco tempo. Um presidente francês do pós-guerra, recém eleito, indo a Berlin beijar a mão e pedir bênçãos de chefe de Estado germânico. O normal, o esperado em qualquer país soberano, seria o eleito receber a visita de chefes de governo e de Estado nas cerimônias da posse. Pelo menos bilhetinhos ou telefonemas. E a ironia é que foram a Revolução Francesa e a Era Napoleônica que inventaram o conceito de Soberania Nacional. Até Deus tentou evitar a vergonha. Mandou raio contra o avião do presidente socialista para tentar impedi-lo de ir em frente. Não adiantou. François Hollande mostrou que a França não é mais a mesma. Nem o velho e injustiçado presidente Philippe Pétain, que foi obrigado a assinar armistício que entregava a França ao Terceiro Reich, foi tão subserviente. Afinal, no seu caso, a ocupação nazista era realidade em pelo menos 60% do território francês. Tinha um álibi. Alguém teria que assinar o documento diante do fato consumado. Hoje, as amarras são econômicas. Mas, o que importa para o mundo é o seguinte fato: desde o Tratado de Verdun (843), passando pelo Sacro Império Romano Germânico, pelas Guerras Napoleônicas (1799-1815), pela Guerra Franco-Prussiana (1870-71), pela Primeira Guerra Mundial (1914-18) e pela Segunda Guerra Mundial (1939-45), sempre que as relações franco-germânicas foram desiguais, a Europa, em especial, e o Mundo, em geral, pagaram caro por isso. Péssimo agouro! Principalmente em tempos de crise econômico-financeira estrutural.

Said Barbosa Dib, historiador e analista político

Senado publica livro sobre o funcionamento e a opinião pública relativa ao Legislativo


O senador José Sarney (PMDB-AP) confere o primeiro exemplar do livro

O Senado lançou nesta terça-feira (15) a obra “O Legislativo Brasileiro: funcionamento, composição e opinião pública”.  O livro, com 177 páginas, reúne seis artigos acadêmicos que analisam os elementos do Poder Legislativo e fazem reflexões sobre a formação da sua imagem pública.  Os períodos analisados variam entre os anos de 1987 e 2004. A coletânea foi publicada pela Secretaria Especial de Publicações e Editoração, conhecida como Gráfica do Senado, e resulta de uma parceria entre o Interlegis – a Comunidade Virtual do Poder Legislativo - e o Centro de Estudos de Opinião Pública da Universidade de Campinas (Cesop/Unicamp).
Os autores são professores das universidades de Campinas (Unicamp), São Carlos (UFSCar), Minas Gerais (UFMG), Rio Grande do Sul (UFRGS) e do Instituto Universitário e de Pesquisas do Rio de Janeiro.  Por meio de estudos de caso, análise de conteúdo e comparações, eles abordam três temas principais: a composição e funcionamento dos legislativos em sistemas de âmbito estadual e local; a dinâmica das mudanças de partido; e a imagem do parlamento, como percebida pela opinião pública e como constituída pela mídia impressa. O primeiro exemplar foi entregue ao presidente do Senado,José Sarney, pelo diretor da Gráfica, Florian Madruga, e pelo diretor da Secretaria Especial de Comunicação Social, Fernando Cesar Mesquita, que prefaciou a obra.  Serão publicados 1000 exemplares, que serão distribuídos gratuitamente a bibliotecas públicas de todo o País e vendidos pela livraria do Senado (www.senado.gov.br) por R$ 25. 

Da Revista ISTOÉ: O casal arquivador

O procurador da República, Roberto Gurgel, e sua mulher, a subprocuradora Cláudia Sampaio, engavetaram nos últimos quatro anos processos contra pelo menos 30 políticos. Excesso de poder na mão dos dois é questionado na Procuradoria.
Em sessão secreta da CPI do Cachoeira, realizada na terça-feira 8, o delegado Raul Alexandre Marques Souza, que comandou a Operação Vegas, fez uma grave denúncia. Acusou o procurador-geral, Roberto Gurgel, e sua mulher, a subprocuradora Cláudia Sampaio, de engavetarem o pedido de investigação apresentado contra o senador Demóstenes Torres em 2009. A omissão teve importantes consequências políticas. Adiou em três anos a denúncia contra Demóstenes, que voltaria a figurar nas investigações da Operação Monte Carlo, sucessora da Vegas. Porém, mais do que jogar luz sobre a negligência do procurador-geral e seus desdobramentos, a revelação do delegado expôs a existência de um esquema de poder na cúpula da Procuradoria da República, que tem como uma de suas prerrogativas denunciar a corrupção. Há um mês, ISTOÉ mostrou como Gurgel tem usado seu cargo para proteger quem deveria investigar. Agora se sabe que ele não estava sozinho. Contava com a fidelidade silenciosa de Cláudia, com quem passou a dividir não só o mesmo teto, mas os principais segredos da República.
Um levantamento dos atos da subprocuradora, todos avalizados pelo marido, revelam que Cláudia beneficiou com sua caneta ministros de Estado, governadores, prefeitos e parlamentares. Só no Congresso, mais de 30 políticos, entre deputados e senadores, tiveram inquéritos, ações penais, denúncias e procedimentos investigativos sumariamente arquivados nos últimos quatro anos. É o caso, por exemplo, do atual líder do PT na Câmara, Jilmar Tatto, o ex-líder do PSDB Duarte Nogueira, o deputado federal Paulinho da Força (PDT) e o deputado licenciado Márcio França (PSB), atual secretário de Turismo do governo Geraldo Alckmin. Entre os senadores que Cláudia livrou da Justiça estão Marta Suplicy (PT), Roberto Requião (PMDB) e Alfredo Nascimento (PR), ex-ministro dos Transportes que caiu em desgraça após as articulações de Carlinhos Cachoeira. Não quer dizer que, em todos os casos, havia indícios suficientes para incriminar os políticos. Mas os números são de fato impressionantes e reveladores de uma tendência.
A enxurrada de processos envolvendo políticos poderosos sob a batuta da subprocuradora é resultado de uma soma de fatores. Cláudia é criminalista, área que seu marido não domina. Além disso, é uma das poucas pessoas dentro da Procuradoria que desfruta da confiança de Gurgel. O procurador, normalmente reservado, está cada vez mais isolado após anos de uma luta fratricida entre os integrantes do chamado “grupo dos tuiuiús”. Desde a saída do procurador Geraldo Brindeiro, ligado ao governo FHC, o primeiro dos considerados tuiuiús a assumir a PGR foi Cláudio Fonteles, agora indicado para compor a Comissão da Verdade. Um acordo previa que os integrantes do grupo se revezassem a cada dois anos no mais alto cargo do MP. Fonteles cumpriu o acordo, o que não aconteceu quando Antonio Fernando de Souza assumiu. Ele articulou sua recondução, deflagrando uma luta interna. Gurgel, eleito em 2009, prometeu apaziguar os ânimos, mas acabou fazendo o mesmo e, na avaliação de integrantes do MP, traiu seus colegas. No ano passado, foi reconduzido depois de engavetar a investigação contra o ex-ministro da Casa Civil, Antônio Palocci.
Na avaliação de procuradores ouvidos por ISTOÉ, desde a gestão Fonteles o casal já marcava presença nos processos mais importantes e de maior repercussão que chegavam ao MP. “A divisão de responsabilidades sobre os casos há anos já mostrava que o cenário chegaria ao ponto que se encontra hoje. É quase insustentável”, conta um experiente subprocurador.
Na gestão de Antonio Fernando de Souza, de quem Gurgel era o número dois, a subprocuradora Cláudia Sampaio passou a conduzir inquéritos de repercussão nacional, como os que resultaram das operações Boi Barrica (Faktor) e Hurricane. Os dois envolveram gente graúda e também se arrastam na Justiça. Na Hurricane, Cláudia investigava e, ao mesmo tempo, Gurgel dava os pareceres sobre os pedidos de habeas corpus apresentados pelos denunciados, o que foi questionado por advogados. Quando Gurgel chegou ao poder efetivamente, a pitoresca relação funcional se consolidou, causando fissuras não só na Procuradoria como também no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). O privilégio concedido pelo procurador-geral à sua mulher, segundo integrantes do Ministério Público, põe em dúvida a capacidade de outros subprocuradores que têm atribuição semelhante e lança um véu de desconfiança sobre o trabalho do órgão. “Se não há ilegalidade, há ao menos uma vedação moral”, avalia um conselheiro do CNMP.
No Congresso, a pressão pela convocação do casal alcançou níveis insuportáveis depois que se soube que, em 2009, ao receber o inquérito da Operação Vegas, o procurador-geral, como de praxe, encaminhou o caso a Cláudia, que entendeu não haver provas suficientes para abrir uma investigação contra Demóstenes. Gurgel se queixou a ministros do STF dos ataques que vem sofrendo e disse que na época realmente não havia o que ser feito. Para um dos ministros, ele já faz um mea-culpa porque foi surpreendido pelo vazamento das informações. Em público, Gurgel diz que está sendo atacado pela CPI porque o julgamento do mensalão está próximo e ele terá cinco horas para pedir punição para os 38 réus.
Oficialmente, os ministros do STF se posicionaram em favor de Gurgel. Joaquim Barbosa e Gilmar Mendes, por exemplo, afirmam que desestabilizar a Procuradoria da República, neste momento, pode sim interferir no julgamento do mensalão. Eles também se manifestaram contra a obrigatoriedade de Gurgel ir à CPI. Existe, de fato, a tentativa de setores do PT de tentar desqualificar o julgamento do mensalão, cujas denúncias contra integrantes do partido são avalizadas por Gurgel. Isso não quer dizer que as ações de Gurgel e sua esposa não possam ser questionadas. Sobretudo quando há estranhas omissões em processos contra políticos. Ademais, se as suspeitas que recaem sobre ele e sua esposa fossem mesmo apenas uma retaliação dos petistas, a oposição não estaria tão empenhada e decidida a também pressioná-lo por explicações. “Há muito o que ser questionado. Não há motivos para o caso ter parado tanto tempo com tanto indício de corrupção”, opina o líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias (PR). Para o deputado Cândido Vaccarezza (PT/SP), Gurgel precisa explicar seu comportamento. “É uma postura desqualificada”, diz. O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) promete trabalhar na Comissão para que Cláudia Sampaio seja convocada a depor. “Acho que, por tudo o que foi dito e por todas as dúvidas que permaneceram, a subprocuradora  precisa ser ouvida pela CPI. Há muito o que ser questionado”, avisou Rodrigues.

Se Cláudia dificilmente escapará de prestar depoimentos à comissão, por ora seu marido conseguiu um respiro. Ele convenceu o relator da CPI, deputado Odair Cunha (PT-MG), a esclarecer as dúvidas dos parlamentares por escrito. Mas, conhecendo agora a dimensão da conduta de Gurgel na PGR, a solução pode não ser suficiente. Afinal, ele terá que explicar não só a postura no caso Cachoeira, mas a inércia que caracteriza sua gestão na PGR, com mais de quatro mil processos parados.
Nos próximos dias, os parlamentares vão se concentrar em outra frente de ataque contra Gurgel. Especialistas e políticos mais experientes não entendem por que o procurador ainda não entrou com uma ação bloqueando os bens da empreiteira Delta – epicentro do esquema de Cachoeira – ou do antigo dono da empresa Fernando Cavendish, para garantir o ressarcimento ao erário do dinheiro desviado. Subprocuradores ouvidos por ISTOÉ dizem que esse seria um procedimento de praxe e a única forma de possibilitar retorno de pelo menos parte do dinheiro desviado pelo esquema de Cachoeira aos cofres públicos. Sem uma ação que impeça a transferência de patrimônio para novos donos, dificilmente será possível recuperar o que foi desviado. Mais uma vez, os corruptos sairiam ganhando com a atuação do atual procurador.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Deputado Bala Rocha fala sobre discriminação no trabalho


O deputado federal Bala Rocha (PDT/AP) concedeu entrevista ao informativo da Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho.

Em anexo, a reprodução da entrevista.


No link, a versão integral do informativo. http://fs20.anpt.org.br/aux1/2012/132/anpt14658O17226190.pdf


Gabinete do Deputado Federal Bala Rocha (PDT/AP)
Tel: 55 61 3215-5608 Fax: 55 61 3215-2608
Portal

Reunião na Assembleia Legislativa aborda questões para o desenvolvimento da fronteira amapaense

Aspecto da audiência da Câmara Federal realizada na Assembleia Legislativa do Amapá
A Assembleia Legislativa do Amapá foi palco da reunião da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara dos Deputados sobre fronteiras nesta sexta-feira (11). A audiência é parte dos preparativos do 1º Seminário Internacional Sobre Fronteiras que será realizado em julho, em Brasília. O deputado Vinícius Gurgel, que presidiu os trabalhos da reunião, comemorou a iniciativa. “O objetivo desta reunião foi justamente abrir um canal para entender exatamente quais são as necessidades e demandas da população e do governo para tornar as regiões de fronteira mais produtivas”, explicou.
O deputado ressaltou a importância de investimentos para incentivar o interesse nas fronteiras. “A questão primordial é segurança pública. Sabemos que este é um fator preponderante para desenvolver o turismo, por exemplo. Também precisamos de uma comunidade bilíngue, a fim de que se tornem mais eficientes os negócios e o próprio convívio com a nação vizinha”, pontuou. Vinícius Gurgel salientou o empenho da bancada federal e da Câmara dos Deputados para levar esta discussão a diante e fomentar ainda mais a discussão dentro e fora do país. “A bancada federal tem dedicado bastante tempo para tratar destas questões, como o funcionamento da ponte binacional e o investimento em obras e melhorias que contemplem Oiapoque, por exemplo”.
Um dos expositores, o coordenador geral de Programas Macrorregionais do Ministério da Integração (MI), Roosevelt Tomé Silva Filho destacou que é preciso avaliar cada área de modo a propor soluções que incentivem a produção local. “É necessário identificar as cadeias produtivas para gerar emprego e renda. Só assim, será possível alcançar o desenvolvimento”. Um dos representantes dos catraieiros, José Ribamar, lembrou a dificuldade que os moradores de regiões de fronteira enfrentam. “A Ponte Binacional é, de fato, muito importante. Mas é preciso estudar com cautela o impacto das ações na vida dos moradores. Hoje, enfrentamos grandes problemas pela ameaça de perdermos nossos empregos”, afirmou.
O deputado Vinícius Gurgel salientou que o conteúdo da reunião será transformado em um relatório que será entregue e discutido durante o Seminário, em julho. Ele também assegurou o compromisso da bancada federal em levar as questões específicas do Oiapoque para a presidente Dilma Roussef. Participaram da reunião os secretários estaduais do Esporte, Luiz Pingarrilho, de Segurança, Máricio Roberto, de Desenvolvimento Rural, Paulo Nunes, de Turismo, Ana Lúcia, de Meio Ambiente, Newton Marcelo, o superintendente do Departamento Nacional de Produção Mineral, Antônio Feijão, o superintendente federal do Ministério da Pesca, Ricardo Ângelo, o presidente da Diagro, Marcos Aurélio, e o superintendente da Vigilância Sanitária, Carlos Schimidt.
Também participaram o representante da Associação Desintegrada Franco-Brasileira de Cayenna, Tadeu Trajano e os representantes das associações de catraieiros, Adalto Santos e Luiz Antonio. Os deputados federais Evandro Milhomen e Fátima Pelaes e os deputados estaduais Alberto Alcolumbre e Telma Gurgel compuseram a mesa do debate.

Laura Gracindo (61) 8123-3522

Coluna Argumentos, terça-feira, 15 de maio de 2012.




Tolerância zero

O ex-senador Papaléo Paes (PSDB) acaba de assumir a direção do Conselho Nacional de Ética do seu partido. Ele diz que a Lei da Ficha Limpa só veio ratificar aquilo que a sociedade brasileira já tinha como ponto pacífico, de não tolerar mais a corrupção dos agentes públicos. E que se sente à vontade na nova função.

Análises

Numa animada roda política ontem, analistas de plantão debruçavam-se num tabu. Há vinte anos s governadores do Amapá em primeiro mandato jamais fizeram o prefeito de Macapá. Foi mesmo. Barcellos perdeu com Murilo, deu Papaléo; Capi com Waldez, deu Barcellos; Waldez com Bala, deu João.

Reeleição

Ainda nessa linha de raciocínio, os governadores reeleitos conseguiram que seus “pupilos” conquistassem a Prefeitura de Macapá. É o que se chama “capacidade de transferir votos”. Capiberibe, reeleito, ajudou a eleger João Henrique (PSB), em 2000; Waldez Góes (PDT) reeleito, conseguiu eleger Roberto Góes (PDT) em 2008;

Apresentação

A diretoria do Instituto Joel Magalhães (Ijoma) oferece amanhã um Café da Manhã no canteiro da obra do hospital do câncer, na Avenida Silas Salgado, bairro Alvorada. O presidente do Instituto, padre Paulo Roberto Matias de Souza, apresentará a obra da sede do Ijoma.

Academia

O historiador francês Laurent Vidal profere conferência sobre a história de Mazagão hoje, às 16 horas, no anfiteatro da Universidade Federal do Amapá (Unifap). A conferência terá como base o livro “Mazagão – a cidade que atravessou o Atlântico”, publicado em 2008 pela editora Martins Fontes. A palestra será aberta à comunidade acadêmica e demais interessados.

Gratidão

O senador José Sarney (PMDB-AP) vai aos poucos dando retorno aos inúmeros telefonemas disparados do Amapá durante sua internação em São Paulo. O presidente do Senado Federal diz que isso só aumenta a dívida de gratidão com os amapaenses e, sensibilizado, agradece por orações, rezas e palavras de força recebidas.

Brecha

O deputado Valdeco Vieira (PPS) anunciou ontem ter descoberto uma brecha na Constituição do Amapá que pode garantir a criação de novos municípios no Estado, entre eles Bailique, Ilha de Santana, Pacuí e Fazendinha. O presidente da AL, Moisés Souza (PSC) é um dos que apóia o projeto de Vieira. Agora vai.

Aos poucos

Por falar em Moisés Souza, está acontecendo o que ele previu na semana passada, quando a Assembleia votou e aprovou o reajuste linear de 8% para o funcionalismo estadual enquanto as categorias funcionais negociam com o Estado. Os militares tiveram acréscimo ontem de mais 7% dos soldos, com aval da AL.

Sarney retoma o trabalho no Senado e agradece pela solidariedade

O senador José Sarnet (PMDB-AP) fala com jornalistas durante sua chegada ao Senado Federal

"Estou recuperado e grato pela solidariedade dos amigos, dos senadores, deputados e jornalistas". Com essa frase o presidente José Sarney iniciou sua rápida conversa com os repórteres ao chegar ao Senado, nesta manhã, depois de 30 dias afastado para tratamento de saúde. "A senadora Marta Suplicy (PT-SP) fez um trabalho excepcional, durante este mês. O Senado funcionou muito bem, votou matérias importantes, e a CPI está trabalhando com rigor", prosseguiu o senador. Quanto à pauta do Senado, Sarney informou que será decidida com os líderes partidários. "Vamos entrar numa fase atípica, eleitoral, e teremos que marcar datas específicas para fazer esforço concentrado, como se faz todos os anos em que ocorre eleição, para votar as matérias prioritárias", explicou o presidente.
"Pedimos aos partidos que fizessem uma relação das matérias que julgassem importantes para que nós estabelecêssemos pautas específicas." Ele explicou que antecipou sua chegada para participar às 11h da sessão solene do Congresso Nacional em comemoração aos 46 anos do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Minutos antes da sessão, Sarney recebeu o vice-presidente da República, Michel Temer, e o ministro da Previdência, Garibaldi Alves, com quem caminhou até o plenário onde presidiu a cerimônia. "Deveria chegar hoje à noite, mas voltei pela manhã para participar da sessão de aniversário dos 46 anos do PMDB, que é o grande partido da luta pela democracia e justiça social, dois princípios fundamentais do PMDB".


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