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quarta-feira, 19 de outubro de 2011

O livro nunca acabará, diz Sarney

Autor do requerimento para a realização da sessão solene desta tarde no Senado, em homenagem aos 200 anos da Biblioteca Nacional, o presidente José Sarney deu asas à força da paixão que nutre pela literatura e pelos livros. Escritor e membro da Academia Brasileira de Letras, Sarney traçou, em seu discurso, a história da Biblioteca Nacional. Na bagagem da família real em sua vinda para o Brasil, as três cargas da Biblioteca Real – 60 mil volumes, em 317 caixas, desembarcadas em 1810 e 1811 – foram o "tesouro" a dar origem ao que hoje é a oitava maior biblioteca do mundo, historiou o presidente. É uma instituição voltada para o futuro e responsável pela liderança na difusão do livro hoje no Brasil, aplaudiu.

"A Biblioteca Nacional lidera, hoje, a difusão do livro no Brasil. Encontrei em seu diretor, Galeno Amorim, quando ainda não tinha essa responsabilidade, um grande parceiro em minha velha luta a favor do livro. Foi com sua ajuda que pudemos manter a isenção tributária do livro, medida preconizada na Constituição, mas que era contornada na prática com a cobrança de contribuições. Ajudou-me também na aprovação da Política Nacional do Livro, concretizada na lei 10.753 de 2003, e com ele temos discutido o meu projeto do Fundo Nacional Pró-Leitura, aprovado pelo Senado e que tramita na Câmara dos Deputados."

E é a universalização do livro, na opinião do presidente José Sarney, o grande desafio do século XXI. Trata-se, em suas palavras, do caminho para uma civilização digna, para se pensar, por exemplo, as relações entre Ocidente e Oriente, pobres e ricos, cristãos e mulçumanos: "O livro abre a porta do conhecimento, da ciência, da arte. O livro transforma o efêmero em permanente, o humano em imortal. Sou suspeito para falar disso porque se trata do meu maior amigo".

O presidente Sarney lembrou que tem manifestado muitas vezes sua convicção "inabalável" de que tudo vai acabar, menos o livro: "É a grande descoberta tecnológica da humanidade. O livro não precisa de energia! O livro cai e não quebra, pode ser levado por nós a todo e qualquer lugar. No livro está registrado todo o saber, todo o amor, toda a fé." No mesmo tom, acrescentou que o livro é que fixa o conhecimento, concretiza a liberdade de expressão, assim como a defesa de novas idéias.

Ao final da solenidade, os convidados seguiram para a Biblioteca do Senado (Biblioteca Acadêmico Luiz Viana Filho) para a abertura da exposição "Biblioteca Nacional 200 anos – uma defesa do Infinito". Trata-se de uma réplica da grande exposição realizada pela própria Biblioteca Nacional de 3 de setembro do ano passado, a 25 de fevereiro deste ano. A proposta é contar a história dos livros no país e homenagear o início da biblioteconomia no Brasil.

Foram convidados a compor a Mesa: Ana de Hollanda, Ministra da Cultura; o presidente da Fundação Biblioteca Nacional, Galeno Amorim; a diretora-geral da Biblioteca Nacional, Mônica Rizzo; a diretora da Biblioteca do Senado, Simone Bastos; e a diretora da Biblioteca da Universidade de Brasília, Neide Aparecida Gomes. Presentes também na solenidade, entre outros, a vice-presidente da Imprensa Oficial, Maria Felisa Moreno Gallego; a diretora da Biblioteca Demonstrativa de Brasília, Maria da Conceição Moreira Salles, e, representando a Presidência da Câmara do Livro, Luciana Breckenfeld.

Secretaria de Imprensa da Presidência do Senado

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